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100% dos oceanos já
foram alterados pelo homem |
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Estudo publicado na revista “Science”
reuniu as bases de dados existentes sobre 17 impactos
humanos em 20 dos 24 grandes habitats marinhos. Além
de não existir mais áreas intocadas, cerca
de 40% do oceano está densamente afetado pela ação
do homem.
Poluição inorgânica,
elevação da temperatura do mar, acidificação,
pesca de arrasto e espécies invasoras são
alguns fatores que modificaram metade dos mares do planeta,
transformado os oceanos em “desertos de água”.
O estudo indica que não há sequer um metro
cúbico da imensidão azul que seja realmente
intocado.
O estudo foi coordenado por pesquisadores
da Universidade da Califórnia em Santa Barbara
(EUA) e foi apresentado na reunião anual da AAAS
(Associação Americana para o Avanço
da Ciência), em Boston (EUA).
Reprodução/Wikipedia/Alexandre
Van de Sande |
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Da Folha de São Paulo
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Gravidez de Elefanta
causa polêmica na Austrália |
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Gravidez precoce de Thong Dee, uma
elefanta que vive no zoológico Taranga, em Sidney,
causa polêmica. Grupos de ativistas pelos direitos
dos animais dizem que o animal é muito jovem para
procriar e acusam o zôo de “irresponsabilidade”
por ter permitido o acasalamento.
"Isso é o equivalente
a permitir que uma menina de 12 anos de idade fique grávida",
disse Erica Martin, do Fundo Internacional para o bem-estar
animal, assegurando que elefantes só devem começar
a procriar a partir dos 11 anos.
No entanto, a direção
do zoológico se defende e alega ter consultado
especialistas antes de permitir a reprodução
de Thong Dee com o macho Gung, de 7 anos.
"Nós fomos aconselhados
por especialistas em reprodução de elefantes,
que sugeriram que todos os elefantes do zoológico
estavam prontos para procriar", afirma Lucy Melo,
diretora do zoológico, acrescentando que o casal
é um caso de "amor à primeira vista".
A elefanta está no quinto dos 22 meses de gravidez,
seu filhote deve nascer no ano que vem. Se tudo der certo
Thong Dee será a primeira da espécie a dar
à luz em cativeiro na Austrália, informou
a direção do zoológico.
Do Portal G1/BBC
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Universitários
estudam árvore pracaxi no viveiro de mudas da Embrapa |
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Tudo pode ser aproveitado da árvore
pracaxi. Embora não seja um nome conhecido no ambiente
urbano, é muito usada por populações
ribeirinhas no tratamento contra picada de cobras e cicatrização
de úlceras. As sementes produzem azeite de cozinha
e a madeira pode ser utilizada para fabricar de móveis
a dormentes de ferrovias. No mercado internacional o metro
cúbico da madeira do pracaxi chega a alcançar
o preço de 31,94 dólares (em pé)
e 47,91 dólares (no pátio de toras).
Entre os estudos sobre a espécie
Pentaclethara macroloba Willd- nome científico
do pracaxi -, está uma pesquisa realizada por Eliana
Balieiro do Nascimento e Wendel Aranha Pinto válida
como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Engenharia
Florestal pelo Instituto Macapaense de Ensino Superior
(IMMES).
O trabalho teve como objetivo avaliar
a germinação e o crescimento inicial do
pracaxi cultivado no viveiro do Campo Experimental de
Fazendinha, da Embrapa Amapá. A monografia dos
recém-formados ganhou nota 9,5 da banca examinadora,
formada pelo pesquisador Jorge Segovia (Embrapa Amapá),
pelo professores José Ricardo Smith e Edmir dos
Santos Jesus e pelo engenheiro florestal Jorge Breno Palheta
Orellana.
Durante toda a pesquisa bibliográfica
e trabalhos de campo, os alunos foram orientados pelo
pesquisador Jorge Segovia, que há seis anos publicou
um estudo apontando que diversas espécies florestais
apresentaram altos índices de sobrevivência
quando consorciada a cultivos agrícolas em sistemas
agroflorestais instalados no Distrito do Pacuí.
Para avaliar a variação
genética do pracaxi, Eliana e Wendel coletaram
frutos a partir de uma amostragem de 36 matrizes em cada
unidade geográfica de coleta, nas áreas
de várzeas dos municípios de Macapá
(Igarapé da Fortaleza) e Santana (distrito do Anauerapucu).
Através de técnicas manuais de separação,
eles obtiveram sementes das árvores e formaram
um único lote de coletas. Na seleção
utilizaram apenas as que tinham condições
favoráveis de germinação e vigor
e eliminadas as sementes brocadas, ardidas e com fungos.
