Crédito - Eduardo
Gomes (Inpa) - “Boo”, que estava em trabalho de parto
há três dias, deu à luz a um filhote
macho
11/01/2010 - O laboratório de Mamífero Aquáticos
(LMA) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia
(Inpa/MCT) recebeu o filhote da peixe-boi fêmea
“Boo”, que entrou em trabalho de parto na terça-feira
(5). O Inpa contabiliza, agora, 42 animais da espécie,
sendo o sexto nascido no Instituto. Boo é o peixe-boi
mais antigo do Inpa, estando no local desde 1974. O animal
já passou por quatro gestações, porém
em uma das ocasiões o filhote nasceu morto.
Segundo o veterinário do Inpa,
Anselmo D’Affonseca, um peixe-boi vive em média
60 anos, mas, como os intervalos entre as gestações
são longas entre si – quatro ou cinco anos –, o
número de filhotes que o mamífero pode ter
ao longo da vida é baixo.
De acordo com ele, o filhote, de sexo
masculino, passa bem e já nada ao lado da mãe.
Para o veterinário, a observação
ajudará em procedimentos que possivelmente podem
ser tomados caso o filhote demonstre algum comportamento
estranho ou fora do padrão. “Estaremos anotando
tudo o que ocorre, se o filhote vai mamar ou não,
pois se isso não ocorrer o mesmo terá que
ser retirado do tanque” diz D’Affonseca.
Reintrodução à
natureza
O LMA do Inpa já realizou duas
reintroduções de peixes-bois na natureza.
Da primeira vez, em 2008, dois animais e da última
vez, em 2009, mais dois animais.
Quando são reintroduzidos ao
meio ambiente, os peixes-boi são monitorados por
telemetria, por meio de um transmissor de rádio.
Esse aparelho é colocado na calda do animal e emite
sinais de rádio que são acompanhados diariamente
por pesquisadores do projeto Peixe-boi da Amazônia.
Dos quatro animais reintroduzidos no meio ambiente, dois
morreram, o outro perdeu o aparelho e não foi mais
localizado e o quarto foi trazido de volta ao Inpa, por
não ter se readaptado.
Segundo D''Affonseca, o trabalho de
reintrodução é muito difícil
por que os animais estão mais adaptados ao cativeiro,
pois a maioria dos que chegam aos tanques do Inpa ainda
são filhotes. “Toda a reintrodução
é complicada e envolve risco com o peixe-boi não
é diferente. Por meio das tentativas é que
vamos aperfeiçoando a metodologia para novas reintroduções”,
contou.
Com colaboração de Tabajara Moreno