21/05/2026
– Um estudo internacional publicado na revista científica
One Earth revelou que embalagens de alimentos, tampas plásticas
e garrafas de bebidas estão entre os resíduos mais
encontrados nas costas marinhas do mundo. A pesquisa analisou mais
de 5 mil levantamentos de lixo em praias de 112 países, cobrindo
regiões que concentram 86% da população mundial.
Os resultados mostram que plásticos ligados ao consumo de
alimentos e bebidas estão entre os três tipos de lixo
mais comuns em 93% das nações avaliadas, incluindo
Índia, China, Estados Unidos, Indonésia e Paquistão.
Os resíduos mais encontrados
nas costas marinhas são embalagens plásticas de alimentos,
tampas, garrafas, sacolas plásticas e bitucas de cigarro.
O estudo destaca a gravidade da poluição plástica,
considerada uma das maiores ameaças ambientais atuais. Segundo
os pesquisadores, cerca de 20 milhões de toneladas de plástico
são descartadas no meio ambiente todos os anos, chegando
a rios e oceanos e causando impactos nos ecossistemas, na biodiversidade
e na saúde humana.
Os pesquisadores afirmam
que apenas melhorar a gestão de resíduos não
basta para combater a poluição plástica. Segundo
o estudo, é necessário reduzir a produção
de plásticos descartáveis e restringir sua fabricação
a itens essenciais. Richard Thompson, fundador da Unidade Internacional
de Pesquisa em Lixo Marinho da University of Plymouth e autor sênior
do estudo, destacou que a poluição plástica
é um problema global que afeta o meio ambiente, a economia
e a saúde humana.
O estudo destaca que os plásticos
ligados ao consumo de alimentos e bebidas devem ser prioridade em
políticas públicas e ações da indústria,
já que aparecem entre os principais resíduos em 93%
dos países analisados. Segundo os pesquisadores, os produtos
descartáveis de uso único têm grande impacto
na poluição marinha, tornando necessária a
adoção de medidas para reduzir seu consumo.
A pesquisa integra o projeto PISCES,
liderado pela Brunel University of London, que busca combater a
poluição plástica na Indonésia. Os autores
defendem soluções voltadas à origem do problema,
como redução do consumo, reutilização,
redesign de embalagens e regras mais rígidas para a produção
de plástico.
Conheça
a pesquisa.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
|