Os ensaios de germinação
foram realizados em um viveiro telado, sendo que as plântulas
foram protegidas reduzindo a radiação excessiva
com sombrite a 50%, suspenso a dois metros de altura no
interior do viveiro. Um procedimento importante foi eliminar
as ervas daninhas através de capinas manuais, e
a umidade dos substratos, mantida sempre próxima
da capacidade de campo, utilizando para o sistema de irrigação
localizada por micro-aspersão.
Os recém-formados e o pesquisador
relatam ainda que o preparo do substrato para o plantio
constou de secagem, peneiramento e esterilização
do solo com uma solução composta de hipoclorito
de sódio e água. O semeio foi realizado
em sacos plásticos de polietileno preto. Uma das
fases da pesquisa foi a análise físico-químicas
dos substratos utilizados nos ensaios, realizados no Laboratório
de Análise de Solos da Empresa Amapá.
Entre as diversas análises,
procuraram observar a altura da planta, comprimento da
raiz, diâmetro do colo, número de folhas,
massa seca da folha, massa seca do caule, a massa seca
da raiz e massa seca total. Uma das conclusões
dos novos engenheiros florestais é de que no Estado
do Amapá observou-se que, ao longo de dois anos
a espécie pracaxi cresce em clima tropical chuvoso,
florando no período seco e frutificando no período
chuvoso.
Outros resultados mostraram que na
espécie Pentaclethra macroloba Willd, não
se observou a dependência das sementes, tanto para
germinação quanto para o crescimento inicial,
em função da acidez e do teor nutritivo
do substrato em que ela se encontra. Portando foi possível
a formação de mudas precoces aos 71 dias
após o semeio, bem enraizadas e aptas ao transplante
em ambiente de viveiro coberto com sombrite a 50% e com
sistema de irrigação por micro-aspersão,
mas sem depender da adição de fertilizantes
e corretivos químicos. Isso reduz os custos de
produção de mudas durante o seu crescimento
inicial.
Os dados desta pesquisa proporcionam
conhecimentos técnicos para pesquisadores, extensionistas,
viveiristas e agricultores familiares que trabalham com
produção de mudas de espécies florestais,
principalmente quando tratar-se de sistemas agroecológicos
para manejo de áreas de baixo impacto ou recuperação
ambiental de áreas degradadas.
Embrapa
Assessoria de Comunicação
Dulcivânia Freitas
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Garrafas
PET aquecem chuveiros |
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O projeto “Água quente para
todos” da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Presidente
Prudente (565 km de São Paulo) utiliza materiais
reciclados para construção de aquecedor
residencial.
O ‘aparelho’ feito a partir da reutilização
de garrafas PET e embalagens de longa vida pode contribuir,
consideravelmente, para a redução do custo
da conta de energia elétrica e ajudar na redução
de lixo produzido na cidade.
Segundo a prefeitura, o aquecedor
tem um custo de R$ 120,00 e seu funcionamento é
bem simples: a água fria passa pelo encanamento
e as caixas de leite pintadas de preto e as garrafas expostas
ao sol absorvem o calor, levando água quente até
o chuveiro da casa.
O próximo passo do projeto
é capacitar professores e produzir uma cartilha
para que os pais possam construir os aquecedores em casa.
Do Portal G1
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Pesquisadora ganha
prêmio por trabalho com anta |
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Patrícia Médici, pesquisadora
brasileira do Instituto de Pesquisas Ecológicas,
acaba de ganhar o Golden Ark Award, prêmio holandês
concedido a cientistas que colaboram com a preservação
de animais selvagens.
A anta, objeto de sua pesquisa é
um animal importante para avaliação da qualidade
de vida das florestas onde vive, visto que é uma
das primeiras espécies a desaparecer no caso de
desequilíbrio e destruição. A anta
é também um grande disseminador da mata
ao dispersar as sementes das frutas que come. A espécie
brasileira (Tapirus terrestris) está classificada
como vulnerável na Lista Vermelha de espécies
ameaçadas da IUCN (União Internacional para
a Conservação da Natureza).
Do Portal G1
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Europa faz ‘apagão’
simbólico |
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Quatro pontos turísticos europeus
fizeram um “apagão” simbólico para promover
a economia de energia. A Torre Eiffel, em Paris na França,
o Coliseu de Roma (Itália), o castelo de Edimburgo,
na Escócia e o Parlamento Europeu, em Estrasburgo,
também na França.
Reprodução/
Wikipedia/Rüdiger Wölk |
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O evento acontece no aniversário
de terceiro ano da entrada em vigor do Protocolo de Kyoto.
Segundo a prefeitura de Paris, esse deve ser um importante
recado na batalha contra a mudança climática.
Menos carros em Berlim
Parlamentares alemães querem
propor o fechamento de Berlim ao tráfego de automóveis
no próximo dia 1º de junho para colaborar
na luta contra o aquecimento global.
Segundo o porta-voz da pasta do Ambiente,
Daniel Buchholz, a idéia surgiu no Fórum
da Juventude de Berlim, realizado em novembro do ano passado.
