Que os Estados Unidos são mestres em criar psicopatas não
é nenhuma novidade, muito pelo contrário a história
recente nos prova o quanto isso é freqüente na sociedade
norte-americana. Mas um cidadão com tais aspirações
em uma posição tão importante como a de presidente
da nação, talvez seja uma novidade. Não há
adjetivos mais brandos para George W. Bush e sua equipe, como não
há para Saddam ou qualquer outro ditador.
Após tantas declarações e atitudes, no mínimo
absurdas, e agora diante deste holocausto promovido na terra de
Saddam Hussein – diga-se de passagem também não é
nenhuma flor que se cheire, pois, seu currículo é
repleto de atrocidades e violações contra os direitos
humanos. Mas deixemos o ditador árabe para outra oportunidade.
Mesmo porque, parece não estar mais em questão a política
iraquiana. Bush à descartou, junto com a ONU, o desejo da
maioria das nações e todas as possibilidades de se
legitimar a guerra, ainda que seja infinitamente discutível
a tal legitimidade.
Agora com o conflito em seu auge de destruição, as
dúvidas sobre o verdadeiro motivo da invasão ao Iraque
são ainda maiores.
Seria realmente uma guerra em nome da liberdade iraquiana? Seria
verdadeiro, o de desejo de Bush à liberdade? Então
porque discutisse, a introdução de um governo transitório
ou provisório regido por um general e uma leva de ministros
norte-americanos no Iraque? Seria justa a tal guerra, onde os ataques
ditos
cirúrgicos atingem hospitais – talvez venha daí o
nome? Seria essa, a guerra de mísseis “inteligentes” que
caem sobre o Irã – o vizinho iraquiano –, em áreas
civis, mercados, museus e universidades, e claro, às vezes
em alguns prédios do governo de Saddam? Qual seria o verdadeiro
motivo deste conflito?
Talvez essas perguntas jamais sejam respondidas. No entanto, O que
se pode deduzir através dos últimos acontecimentos,
é que a guerra parece sim, ser contra um regime ditador e
fanático, mas parece também, uma batalha a favor da
liberdade – sobretudo dos americanos – uma resposta a eficiente,
ainda que cruel, derrubada das torres gêmeas e da fracassada
busca no Afeganistão. Pelo menos para os norte-americanos
parece um bom motivo para que Bush gaste bilhões de dólares
e vidas no deserto do Iraque.
Em sua batalha George W. Bush é tão Saddam Hussein
quanto Osama Bin Landen e como presidente é um ótimo
aspirante a déspota. A guerra de Bush nos mostra que o petróleo,
pois ainda não me convenceram do contrário, não
move apenas nossos carros, mas também nossas vidas.
Temo que após 20 de março de 2003, a situação
do mundo moderno fique tão negra quanto o óleo que
jorra em abundância na terra de Saddam. Temo que esse, esteja
valendo muito mais que aquele que ainda corre em nossa veias.
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