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Expedição
desbrava a Amazônia e descobre novas espécies |
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Pesquisadores
encontram novas espécies durante realização
de expedição na Amazônia brasileira.
Veja as imagens.
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Eduardo Henrique
Wienskoski/Divulgação |
Eduardo Henrique
Wienskoski/Divulgação |
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Besouro do grupo
Escarabídeos |
Nova espécie
de aracnídeo |
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Eduardo Henrique
Wienskoski/Divulgação |
Mario Cohn-Haft/Divulgação |
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Verme terrestre |
Várias espécies
de aranhas são descobertas |
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Pedro Lage Viana/Divulgação |
Pedro Lage Viana/Divulgação |
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Amblipígeo
de hábitos noturnos |
Espécie de
borboleta descoberta durante expedição |
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Pedro Lage Viana/Divulgação |
Pedro Lage Viana/Divulgação |
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Expedição
encontra novas espécies |
Pesquisador segura
urutau |
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Pedro Lage Viana/Divulgação |
Pedro Lage Viana/Divulgação |
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Novas espécies
descobertas na Amazônia |
Pesquisadores registram
novas espécies |
Da Folha de São
Paulo/Portal G1 |
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Esquilo esquenta rabo
para enfrentar cascavel |
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Fofinhos,
gorduchos e aparentemente indefesos, os esquilos terrestres
da Califórnia criaram uma forma criativa e inusitada
para defender seus filhotes das mortíferas cascáveis.
Eles agitam suas caldas para esquentá-las e desta
forma as cobras acreditam que o animal é maior do
que parece. Isso porque as cascáveis identificam
suas presas através do calor.
Os pesquisadores até
o momento não conseguiam entender porque os esquilos
balançavam suas caldas, quanto estavam próximos
de cascáveis, durante a noite. Mas um grupo de cientistas
liderado por Aaron Rundus, da Universidade da Califórnia
em Davis, nos Estados Unidos, suspeitou da atitude e descobriu
que algo invisível aos olhos humanos estava acontecendo.
Para provar a teoria,
os pesquisadores usaram uma câmera de infravermelho
e filmaram vários encontros entre as cascáveis
e os esquilos. Utilizando um pequeno robô, que também
agitava o rabo constatou que as cascáveis ficavam
apreensivas com a presença do dublê de esquilo.
Do Portal G1
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Cientistas encontram
aranhas-do-mar jurássicas |
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Cientistas
franceses encontraram fósseis de 160 milhões
de anos. Segundo os pesquisadores as descobertas ajudarão
a entender a evolução de espécies semelhantes
que vivem nos dias de hoje.
Divulgação |
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Fóssil
de aranha-do-mar encontrado próximo de Lyon,
da espécie Palaeopycnogonides gracilis. |
As descobertas foram
feitas em La Voulte-sur-Rhone, próximo de Lyon, no
sudeste da França. O resultado da pesquisa foi divulgado
no periódico científico "Proceedings
of the Royal Society B". Os pesquisadores disseram
que essas descobertas preenchem uma lacuna de 400 milhões
de anos sobre os seres estudados.
A equipe liderada por
Sylvain Charbonnier identificou 70 aranhas-do-mar de três
espécies distintas.
Do portal G1
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Carros japoneses são
menos poluentes |
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Um
estudo publicado pelo cube automobilístico VCD revela
que carros japoneses poluem menos que os modelos alemães.
Mais eficientes e mais econômicos os carros orientais
também fazem pouco barulho comparado com veículos
produzidos na Alemanha.
A VCD destacou as marcas
Honda, Toyota, Daihatsu e Mazda, que definiu como alternativa
ecológica ao ADAC, clube automobilístico alemão.