Para ser aprovada a proposta precisa ter no mínimo
75 votos, o projeto pede ainda, que no mesmo dia viagens
de trens e ônibus sejam gratuitas.
Uma pesquisa realizada em fevereiro
de 2007, indica que 65% dos alemães são
favoráveis à restrição de
automóveis aos domingos para combater a poluição
e o aquecimento global, enquanto 34% são conta
a restrição.
Da Folha de São Paulo/France
Presse/Ansa
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Pássaro muda
canto para transmitir mensagens |
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Estudo conduzido pelo professor da
Universidade de Campinas (Unicamp) Jacques Villiard, realizado
na Reserva Estadual de Morro Grande, no interior de São
Paulo, revela que passarinho adapta canto à floresta
para transmitir mensagens diferentes. O pula-pula-assoviador
(Basileuterus leucoblepharus) usa uma série de
‘códigos secretos’ para saber quem está
por perto.
O pássaro utiliza artifícios
como a acústica da floresta, códigos que
indicam quais espécies, a distância e as
possíveis intenções do assoviador.
A comunicação entre os indivíduos
é essencial para a espécie, diz Boscolo.
“Um canto feito do jeito errado não é reconhecido.
O animal não reage”, afirma. O canto está
perfeitamente ajustado para as características
acústicas da floresta. Qualquer variação
e a mensagem se perderia”, explicou ao G1. O estudo também
destaca a importância da Mata Atlântica e
lembra que o bioma é um dos mais ameaçados
do mundo.
Do Portal G1
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Aquecimento global
ameaça pingüins-rei |
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O aquecimento global ameaça
a sobrevivência de pingüins-rei que vivem na
Antártida. O aumento da temperatura afeta animais
(peixes e lulas) que servem de alimento para os pingüins.
Um grupo de pesquisadores franceses descobriu que a redução
de alimentos afeta diretamente a sobrevivência dos
pingüins. Segundo os cientistas, a cada elevação
de 0,26ºC na temperatura da superfície do
mar há uma redução de 6% nas populações
adultas da espécie.
Divulgação |
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Pesquisadores
estimam que existam cerca de dois milhões
de casais adultos, capazes de se reproduzir, na
Antártida. Elevação da temperatura
pode dizimar os pingüins. |
Do Portal G1
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Henri Lizardlover, um americano de
Los Angeles, que cria lagartos há 25 anos, resolveu
tirar fotos dos animais em posições comuns
entre os humanos.
A idéia ganhou força,
em 1988, depois que Lizardlover decidiu fazer uma série
de cartões postais com os répteis em situações
curiosas, tocando guitarra ou pedalando bicicleta. "Eles
cooperavam e ficam estáticos em posições
humanas, então comecei a fotografá-los",
conta.
O americano se diz apaixonado pela
espécie, tanto que mudo seu sobrenome de Schifberg
para Lizardlover, “amante de lagartos”, na tradução
livre.
No entanto, Lizardlover, alerta: apesar de parecerem mansos,
os lagartos possuem uma poderosa mordida. O americano
tem 50 animais em sua casa.
Do Portal G1/Da BBC
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Morre Ah Meng, a orangotango
mais famosa de Cingapura |
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O zoológico de Cingapura,
no sudeste Asiático, realizou um funeral, digno
de celebridade, para um de seus habitantes mais ilustres,
Ah Meng, uma fêmea de orangotango, de cerca de 50
anos de idade. O animal havia sido resgatado de uma família
que a mantinha, ilegalmente, como bicho de estimação
em 1971. Meng ‘trabalhou’ em mais de 30 filmes e ‘atuou’
ao lado de celebridades do cinema americano. A causa da
morte não foi divulgada.
Zôo de Cingapura/Divulgação
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A fêmea
de orangotango pouco antes de morrer. |
Do Portal G1/Reuters
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Mar Morto tem aumento
na perda de água |
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O Mar Morto pode entrar em estado
critico se alguma medida não for tomada com urgência
para reduzir a perda de se volume. Em janeiro quadruplicou
a queda do nível da água, em função
da construção de represas e pela falta de
chuvas. "Em janeiro, o nível do mar abaixou
20 centímetros, quatro vezes mais do habitual",
disse o hidrologista Amos Bein.
“Nos próximos meses a baixa
será mais acentuada, e depois será preciso
ver como fazer essa água chegar até ele,
ou o problema ficará ainda mais grave", acrescentou.
Segundo o pesquisador, as represas interrompem as correntes,
que antes seguiam em direção ao Rio Jordão,
principal rio que deságua no Mar Morto. Essa redução
corresponde a 100 milhões de metros cúbicos,
agravada pela perda anual de 450 e 650, segundo dados
estatísticos.
Hoje, o nível do Mar Morto
está em 420,94 metros abaixo do nível do
mar, sendo que, nos últimos doze meses a queda
foi de 1,17 metros. Segundo a previsão de cientistas,
o Mar Morto deverá perder metade de sua superfície
em 150 anos.
