SÃO PAULO PROMULGA LEI DE CONTROLE AMBIENTAL E SOCIAL NA COMPRA DE CARNE BOVINA

Panorama Ambiental
São Paulo (SP) – Brasil
Janeiro de 2010

15/01/2010 - A Lei nº 15.120/010 promulgada nesta quinta-feira (14/01) estabelece procedimentos para compra de carne bovina na cidade de São Paulo e atende itens do termo de compromisso assinado pelo prefeito Gilberto Kassab, em 2008, no sentido de fazer com que a cidade de São Paulo colabore com a construção de uma Amazônia Sustentável.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, é signatário do ”Termo de Compromisso dos candidatos (as) à prefeitura do município de São Paulo”, um dos pactos que foram estabelecidos pelo movimento Conexões Sustentáveis São Paulo – Amazônia, criado em 2008. Nessa época, Kassab era candidato à prefeitura e o termo de compromisso consistia em desenvolver políticas públicas que ajudassem a construir uma Amazônia sustentável em acordo com a proposta do movimento. Com a lei promulgada ontem, a cidade de São Paulo promove a preservação da floresta amazônica e seus povos e passa a distribuir, comercializar e financiar produtos com certificação ou em processo de certificação, que não tenham origem em áreas embargadas pelo Ibama e cujos fornecedores não estejam na "lista suja" do trabalho escravo. A lei deverá ser regulamentada em 60 dias. Espera-se que sejam estabelecidos procedimentos para seu efetivo cumprimento e que garantam sua transparência, tornando disponíveis as declarações entregues à prefeitura e permitindo, assim, o controle da sociedade sobre as providências tomadas.

O objetivo geral do movimento Conexões Sustentáveis São Paulo-Amazônia é mobilizar as cadeias produtivas dos setores da pecuária, da madeira e da soja estabelecendo pactos setoriais. cujos signatários se comprometem a respeita-los.

O compromisso assumido por todos os signatários, o prefeito de SP inclusive, está sendo monitorado por um Comitê de Acompanhamento dos Pactos (CAP), que em novembro do ano passado apresentou um balanço depois de um ano de trabalho.

+ Mais

Conflito na Resex Renascer (PA) se intensifica e violência cresce

12/01/2010 - Ataques com armas de fogo, agressões físicas e incêndio nas residências dos comunitários têm sido recorrentes. Desde o início do ano, moradores divulgam manifestos denunciando a situação e exigindo providências do governo federal.

Em continuidade às manifestações iniciadas no final do ano passado, quando moradores da Resex Renascer no município de Prainha (Pará), acamparam nos limites da reserva para (impedir a saída de balsas carregadas de madeira provenientes de extração ilegal), o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (antigo Conselho Nacional dos Seringueiros, CNS) e o Conselho Popular da Região do Uruará, divulgam cartas de denúncia da situação local, que agora inclui ataques aos moradores com armas de fogo e incêndios em residências. Criado em 2006, o Conselho Popular da Região do Uruará luta pelo fim da retirada ilegal de madeira, e une moradores das comunidades da Resex Renascer e do entorno.

Os conselhos exigem a presença da Polícia Federal e Polícia Militar no local para impedir um massacre contra os comunitários. Em 8 de janeiro último, os comunitários se reuniram em Prainha, com representantes da Casa Civil, Secretaria Estadual do Meio Ambiente (SEMA-PA), ICMBio e Polícia Militar, na qual mais uma vez se confirmou a ilegalidade de todos os planos de manejo de extração florestal em curso na Resex. Para resolver o conflito, foram recomendadas a intensificação e agilidade nas atividades de fiscalização, a serem implementadas pela Polícia Militar. De acordo com informações prestadas por moradores da Resex na semana passada, um reunião de caráter mais operacional será realizada em Belém, com a presença da governadora Ana Julia Carepa, do prefeito e vice-prefeito de Prainha, SEMA (PA) e lideranças comunitárias.

Manifesto divulgado pelo Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), faz denúncias mais amplas em relação à dramática situação das comunidades extrativistas das Resex do Estado do Pará, devido à ausência de acesso às políticas públicas e à programas próprios que reconheçam suas particularidades. O texto lembra ainda que essa situação contribui para aumentar a desigualdade socioambiental e a fragilidade da lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Também o Conselho Popular da Região do Uruará (Prainha-PA) divulgou texto denunciando a situação.

 



 

Fonte: ISA – Instituto Socioambiental
Assessoria de imprensa

 
 

Enviar por e-mail

Fazendo você entender o Meio Ambiente por inteiro.