02/03/2026
– A detecção de microplásticos nos oceanos
por imagens de satélite pode transformar a gestão
ambiental e a proteção marinha. Liderada pelo professor
Karl Kaiser, da Universidade Texas A&M, a pesquisa investiga
como esses fragmentos alteram a cor da água e a luz refletida
na superfície do mar. A técnica usa espectroscopia,
que analisa a interação da luz com a matéria,
permitindo identificar sedimentos e microplásticos a partir
das propriedades ópticas da água.
Se consolidado, o método permitirá
rastrear e quantificar microplásticos globalmente sem depender
apenas de coletas em campo, além de acessar séries
históricas de satélite para analisar a evolução
da poluição na última década. Na prática,
os dados podem orientar a aquicultura, ajudando piscicultores a
posicionar tanques e gaiolas de forma a reduzir contaminação.
Os resultados também podem subsidiar políticas e regulações
ambientais, e futuramente a técnica poderá monitorar
outros poluentes químicos, como AMPS e PCBs.
Os microplásticos,
fragmentos resultantes da degradação de plásticos
maiores, representam uma ameaça crescente à vida marinha
e humana por serem pequenos o suficiente para se incorporar aos
tecidos dos organismos e se dispersar pelas correntes oceânicas,
tornando-os difíceis de filtrar e medir. A Baía de
Galveston, no Texas, concentra uma das maiores cargas de microplásticos
dos EUA e serve como laboratório natural, onde os pesquisadores
estudam a relação entre sedimentos em suspensão
e a densidade desses fragmentos, base do modelo proposto.
O procedimento desenvolve um algoritmo
que relaciona a cor do oceano captada por satélites à
composição da água, combinando medições
de luz incidente, luz refletida e concentração de
materiais. Embora existam ferramentas para estimar sedimentos em
suspensão, elas ainda não foram aplicadas especificamente
a microplásticos. A prova de conceito busca mostrar que os
microplásticos seguem o mesmo percurso dos sedimentos, permitindo,
se validado, monitorar a poluição plástica
em grandes áreas quase em tempo real e apoiar decisões
mais rápidas e eficazes na proteção dos oceanos.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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