Localizado na fronteira da Jordânia
e Israel, o “Mar de Sal”, como é descrito na Bíblia,
é um dos locais mais inóspitos do planeta,
com temperaturas que no verão podem chegar a 40ºC
à sombra.
Reprodução
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O litoral do Mar
Morto do lado israelense |
Do Portal G1/EFE
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Um ‘novo’ minipterossauro |
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Pesquisadores brasileiros e chineses
descobrem minipterossauro do tamanho de um pardal. O animal
viveu na china há 120 milhões de anos. Batizado
de Nemicolopterus crypticus por Alexander Kellner, Diógenes
de Almeida Campos (brasileiros) e Xiaolin Wang e Zhonghe
Zhou, chineses no Instituto de Paleontologia de Vertebrados
e Paleontoantropologia da China, o fóssil foi descoberto
nas rochas da província de Liaoning, noroeste da
China.
O pequeno ‘dino’ com apenas 25cm
de uma ponta a outra de suas asas é o menor pterossauro
conhecido. "Pelo menos essa é a nossa avaliação",
afirma Kellner, que é pesquisador do Museu Nacional
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Existem
exemplares menores, mas são todos indivíduos
recém-nascidos ou muito jovens. Para se ter uma
idéia, há embriões de outra espécie
que são maiores do que esse animal", compara.
"A minha opinião é
que ele não cresceria, mas, mesmo que dobrasse
ou quadruplicasse de tamanho, ainda seria minúsculo
perto de seus parentes", diz o paleontólogo.
"Sem crista provavelmente ficava mais fácil
para ele voar entre a folhagem das árvores. E,
claro, ele também chamava menos a atenção",
avalia Kellner.
Divulgação |
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| Ilustração
do animal devorando uma provável presa, um
inseto |
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Michael
Skrepnickaption/Divulgação |
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O paleontólogo Alexander Kellner durante
trabalho de campo
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Do Portal G1
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Decoada
deve ocorrer em março de forma moderada |
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O fenômeno natural da decoada,
como é chamado popularmente, deve começar
a ocorrer em março se o nível do rio Paraguai
continuar subindo no ritmo dos últimos dias, de
2 cm a 4 cm ao dia. Ele provoca a deterioração
da qualidade da água dos rios e, conseqüentemente,
a mortandade de peixes no Pantanal. A informação
é da pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa
Pantanal.
Segundo ela, a decoada ocorre todos
os anos, mas a intensidade é variada, pois depende
da forma como se comporta o rio Paraguai na seca e na
cheia subseqüente. Ocorre com alta magnitude quando
há uma seca pronunciada (como foi a de 2007) seguida
de uma enchente mais rápida e também pronunciada.
“Temos uma decoada intensa quando
o nível do rio Paraguai atinge 3,5 metros (pela
régua de Ladário) no começo de fevereiro”,
explicou Débora. Como neste ano a enchente não
está tão intensa, prevê-se que o fenômeno
deva ocorrer de forma moderada. Nesta quarta-feira, dia
13, o nível do rio estava em 2,80 metros.
A última decoada considerada
de magnitude elevada ocorreu em 1995, quando o rio Paraguai
teve a terceira maior cheia do século passado.
De acordo com Débora, decoadas intensas podem provocar
a mortandade de indivíduos de todas as espécies
de peixes. Quando a intensidade é menor, algumas
espécies apresentam adaptações que
conferem maior resistência, como o pacu, por exemplo,
que desenvolve um lábio mais grosso na parte inferior
da boca para melhorar a eficiência na tomada de
oxigênio na superfície durante a decoada.
Fenômeno
A decoada está diretamente
relacionada ao regime de cheia e seca dos rios da planície
pantaneira. Quando as águas recuam, a vegetação
aquática morre e a terrestre, em especial gramíneas,
se recompõe de forma rápida.
Durante a enchente subseqüente,
segundo Débora, a água passa a cobrir a
planície pantaneira deixando esta vegetação
submersa. Toda essa matéria orgânica em contato
com a água começa a se decompor e, conforme
o nível de inundação aumenta, os
produtos da decomposição são levados
do campo inundado para os lagos (baías), córregos
e rios.
Esse processo de decomposição
realizado pelas bactérias é tão intenso
que é capaz de consumir todo o oxigênio dissolvido
na água, liberando o dióxido de carbono
livre. O fenômeno dificulta a respiração
dos peixes, que sobem à superfície para
tentar absorver o oxigênio da interface ar-água
(“boquear”) e ficam mais expostos aos predadores ou acabam
morrendo se não acharem uma área com água
em melhores condições.
Segundo a pesquisadora da Embrapa
Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento,
dependendo da intensidade e tempo de duração,
o fenômeno pode matar toneladas de peixes.