Segundo a lista, dos dez primeiros lugares, sete são
japoneses. Um Volkswagen, o VW Pólo Blue Motion e
dois franceses, o Citroën C1 1.0 Advance e o Peugeot
107 Petit Filou 70 completam a lista dos dez mais.
Dos 350 automóveis
testados, o clube recomenda 71 modelos, que emitem no máximo
140 gramas de dióxido de carbono por quilômetro.
A comissão Européia pretende reduzir este
nível abaixo de 120 gramas como meta para 2012.
Da France Presse/Folha
de São Paulo |
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Rio Grande do Sul
quer preservação dos Pampas |
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O
Bioma Pampa estende-se por boa parte do Rio Grande do Sul,
seguindo pela Argentina e pelo Uruguai. É um Bioma
único no mundo.
Em nenhum outro lugar
encontraremos as espécies de plantas e de animais
e, tampouco, as expressões socioculturais das populações
associadas ao Pampa.
Este
site foi criado com o objetivo de centralizar e divulgar
as informações disponíveis sobre o
Bioma Pampa ou "Campos Sulinos".
Grupo cria site para divulgação dos Pampas.
Juscelita Noetzold |
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Tilápia ajuda
no combate da malária |
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A tilápia
do Nilo (Oreochromis niloticus), muito consumida no Quênia,
pode ser a nova arma contra a malária, informou a
rede britânica de televisão BBC. Pesquisadores
quenianos descobriram que esses peixes, que foram levados
para diversos tanques abandonados no oeste do país,
ajudam a combater a doença comum em muitos países
da África e da Ásia.
Segundo o estudo, publicado
na britânica "BMC Public Health", o peixe
consegue reduzir em até 94% a quantidade dos insetos
transmissores da malária.
O apetite de tilápias
por esses insetos já era conhecido desde 1917, mas
somente agora cientistas divulgam informações
sobre a utilização dos peixes no combate ao
mosquito transmissor, que estão cada vez mais resistentes
a pesticidas.
O parasita Plasmodium,
agente da malária, é transmitido através
da picada do mosquito. Na África Subsaariana, uma
criança morre de malária a cada 30 segundos
e é responsável por 90% dos casos da doença
em todo o mundo.
Os pesquisadores do
Centro Internacional de Fisiologia e Ecologia de Insetos,
com sede no Quênia, dizem que a tilápia pode
ser um grande investimento para o país, além
de ajudar no combate da malária pode servir como
alimento e fonte de renda.
Divulgação
Da EFE/Folha
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Formigas
jovens da espécie Cerapachys biroi acumulam
conhecimento durante a juventude que determinam seu comportamento
para o resto da vida, é o que diz um estudo publicado
na revista “Current Biology”.
Cientistas da Universidade
de Paris separaram um grupo de formigas, todas em idade
de buscar comida para as larvas. Cada grupo de formigas
ficou com um tipo de opção para busca de alimentos:
o primeiro com farta oferta de comida e outro sem nenhum
tipo de alimento.
Depois de um mês,
a primeira metade do grupo se especializou em encontrar
alimentos, enquanto o segundo grupo se concentrou em ajudar
os mais jovens no interior do ninho.
"A história
individual possui um papel na organização
das sociedades de insetos. A experiência vivida surge
como uma variável fundamental no desenvolvimento
do comportamento", disseram os biólogos.
As formigas Cerapachys
biroi, vindas do Japão foram escolhidas para a experiência,
pois se reproduzem sem fecundação, originando
“cópias perfeitas”, diz o estudo.
Divulgação
Da France Presse
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Anticoncepcional para
pombos |
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Uma associação
de Hollywood pretende usar pílulas anticoncepcionais
no controle de pombos no famoso distrito de Los Angeles.
Segundo Laura Dodson, presidente da Argyle Civic Association,
a idéia foi aceita por grupos de defesa dos animais,
e parece ser uma solução "mais humana"
para o controle das aves.
O contraceptivo chamado
OvoControl P, impede o desenvolvimento do ovo, deverá
ser misturado à comida deixada para os pombos em
telhados, praças e outros locais.
