Cientistas
alertam que oceanos estão se transformando em ‘piscinas
quentes’
Pesquisa
afirma que oceanos absorvem até 90% do aquecimento
global
03/02/2026 –
Um estudo científico recente, liderado pela Academia
Chinesa de Ciências e citado pela Organização
Meteorológica Mundial (OMM), revela que os oceanos
estão acumulando calor excessivo causado pelo aquecimento
global, funcionando como uma “bateria” de calor
gerado pelos gases do efeito estufa. Segundo especialistas,
os mares têm um limite para absorver esse calor e, ao
atingi-lo, a temperatura da atmosfera poderá subir
ainda mais, intensificando os eventos climáticos extremos.
Pesquisadores alertam
que a pressão prolongada sobre os oceanos pode comprometer
sua capacidade de fornecer alimentos e de regular o clima,
como no controle de ondas de calor e chuvas. Segundo os cientistas,
um oceano saudável é essencial para a sociedade,
pois, se se tornar disfuncional, poderá influenciar
o clima de forma negativa. Um estudo publicado na revista
Advances in Atmospheric Sciences reforça essa preocupação
ao apontar que 2025 registrou um recorde no conteúdo
de calor dos oceanos (OHC), medido até 2 mil metros
de profundidade, indicando um acúmulo inédito
de energia térmica.
Em comunicado,
a OMM informou que 2025 esteve entre os três anos mais
quentes já registrados e alertou para os impactos desse
aquecimento nos oceanos. Segundo a agência, cerca de
90% do excesso de calor do aquecimento global é absorvido
pelos mares, tornando o conteúdo de calor oceânico
um indicador-chave das mudanças climáticas.
Em um ano, o OHC global aumentou cerca de 23 zettajoules em
relação a 2024, um volume de energia equivalente
a aproximadamente 200 vezes a produção mundial
de eletricidade no mesmo período.
O indicador de
conteúdo de calor oceânico mostra que o aquecimento
atinge todo o oceano, e não apenas a superfície,
formando uma grande massa de água quente que demora
muito a esfriar. Especialistas alertam que, mesmo com a interrupção
imediata da queima de combustíveis fósseis,
os efeitos desse calor persistiriam por longo período.
O estudo global aponta que 33% da área oceânica
registrou uma de suas três maiores temperaturas históricas,
e 57% ficou entre as cinco mais quentes, evidenciando um aquecimento
generalizado em várias bacias. Segundo pesquisadoras,
os oceanos absorvem grande parte do excesso de calor do planeta,
o que ajuda a conter o aumento da temperatura global, mas
também gera impactos duradouros, como elevação
do nível do mar e derretimento de gelo.
As cientistas destacam
que enfrentar o aquecimento dos oceanos exige mudanças
ambientais e políticas, com foco principal na redução
e abandono da queima de combustíveis fósseis.
A rapidez nessa transição energética
será decisiva para o futuro do clima, já que,
nas condições atuais, os oceanos armazenam calor
suficiente para continuar influenciando o aquecimento global
por muitas décadas.
No âmbito
das políticas públicas, os pesquisadores ressaltam
a importância de aprimorar a gestão das atividades
econômicas nos oceanos. Na COP30, o Brasil passou a
integrar um grupo de países comprometidos em reformular
o planejamento da gestão oceânica até
2030, envolvendo dez setores, como óleo e gás,
pesca, energia, turismo e conservação, com foco
na integração da economia do mar diante das
mudanças climáticas. A proposta busca garantir
sustentabilidade dos estoques pesqueiros, planejamento adequado
de energias offshore, justiça climática na ocupação
dos espaços marítimos e a descarbonização
da navegação, reduzindo impactos ambientais.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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