Apesar disso, Débora explica
que a decoada tem um papel ecologicamente importante para
o funcionamento do Pantanal. Faz parte do ciclo de renovação
da planície relacionado ao ciclo das águas
e garante a entrada de nutrientes no sistema. Normalmente
a decoada acontece no período de enchente, entre
fevereiro e maio. Nesta época as altas temperaturas
(média de 32 graus) no Pantanal aceleram o processo
de decomposição.
Quando uma frente fria se aproxima,
as temperaturas caem por alguns dias e o processo de decomposição
desacelera, melhorando a qualidade da água. Em
1995, o rio Paraguai chegou a ficar dois meses praticamente
sem oxigênio em função da decoada.
É difícil prever exatamente
onde a decoada vai ocorrer, mas Débora afirma que
o fenômeno tende a acontecer a partir do Parque
Nacional, na divisa com o Mato Grosso, na região
conhecida como Três Bocas. Normalmente atinge as
áreas marginais, campos inundados e baías,
em caso de cheias mais localizadas, mas pode atingir o
canal principal dos rios, se a inundação
for intensa. A Embrapa Pantanal vem acompanhando a decoada
de forma sistemática desde 1994.
Oslain
Branco/Embrapa |
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Peixes buscam
a superfície dos rios para ter acesso ao
oxigênio |
Ana Maio
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
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Capim invasor ocupa
20% dos campos sulinos |
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Sem inimigos naturais o capim annoni
(Eragrostis plana) ocupa os pampas do Rio Grande do Sul
desde a década de 50, tornado-se um dos maiores
problemas ambientais do país e hoje cobre 20% dos
campos sulinos. "Com essa área de ocupação
--o capim chegou inclusive, via estradas, até o
sul da Bahia-- é impossível fazer um controle
mecânico", diz Ziller.
"Em 1979, esse capim já
ocupava uma área de 20 mil hectares. Em 2007, a
área invadida é de 2 milhões de hectares"
afirma à Folha a pesquisadora Sílvia Ziller,
especialista em espécies invasoras e uma das autoras
do estudo que avalia o impacto econômico do capim
annoni no Rio Grande do Sul.
"Os sul-africanos desenvolveram
técnicas de controle biológico eficientes
e relativamente baratas", diz Ziller, lembrando que
a Embrapa também desenvolve pesquisas para tentar
equacionar o problema.
"As primeiras sementes da planta
vieram sem querer espalhadas no meio de outra espécie,
que era muito usada na época para forrar o pasto."
"Mas isso ocorria em um espaço curto de tempo.
Além disso, o [capim] annoni tem muita fibra, o
gado não consegue fazer digestão direito
e a planta passa a não ser mais palatável",
diz Ziller.
"Essa planta produz muitas sementes,
que são transportadas de várias formas,
pelo próprio gado ou nos pneus das máquinas.
É muito fácil de a invasão ocorrer
mesmo."
Segundo o estudo, em 2015, cerca
de 4,5 milhões de hectares deverão ser cobertos
pelo capim. "O prejuízo acumulado até
lá poderá chegar aos US$ 600 milhões."
Sílvia
Ziller/Instituto Hórus/Divulgação
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Da Folha de São Paulo
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Caminhão
movido a biodiesel feito de chocolate |
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Os britânicos Andy Pag, 34,
e John Grimshaw, 39, resolveram viajar do Reino Unido
até Timbuktu, em Mali, na África e para
a viagem eles usaram um veículo movido a biodiesel
feito de chocolate. "Não somos ambientalistas",
afirma Pag em relato no site. "Nós apenas
queríamos fazer uma viagem que não tivesse
efeitos negativos para o meio ambiente, e quanto mais
aprendemos sobre biodiesel, mais aprendemos como podemos
fazer isso".
A viagem de 8.500 km, feita em um
Ford Iveco Cargo, modelo 1989, teve tempestades de areia
no deserto e até ataques da Al Qaeda, escreveram
em seu site. Agora os britânicos pretendem viajar
em um modelo de parapente motorizado até a China
utilizando combustível não poluente produzido
a partir de resíduos de aterros sanitários.
"O primeiro passo é aprender a voar",
afirma Pag.
Da Folha de São Paulo
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Sistema prevê
destruição da Amazônia |
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Programa de computador, desenvolvido
pela Universidade de Brasília (UnB), registra previsão
da destruição da floresta amazônica,
com 70% de acerto. O AmazonPD analisa as características
da floresta, como a localização das árvores
em relação aos rios, inclinação
do solo e as estatísticas anteriores do desmatamento
da floresta. “O objetivo é orientar onde aplicar
os esforços de combate ao desmatamento diretamente
para a área onde ele deve ocorrer”, explicou ao
G1 o coronel Darcton Policarpo Damião, doutor em
desenvolvimento sustentável e mestre em sensoriamento
remoto.
