Algas,
corais e peixes estão em risco por causa de ondas de
‘apagões de luz’
Pesquisa
relata momento de perda repentina de luz nos oceanos e suas
consequências
29/01/2026 –
Cientistas identificaram um novo fenômeno chamado marine
darkwaves (“ondas de escuridão marinha”),
em que áreas do oceano passam por períodos curtos
e intensos de forte redução de luz no fundo
do mar, colocando ecossistemas marinhos em risco. O conceito
foi apresentado em um estudo internacional publicado na revista
Communications Earth & Environment, que descreve pela
primeira vez um método para identificar, medir e comparar
esses “apagões submarinos” em diferentes
regiões do planeta.
No oceano, a redução
da luz não ocorre por nuvens, mas por fatores como
enxurradas com sedimentos, proliferação de algas
e acúmulo de matéria orgânica, que escurecem
a água, especialmente em regiões costeiras.
Essa perda de luminosidade ameaça ecossistemas marinhos,
pois a luz é fundamental para organismos fotossintetizantes,
como algas, gramas marinhas, kelps e corais, que dependem
dela para produzir energia.
Pesquisadores afirmam
que a luz é essencial para organismos fotossintéticos
marinhos e que sua redução pode causar impactos
significativos. A principal novidade do estudo é a
criação de um padrão que permite comparar
eventos extremos de escurecimento nos oceanos. A falta de
um método padronizado dificultava análises anteriores,
e destaca que a nova abordagem possibilita medir de forma
consistente as reduções severas de luz no ambiente
submarino.
Para desenvolver
o novo sistema, os cientistas analisaram longas séries
de dados de regiões costeiras, incluindo 16 anos de
medições no litoral da Califórnia, 10
anos no Golfo de Hauraki, na Nova Zelândia, e 21 anos
de estimativas por satélite na costa leste neozelandesa.
A análise revelou que as marine darkwaves podem durar
de poucos dias a mais de dois meses, evidenciando a relevância
e a persistência desses eventos.
No East Cape, pesquisadores
identificaram entre 25 e 80 episódios de quase completa
ausência de luz no leito marinho desde 2002, muitos
associados a tempestades e ciclones, como o Gabrielle. O estudo
aponta que, além da perda gradual de transparência
da água, episódios abruptos de escuridão
podem prejudicar a fotossíntese de kelps, gramas marinhas
e corais, alterar o comportamento de peixes, tubarões
e mamíferos marinhos, e causar impactos ecológicos
mais intensos quando se prolongam.
O conceito de marine
darkwaves complementa outros indicadores de estresse oceânico,
como ondas de calor marinhas, acidificação e
perda de oxigênio, ajudando a identificar períodos
de risco para os ecossistemas. Como poucas regiões
medem continuamente a luz no fundo do mar, a equipe da Universidade
da Califórnia planeja expandir a pesquisa para entender
como sedimentos e turbidez, agravados por incêndios
e deslizamentos, afetam as florestas de kelp. Os cientistas
alertam que, com o aumento de eventos climáticos extremos,
esses “apagões submarinos” podem se tornar
mais frequentes e causar impactos profundos e duradouros na
vida marinha.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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