TRÊS ATERROS CLANDESTINOS FORAM INTERDITADOS DURANTE FISCALIZAÇÃO NA VÁRZEA DO TIETÊ

Panorama Ambiental
São Paulo (SP) – Brasil
Janeiro de 2010

08/01/2010 - Três aterros clandestinos no município de Itaquaquecetuba foram interditados nessa sexta-feira, 08.01, durante uma operação da secretaria do Meio Ambiental e da Polícia Militar Ambiental. A ação faz parte do plano do governo de intensificar a fiscalização nas áreas da Várzea do Tietê para combater a impermeabilização do solo e evitar futuras enchentes, como as que vêm ocorrendo constantemente na grande São Paulo.

Para ver de perto a operação, o governador do Estado, José Serra, acompanhado do secretario do Meio Ambiente, Xico Graziano, participou de uma das interdições no bairro Rio Abaixo, onde um terreno de aproximadamente um hectare, beirando a várzea, estava sendo utilizado para despejo de entulho.

“Isso aqui é malandragem. Não é só despejo ilegal de lixo”, declarou o governador, enfatizando que o entulho despejado serve para aterrar a várzea e transformá-la em loteamentos. Serra.afirmou que serão abertos fossos que impeçam a passagem dos caminhões, evitando a reabertura dos lixões interditados. Ele também declarou que o governo de São Paulo vai contribuir com as prefeituras oferecendo auxílio moradia aqueles que vivem em condições precárias no entorno da várzea.

O governador também ressaltou que a fiscalização nessas áreas será mais rigorosa, com atuação constante da Polícia Ambiental além de vistorias da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e do Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE em empreendimentos na região. “É preciso que a gente se acostume que crime ambiental é um crime tão grave como qualquer outro crime ao patrimônio público”, declarou.

“Há mais de 50 anos ocorre um processo histórico de ocupações na várzea. Chegou um momento em que isso não pode continuar”, falou o secretário Xico Graziano, deixando claro de que novas ocupações em áreas de várzea não vão mais poder acontecer. “O nosso foco é combater a impermeabilização. Preservar esse grande piscinão que é a várzea e que segura as águas da chuva para que ela não vá ao rio e não ocorra as cheias”, explicou o secretário que já estuda, junto à secretaria de Segurança Pública, a melhor maneira de combater estes crimes e de tornar a fiscalização mais pesada.

Resolução
As ações dessa sexta-feira vêm ao encontro da Resolução SMA 001, publicada no dia 06 de janeiro e que tornou mais rígido o licenciamento ambiental na região ocupada pela Várzea do Tietê. O documento considera que os impactos ambientais causados por obras nessa região podem ultrapassar os limites territoriais dos municípios, tornando necessário um licenciamento mais rigoroso que leve em conta todo o entorno. Por isso, a partir de agora o licenciamento nestas áreas deverá passar pelos órgãos estaduais competentes, no caso, a CETESB e o DAEE. Tarefas antes incumbidas às prefeituras municipais.

A primeira ação de fiscalização ocorreu na data da publicação da resolução no Centro de Distribuição da empresa Bauducco, em Guarulhos, onde haviam suspeitas de aterramento da várzea. A empresa tem 30 dias para apresentar à CETESB e ao DAEE os documentos que comprovem a legalidade da intervenção. Hoje os técnicos da CETESB retornaram ao local para dar continuidade à investigação das possíveis irregularidades.
Texto: Evelyn Araripe Fotografia: Pedro Calado

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PM Ambiental participa de campanha pelas vítimas de São Luiz do Paraitinga

11/01/2010 - A chuva intensa tem castigado o Estado desde o final de 2009. Como conseqüência, diversas localidades foram praticamente destruídas pelas torrentes tempestades, como a cidade de São Luiz do Paraitinga, localizada no Vale do Paraíba. A Polícia Militar Ambiental é um dos órgãos empenhados no apoio às vítimas das enchentes na cidade. Em conjunto com as demais modalidades de policiamento da Polícia Militar do Estado de São Paulo e outras organizações, a PM Ambiental realiza trabalhos diuturnos na intenção de minimizar o sofrimento da população afetada pela catástrofe ambiental.

Além de participar no resgate de vítimas, suas corporações estão arrecadando em todas as suas Unidades doações que serão destinadas aos mais necessitados. No momento a população está carente de alimentos não perecíveis - como sal, arroz, feijão, açúcar, macarrão, molho de tomate, enlatados, etc. -, água potável, material de higiene, material de higiene pessoal, roupas, calçados e fraldas. Eletrodomésticos e móveis também serão recebidos, pois muitos perderam tudo o que tinham.
Texto: Polícia Ambiental/Cris Couto

 


 

Fonte: Secretaria Estadual de Meio Ambiente de São Paulo
Assessoria de imprensa

 
 

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