Além de estimar as prováveis
taxas de desmatamento, o programa também mostra
onde a destruição vai ocorrer. Segundo os
dados obtidos, o desmatamento ocorre em áreas próximas
a outras já devastadas, junto aos rios e onde há
maior concentração de pessoas. “Ninguém
quer tirar tora de madeira no desfiladeiro”, explica Damião.
Divulgação
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| Áreas
em verde são as mais preservadas, já
as avermelhadas são onde ocorreu o desmatamento
em 2004. |
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Novo mapa mostra
previsão de desmatamento em São Félix
do Xingu para 2008 |
Do Portal G1
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Imagens mostram calor
dos animais |
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Steve Lowe, fotógrafo amador,
tirou fotos de animais do Zoológico de Londres,
utilizando uma câmera especial (tecnologia FLIR
- Forward Looking Infrared, na sigla em inglês),
que registra a distribuição de calor no
corpo dos bichos, através de infravermelho.
"Apesar de parecerem obras reminiscentes
de uma galeria de arte moderna, as fotos nos oferecem
uma perspectiva única sobre como os animais regulam
a temperatura do corpo", diz.
"As imagens térmicas
poderão ser usadas para diagnosticar infecções,
já que áreas infectadas aparecem mais quentes
em alguns casos", completa.
As imagens térmicas mostram
curiosidades na distribuição de calor no
corpo dos animais, o bicho-preguiça, por exemplo,
apresenta o nariz como parte mais fria, o pelicano tinha
o pé como parte mais quente e a zebra demonstrava
as faixas escuras como partes mais aquecidas. As imagens
podem ajudar os veterinários, diz David Field,
diretor do zoológico.
Steve
Lowe/Divulgação |
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Borboleta é
catada pelo olhar infravermelho. |
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Imagens podem
ajudar a diagnosticar enfermidades nos animais. |
Do Portal G1/BBC
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Funcionários da Secretaria
do Meio Ambiente do Guarujá, no litoral sul de
São Paulo, resgataram uma preguiça na avenida
Puglisi, uma das principais do bairro de Pitangueiras.
Técnicos da secretaria acreditam
que o animal tenha chegado à avenida em busca de
folhas e frutos de imbaúba, uma espécie
muito comum nos calçadões da avenida.
As últimas aparições
de preguiças na cidade foram em janeiro de 2007,
em Vicente de Carvalho e em 2006 quando dois animais foram
resgatados no viaduto Floriberto Mariano.
A Polícia Ambiental recomenda
que a população não tente resgatar
animais silvestres e aconselha a chamar as autoridades
como a Secretaria de Meio Ambiente, o Ibama ou a própria
polícia.
Marcelo Ricardo/Prefeitura
do Guarujá/Reprodução |
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Preguiça
é capturada na avenida Puglisi, no Guarujá,
litoral sul de São Paulo |
Da Folha de São Paulo
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Costuma-se dizer que o brasileiro
tem memória curta, que muitas vezes não
lembra nem em quem votou nas últimas eleições,
imaginem então as ‘promessas’ e os planos de governo.
Nesses dias de decisões, no mínimo polêmicas,
como transposição do Rio São Francisco,
construção de Angra 3, liberação
de culturas transgênicas, recordes de desmatamento,
resolvemos ‘refrescar’ a memória e lembrar o que
dizia o plano de governo proposto por Lula em 2002.
Luis Inácio Lula da Silva:
Crescimento, Emprego e Inclusão Social com Justiça
Ambiental
Nosso governo trabalhará por
um novo padrão de desenvolvimento, com crescimento
econômico, inclusão social e justiça
ambiental, de modo que, resguardado o direito das gerações
futuras, todos tenham acesso justo e eqüitativo aos
recursos naturais. Na última década, a sociedade
brasileira foi marcada por baixas taxas de crescimento
econômico e altos índices de danos socioambientais.
Nosso governo se comprometerá com a melhoria da
qualidade ambiental como geradora de novas oportunidades
de inclusão social, através de três
estratégias:
(a) adoção de critérios
socioambientais de sustentabilidade para as políticas
públicas, fortalecendo os sistemas nacionais de
meio ambiente, recursos hídricos e defesa do consumidor;
(b) estabelecimento de metas de melhoria
dos indicadores socioambientais – desmatamento, focos
de calor, emissão de CO2 e CFC, esgotamento e tratamento
sanitário, abastecimento de água, controle
de vetores, resíduos sólidos, qualidade
do ar, acesso aos bens naturais, consumo de energia, tecnologias
limpas;
(c) controle social por meio da participação
popular, da educação e da informação
ambientais, e da valorização das iniciativas
da população e da sociedade civil organizada.