"Nós queremos
que as pessoas entendam que têm de parar de alimentar
pombos." Segundo o site da Argyle Civic Association,
pombos (Columba lívia) podem transmitir doenças
como ornitose, criptococose, dermatites, entre outras.
Estima-se que cerca
de 5.000 pombos vivam na região de Hollywood, população
que, segundo Dodson vem crescendo devido os hábitos
das pessoas em alimentar as aves. O programa que deve ser
implantado dentro de alguns meses pretende reduzir essa
população pela metade.
Da BBC Brasil
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Crematório
quer reduzir emissão de carbono |
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Segundo
uma reportagem do jornal britânico ''The Guardian'',
um crematório da Inglaterra quer reduzir a emissão
de gases do efeito estufa e para isso está acumulando
cadáveres e fazendo uma cremação conjunta.
Com essa alternativa,
diversos corpos ficam armazenados no crematório de
Haycombe, "uma iniciativa que algumas funerárias
temem que possa transtornar familiares dos mortos",
diz a matéria.
"Há preocupação
de que cremações prejudiquem o meio ambiente",
relata o jornal, que diz que "em maio o crematório
instalou suas novas fornalhas com equipamento que reduz
emissões de mercúrio quando obturações
são vaporizadas".
No entanto autoridades de Bath e North East Somerset dizem
que a maior parte das cremações será
realizada no mesmo dia do funeral, cumprindo normas nacionais,
onde todos os corpos devem ser cremados e menos de 24 horas
após o funeral, informou Duncan McCallum, da Federação
dos Departamentos de Sepultamento e Cremação.
Da Folha de SP
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Site ajuda a escolher
carro mais ecológico |
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O Departamento
de Transporte do Reino Unido acaba de lançar um site
que ajuda novos compradores de carros a escolherem veículos
mais ecológicos de acordo com suas necessidades.
O "Best on CO2"
que utiliza o sistema de feito pela revista "What Car?",
disponibiliza um ranking com os modelos por categoria, emissão
de poluentes e tipo de combustível.
"Ao escolher um
carro com um uso de combustível mais eficiente em
sua classe, os motoristas podem reduzir suas emissões
de dióxido de carbono em 24% e potencialmente economizar
um quarto nos custos de combustível", disse
Jim Fitzpatrick, ministro britânico do Transporte.
As informações
do site são baseadas em dados das emissões
da Agência de Certificação de Veículos,
entidade responsável por avaliar as emissões
de dióxido de carbono no Reino Unido.
Da Reuters
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O Ministério
da Agricultura do Japão quer produzir biocombustíveis
a partir de partes não-comestíveis do arrozal.
Por enquanto a tecnologia só funciona em escala de
laboratório.
"Dispomos de tecnologias
para fabricar etanol a partir de partes não aproveitadas
do arroz, mas só conseguimos fazê-lo em laboratório",
explicou o responsável pelo projeto, Eiichiro Kitamura.
Hoje o etanol é
produzido a partir da beterraba, da cana-de-açúcar
e do milho. Críticos deste tipo de biocombustível
dizem que a tecnologia eleva os preços dos alimentos
básicos e ajuda a promover a fome em países
pobres.
Foto: Luciana Campos |
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Biocombustíveis
têm a pretenção de preservar as
florestas e poluir menos. |
"Se conseguirmos
fabricar biocombustíveis a partir das partes não-comestíveis
das colheitas, este mercado não representará
uma competição para os produtos alimentícios",
acredita Kitamura.
A alternativa de usar
partes não-utilizáveis de alimentos na fabricação
de biocombustíveis já é utilizada em
outros países, como no Canadá que emprega
a palha de trigo.
Da France Presse
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Ecologia e meio Ambiente
são temas de aula inaugural de Pós-Graduação
em Biodiversidade do Amapá |
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O governo
brasileiro elaborou o Plano Nacional de Pós-Graduação
(PNPG) para enfrentar o desequilíbrio entre as regiões.
