Coordenação falha entre Brasil, Argentina e Uruguai ameaça biodiversidade marinha
Pesca ilegal e ausência de governança regional colocam em risco o Atlântico Sul

22/04/2026 – As áreas marinhas do Brasil, Argentina e Uruguai são essenciais para biodiversidade, migração de espécies e pesca, que emprega quase 900 mil pessoas e gera cerca de 5 bilhões de dólares por ano. Um estudo recente na revista Discover Oceans aponta desafios para sua conservação, incluindo falta de coordenação entre países, ausência de dados sobre espécies e ecossistemas, e pesca ilegal e predatória, especialmente por frotas estrangeiras que exploram recursos valiosos como lula e atum.

O estudo, conduzido por pesquisadores de instituições do Brasil, Argentina, Canadá e Argentina, analisou o alinhamento de Brasil, Argentina e Uruguai a convenções internacionais e suas iniciativas trilaterais sobre pesca e proteção da biodiversidade marinha. Os autores recomendam fortalecer a colaboração científica, o monitoramento e o compartilhamento de dados, implementar gestão sustentável da pesca considerando mudanças na distribuição das espécies devido ao aquecimento das águas e criar estruturas formais de coordenação regional com compromissos dos três governos.

Reprodução/Pixabay

 



As mudanças climáticas aumentam desafios existentes, como alterações nas correntes marinhas que afetam nutrientes e a conectividade entre espécies. Segundo o pesquisador Juliano Palacios, há oportunidade de fortalecer a governança oceânica no Atlântico Sudoeste, especialmente em meio a tensões geopolíticas. Em março, o Brasil sediou o terceiro Simpósio sobre a implementação do Tratado do Alto Mar (BBNJ), no Rio de Janeiro, como exemplo de avanço nesse sentido.

A partir de janeiro de 2026, com a ratificação de 87 países, entrou em vigor um tratado internacional para proteger a biodiversidade marinha além das jurisdições nacionais. O sucesso depende de transformar compromissos em instituições operacionais, com ciência no centro da tomada de decisão. O Brasil sediou recentemente as COP30 e COP15 e receberá em 2027 a Conferência da Década do Oceano, reforçando a oportunidade de avançar em uma agenda estratégica de cooperação regional, baseada em evidências científicas e gestão compartilhada dos recursos marinhos.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
 

 

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