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Diante de uma série de questões sócio-ambientais,
coloco-me a refletir sobre qual a nossa efetiva reação
ante problemas que nos cercam e que muitas vezes, nos acompanham
até o travesseiro. Vão desde aquela vizinha que lava
a calçada três vezes por semana, o estúpido
e primitivo (porém autorizado pelo IBAMA) sistema de queimadas,
o frustrante retrocesso da importação de lixo em forma
de pneus, e a iminente guerra anglo-americana ao Iraque, fixação
paranóica de Bush e seu poodle Tony, que sequer conseguimos
imaginar seus efeitos com relação ao planeta. Pode
soar irônico mas sempre que vejo tal ditador – versão
“neo-liberalista” – discursando na Casa Branca, me lembro de um
desenho animado em que um rato de cabeça avantajada diz:
- Eu vou dominar o mundo!...
E o que tem sido feito? Por mim, por meus amigos da antiga turma
da faculdade, que assim como eu, eram revoltados com os velhos novos
problemas e tantas outras pessoas que vivem a mesma situação?
Muito pouco.
Isso porque nos sentimos extremamente pequenos diante da possibilidade
de fazermos alguma coisa pela mãe Terra. Um após outro,
vamos nos incorporando à gigantesca massa, que pouco faz
para melhorar o canto em que vive. Em uma redoma letárgica,
contemplamos segundo a autodestruição daquela que
é considerada a espécie superior, dotada de raciocínio
e, consigo, a destruição de um planeta com cerca de
4,5 bilhões de anos. É hora de mudarmos nossa concepção
de responsabilidade com relação ao planeta. A forma
inconseqüente como vimos agindo nos últimos séculos
é nitidamente insustentável. O que responderemos aos
nossos netos – continuando omissos, aos nossos filhos -, quando
questionados sobre como deixamos tal situação chegar
ao nível atual?
Nossas atitudes não correspondem aos nossos ideais. Não
podemos mais nos deter ao escárnio do consumismo a qualquer
preço. Precisamos rever conceitos. O que é felicidade?
Viver a qualquer custo ou assegurar o direito de vida às
futuras gerações? O que você pode fazer pela
sua casa, sua rua, sua cidade? Você tem o e-mail dos seus
representantes políticos? Já enviou alguma mensagem
a algum deles, se dizendo indignado com determinada situação?
A hora é agora. Pode não haver amanhã.
Vamos cobrar do prefeito a coleta seletiva em nosso bairro. E vamos
enfiar garganta abaixo do governador e presidente, que a principal
atividade econômica do Brasil pode e deve ser o turismo. Mova-se.
Plante uma árvore, se possível, nativa e frutífera.
Selecione o lixo em sua casa. Doe o que for reciclável. Tenha
em mãos telefones de instituições e denuncie
qualquer irregularidade. Cobre incansavelmente de seu representante
político, ações de responsabilidade. Poupe
água. Consuma menos. E lembre-se de que as relações
com outras pessoas também fazem parte de um ambiente saudável.
Sinta orgulho de ser habitante do mais belo planeta do sistema solar.
Seja feliz. Mas seja ambientalmente responsável.
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