Em torno de 48% dos professores universitários que
atuam no Sudeste têm títulos de pós-graduação,
enquanto na região Norte apenas 5% cursaram mestrado
ou doutorado. O papel da área de ecologia e meio
ambiente neste plano de pós-graduação
é o tema da aula inaugural da segunda turma dos cursos
de Mestrado e Doutorado em Biodiversidade Tropical, implantado
ano passado no Amapá.
A aula será
ministrada pelo representante da Área de Ecologia
e Meio Ambiente da Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal de Nível Superior (Capes), professor Fábio
Rubio Scarano, no auditório da Reitoria da Universidade
Federal do Amapá (Unifap).
A oferta dos cursos
de mestrado e doutorado fazem parte do Programa de Pós-Graduação
em Biodiversidade Tropical (PPGBIO) do Amapá, um
modelo inédito no Brasil, resultado de uma parceria
entre a Unifap, Instituto Estadual de Pesquisas Científicas
e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Embrapa Amapá
e organização não-governamental Conservação
Internacional (CI-Brasil).
Na manhã de
segunda-feira, 6, Fábio Rubio Scarano, professor
da Universidade Federal do Rio de Janeiro, reunirá
com os professores e o Conselho das instituições
parceiras do PPBGIO e à tarde o encontro será
com os alunos.
O PPGBIO está estruturado em três linhas de
pesquisa que visam responder às seguintes questões:
qual a composição da biodiversidade amazônica
e como ela muda ao longo do tempo e do espaço; como
conservá-la de forma eficiente; e como utilizá-la
de forma sustentável. A ecologia é a ciência
que integra as três linhas de pesquisa e serve como
referência conceitual para o desenvolvimento de interações
com outras disciplinas das Ciências Biológicas,
Exatas e Humanas.
De acordo com a coordenadora do PPBGIO, Helenilza Cunha,
dos 92 inscritos para a seleção da segunda
turma do Programa, 16 foram classificados, a maioria é
do Amapá e há também alunos do Rio
de Janeiro e do Pará.
O pesquisador da Embrapa
Amapá, Ricardo Adaime, integrante do grupo de professores
do Mestrado, disse que a participação da instituição
de pesquisa agropecuária faz parte da diretriz de
atuar na formação de pessoal qualificado no
próprio Estado do Amapá. "Colocamos à
disposição do curso a estrutura dos nossos
laboratórios e dos campos experimentais.
Além disso, os alunos poderão desenvolver
projetos relacionados às área de interesse
da Embrapa Amapá (agroflorestal e agropecuária)",
explicou Adaime, orientador da disciplina Controle Biológico
de Pragas Agrícolas.
Uma das características
do mestrado ofertado no PPGBIO é a elaboração
de programa de estudos que contemplam as próprias
demandas do Amapá e da região Norte. Por exemplo,
no primeiro semestre deste ano a primeira turma participou
de uma aula prática de Ecologia do Campo na Estação
Ecológica do Jari, que abrange áreas dos estados
do Amapá e Pará.
O pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Guedes,
orientador de dois alunos no mestrado, disse que entre as
várias atividades, foram feitos levantamentos e novas
identificações de aves, répteis, anfíbios
e mamíferos. "Os alunos fizeram também
estudos de fatores abióticos, como microclima (temperatura,
umidade e luz) e recuperação de áreas
degradadas, usando a área de um garimpo desativado
pela Ibama, que funcionou dentro da Estação
Ecológica", detalhou Guedes.
Dulcivânia Freitas
Embrapa Amapá
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Embrapa e IEPA ministram
curso de manejo de açaizais em Mazagão |
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A produção
de frutos de açaí, principal produto do agronegócio
amapaense, pode aumentar em até cinco vezes em um
período de sete anos, desde que seja feito um manejo
adequado dos açaizais. A técnica vai ser demonstrada
aos produtores da área do Igarapé Grande (Rio
Mazagão), durante um curso realizado por pesquisadores
da Embrapa Amapá e do Instituto de Pesquisas Científicas
e Tecnológicas do Amapá (Iepa).