Infra-estrutura e Desenvolvimento
Sustentável Infra-estrutura e Desenvolvimento Sustentável
1. O esforço fundamental do
nosso projeto é a busca de elaboração
e implementação de políticas de médio
e longo prazo voltadas para o assentamento dos alicerces
de um Brasil sustentável, mais justo e ambientalmente
equilibrado e sem as desigualdades que vêm marcando
nossa história de exclusão. Nesse sentido,
o novo governo terá no centro de suas preocupações
a construção e implementação
de estratégias que melhorem a distribuição
de renda e reforcem a conservação da diversidade
ambiental, a pluralidade e a singularidade das nossas
diferentes culturas.
2. O programa que ora apresentamos
procura estabelecer as linhas estratégicas do futuro
governo para recuperar a infra-estrutura produtiva do
País. Nesse sentido, o novo governo buscará
consolidar e ampliar os pilares de sustentação
do parque produtivo brasileiro, tendo como eixo o planejamento
integrado nacionalmente, combinado a uma perspectiva regional
flexível e descentralizada.
3. Nosso governo manterá distância
tanto do velho nacional-desenvolvimentismo das décadas
de 1950, 1960 e 1970 quanto do novo liberalismo que marcou
os anos 90.
4. No primeiro caso, apesar do sucesso
obtido com a industrialização do País,
o modelo implantado estimulou práticas clientelistas,
às custas de subsídios e benefícios
distribuídos às empresas, sem preocupação
com a competitividade e sem a definição
de cronogramas e metas. Em uma palavra, sem claras políticas
de reciprocidade entre o setor público e o privado.
O resultado foi a distorção das estruturas
de mercado, a geração de ineficiências
econômicas e um quadro de má distribuição
de renda.
5. De seu lado, a experiência
liberalizante dos anos 90 provocou corrosão do
tecido industrial, com perdas de elos importantes das
cadeias produtivas, enfraquecendo a capacitação
interna e ampliando a vulnerabilidade externa do País.
Ao longo dos últimos anos, as políticas
do atual governo aprofundaram a fragmentação
da estrutura econômica e industrial, as desigualdades
regionais e a concentração de renda.
6. Um novo modelo de desenvolvimento
exigirá a superação efetiva de importantes
estrangulamentos na infra-estrutura existente hoje no
País, cuja insuficiência e desgaste tem se
revelado como um obstáculo decisivo ao crescimento
sustentado.
7. As bases programáticas
do nosso governo apontam para um País diferente.
Um Brasil capaz de construir seu próprio futuro
e de sustentar seu desenvolvimento econômico e social.
Infra-estrutura e Desenvolvimento
Sustentável Políticas Ambientais Saneamento
e Meio Ambiente
19. O Brasil apresenta índices
elevados de internações hospitalares decorrentes
de doenças causadas pela deficiência ou mesmo
a inexistência de saneamento básico. A implantação
desses serviços tem forte impacto na redução
das doenças e das taxas de mortalidade infantil,
influindo na melhoria de indicadores sociais como o Índice
de Condição de Vida da população
e do Índice de Desenvolvimento Humano.
20. O novo governo vai se orientar
no sentido de:
(1) Atender aos mais pobres e às
regiões menos favorecidas;
(2) Reduzir a poluição
e a incidência de doenças relacionadas à
insuficiência do saneamento;
(3) Aumentar a eficiência dos
prestadores de serviços e a eficácia das
ações;
(4) Estimular o uso de tecnologia
apropriada;
(5) Estimular a associação
de municípios para resolver problemas comuns;
(6) Prestar assistência técnica
e sanitária, especialmente em pequenos municípios
e áreas rurais;
(7) Incluir o saneamento na agenda
de trabalho dos agentes de saúde, com a identificação
de carências;
(8) Estimular a construção
de fossas e banheiros para os segmentos de baixa renda;
(9) Construir laboratórios
regionais de referência para análise da água
e dos efluentes sanitários;
(10) Ampliar a fiscalização
sobre a qualidade da água distribuída.
21. Instrumento para a consecução
das prioridades macrossociais do nosso governo, abrangendo
ações no âmbito de abastecimento de
água, esgoto sanitário, gestão dos
resíduos sólidos, drenagem urbana e controle
de vetores e reservatórios de doenças transmissíveis,
a Política Nacional de Saneamento Ambiental tem
como objetivo último assegurar os direitos humanos
fundamentais de acesso à água potável
e à vida em ambiente salubre nas cidades e no campo,
e será desenvolvida de modo planejado, orientando-se
por critérios epidemiológicos para a priorização
das ações, sob gestão pública,
integrando os três níveis de governo.
A Política Nacional de Saneamento do nosso governo
estará baseada em:
§ Estruturação
dos Comitês e Agências de Bacia Hidrográfica,
incentivando a implementação da lei de recursos
hídricos;
§ Subsídio ao tratamento
de esgotos onde a poluição afetar mananciais
necessários ao consumo humano;
§ Integração das
ações de saneamento, desenvolvimento urbano
e recursos hídricos, constituindo meios de cooperação
entre governos e sociedade;
§ Cooperação federativa
como meio de superar impasses nas políticas de
saneamento. Para tanto, o novo governo desenvolverá
uma política nacional participativa, que busque
e instrumentalize a universalização dos
serviços, a eqüidade e a eficiência;
§ Modernização
dos prestadores públicos de serviços de
saneamento, tornando-os sustentáveis e profissionalmente
gerenciados;
§ Revisão dos tributos
incidentes sobre prestadores de serviços de saneamento,
provendo igualdade tributária entre as diversas
formas de prestação de serviços;
§ Incentivo à gestão
associada dos serviços, com a formação
de consórcios, associações e empresas
regionais;
§ Estímulo à efetivação
de parcerias com o setor privado, de modo a buscar a universalização
e a ampliação dos investimentos, o desenvolvimento
tecnológico, o aumento da eficiência e a
redução de custos, com ações
apropriadas a cada realidade local e regional.
Infra-estrutura e Desenvolvimento
Sustentável Recursos Hídricos
22. O Brasil, com 2,8% da população
mundial, ocupa o primeiro lugar em termos de disponibilidade
hídrica do planeta, com 12% das reservas mundiais
de água doce, sendo que três grandes bacias
hidrográficas respondem por 80% desse total.
23. Ao considerar o ambiente (ar,
água, solo) como recursos, deve-se trabalhar com
o conceito de economia ambiental. Assim, gerenciar adequadamente
esses recursos significa utilizá-los com critério,
de modo a que possamos satisfazer as nossas necessidades
sem esgotá-los, preservando-os para os usos das
gerações futuras. A consciência de
que os recursos naturais são limitados diante das
necessidades humanas fez com que em vários países
(principalmente nos mais desenvolvidos) se criassem mecanismos
para administrar esses recursos da melhor maneira possível.
24. O novo governo, aproveitando
o conhecimento acumulado pelos organismos responsáveis
pela administração dos recursos hídricos,
pelas empresas responsáveis por hidrelétricas,
pelas organizações ribeirinhas e por outras
tantas organizações que vivem em função
de nossos rios, vai dar prioridade à revitalização
de bacias, numa visão de integração
nacional, entendendo que os rios são corredores
de desenvolvimento fundamentais.
25. Nas cidades brasileiras,
11 milhões de pessoas não têm acesso
ao abastecimento de água tratada, estando sujeitas
a inúmeras doenças gastrointestinais. Ainda
assim, há um enorme desperdício, da ordem
de 45% do volume produzido. Destacam-se os seguintes pressupostos
para a ação do governo em relação
à água: a) definição desse
recurso como um bem de domínio público;
b) entendimento de que se trata de um recurso natural
limitado, que possui valor econômico e que deverá
ter uso racional e utilização mais preservacionista;
c) respeito ao uso múltiplo do recurso dando condições
igualitárias de acesso a todas as categorias usuárias
(saneamento, pesca, lazer e outros).
Reprodução do
plano de governo divulgado pelo então candidato
à Presidência da República Luiz Inácio
Lula da Silva (PT)
Marcello Casal
Jr/ABr |
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Presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, ao lado da primeira-dama,
Marisa Letícia, do vice-presidente, José
Alencar, e sua esposa, Mariza Gomes, discursa para
a população que assiste à cerimônia
de posse em frente ao Palácio do Planalto.
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Do Pick-upau/Abr
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Lula chama aumento
do desmatamento de “tumorzinho” |
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"Cabô!" Agora o homem
é doutor!
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, disse que o problema do desmatamento na Amazônia
é um “tumorzinho” que foi tratado como câncer
antes do diagnóstico.
"O que aconteceu, na minha opinião,
eu não sou comunicador, posso estar errado... você
vai no médico detectar porque você está
com um tumorzinho aqui e, ao invés de fazer biópsia
e saber como vai tratar, você já saiu dizendo
que estava com câncer", disse o presidente
depois de um almoço no Itamaraty.
Sobre os números divulgados
pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais),
Lula disse: "Na verdade, eles queriam alertar de
que a gente não pode se descuidar de controlar
a Amazônia".
Segundo o presidente, ainda é
“cedo” para culpar a soja e o gado pela destruição
da floresta e que as ONGs que pedem mais ações
"precisam é plantar árvore".
Lula ainda criticou a postura das
ONGs e disse que não dá pra culpar "soja,
feijão, gado ou sem-terra" pelo desmatamento.
Uma semana antes da divulgação
dos dados do INPE e do início da polêmica
sobre o desmatamento da Amazônia, o Pick-upau havia
lançado a cyberação
Planeta Terra que pede ações do governo
federal contra a destruição da floresta
e o aquecimento global, inclusive citando o avanço
predatório e irregular da agricultura e da pecuária.
Veja a seguir imagens do "tumorzinho"...
Marcello Casal
Jr/Abr/Divulgação |
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