O pesquisador Silas
Mochiutti e o técnico agrícola Izaque Pinheiro,
da Embrapa, junto com o pesquisador Marcelo Karin, do Iepa,
vão trocar conhecimentos com os produtores em uma
área de açaizal, no município de Mazagão.
O ponto de encontro será o Centro de Lazer Araújo,
à margem do Igarapé Grande. "O curso
será prático, inclusive com preparação
de uma área a ser manejada, fazendo uso de terçado,
machado, fios e outros materiais necessários para
orientar como faz o manejo", explicou Silas Mochiutti.
No dia 9 (quinta-feira)
os produtores terão a oportunidade de tirar as dúvidas
sobre linhas de crédito para financiamento agrícola
e os procedimentos para solicitar a licença ambiental
e poder manejar suas áreas. Quem vai explicar tudo
isso são técnicos do Banco da Amazônia,
do Rurap, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema)
e da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap).
O curso conta com financiamento da Agência de Desenvolvimento
da Amazônia (ADA).
Este treinamento faz
parte do projeto "Desenvolvimento de tecnologias para
o manejo e cultivo de açaizais para produção
de frutos", visando melhorar o desempenho da cadeia
produtiva do açaí com ênfase para o
aumento da renda das populações ribeirinhas
do Estuário Amazônico. Para Marcelo Karin,
pesquisador do Iepa, "a parceria com a Embrapa fortalece
as ações de pesquisa, abrindo espaço
para novas oportunidades no âmbito da agrofloresta".
A Embrapa já
realizou este curso de manejo em outras comunidades produtoras
de açaí do Amapá. Cerca de 400 pessoas
do Bailique (município de Macapá) e do Camaipi
(municípios de Santana e Mazagão) participaram
dos treinamentos durante o ano de 2002. O resultado é
que hoje nestas áreas houve aumento na produção
de frutos de açaí, que passou a abastecer
as amassadeiras de Santana e Macapá e também
fábricas que exportam a polpa de açaí
para o exterior.
O curso é importante
porque vai orientar os produtores no jeito correto de ser
fazer o manejo para que produzam mais frutos nos próximos
anos. E quanto mais fruto, mas renda, claro. Só que
é preciso se preocupar também em preservar
nosso meio ambiente, deixar as várias outras árvores
junto com aos açaizais. fato é que utilizando
técnica correta e consciência ecológica,
o açaizal produz mais frutos, palmito, madeira e
outros produtos com melhor qualidade. Por exemplo, um açaizal
bem manejado deve ter, em um hectare, mais ou menos 400
touceiras (com 5 açaizeiros adultos em cada touceira),
50 palmeiras de outras espécies e 200 árvores.
Etapas do manejo
- Primeiro, deve obter autorização da Secretaria
Estadual de Meio Ambiente (Sema) para fazer a limpeza no
açaizal e providenciar a seguinte lista de materiais:
uma corda de 40 metros, três cordas de 25 metros,
uma fita métrica de 150 centímetros, terçado,
machado e lima, foice de lâmina fina tipo Gavião,
bota, luva de raspa e capacete. Depois a limpeza, vem a
demarcação dos blocos, a classificação
das árvores, a seleção das árvores,
a seleção dos açaizeiros e o plantio
dos açaizeiros.
O açaízal deve ser mantido limpo por meio
de roçagem das brotações de plantas
de valor desconhecido. A cada 3 ou 4 anos, os açaizeiros
com mais de 12 metros de altura devem ser cortados e o palmito
aproveitado, com o objetivo de deixar os açaizeiros
mais baixos e produtivos.
Dulcivânia Freitas
Embrapa Amapá |
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