29/06/2026
– FABÍOLA SINIMBÚ - REPÓRTER DA AGÊNCIA
BRASIL - O Comitê Brasileiro de Financiamento Circular (CBFC)
será instituído para a realização de
sua primeira reunião. O colegiado terá a participação
de economistas, agências de fomento, bancos e indústrias,
com o objetivo de estruturar um novo modelo de financiamento e dar
escala aos ecossistemas de economia circular.
Baseada na gestão de recursos,
a circularidade é uma alternativa econômica ao modelo
produtivo linear, em que os recursos cumprem uma única etapa
de uso e são descartados. Na economia circular, eles são
recuperados e reinseridos no ciclo produtivo.
Criado pelo Instituto Brasileiro de
Economia Circular (Ibec), o comitê terá quatro encontros
anuais com integrantes da Associação Brasileira de
Desenvolvimento (ABDE), da Aliança Brasileira em Finanças
e Investimentos Sustentáveis (Brasfi), do Conselho Federal
de Economia (Confecon) e do Conselho Regional de Economia de São
Paulo (Corecon-SP).
“O setor da economia circular
já discutiu política pública, regulamentação.
Temos tecnologia, uma sensibilização do mercado e,
agora, a gente precisa transformar a circularidade em negócio,
investimento e competitividade”, afirma a presidente do Ibec,
Beatriz Luz.
Reprodução/Fernando
Frazão/Agência Brasil
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O primeiro encontro dos
participantes ocorrerá na sede da Delegação
da União Europeia, e dará início aos trabalhos
orientados pelo Plano de Ação de Economia Circular
já elaborado pelo setor. A estratégia prevê
metas para os próximos dez anos.
“A primeira etapa é justamente
trazer essa visão ampliada da economia circular e da necessidade
de a gente levar esse debate não só para o setor de
resíduos, de embalagem, mas ampliar para outros setores da
economia, como o agrícola, o setor de construção,
o setor mineral”, afirma Beatriz.
Transição
De acordo com os integrantes do comitê, a transição
para um modelo circular é uma necessidade real de diferentes
setores, não apenas pela escassez de recursos, mas para diminuir
novos impactos ambientais que afetam a qualidade de vida das pessoas.
“A adoção de práticas
mais sustentáveis e circulares demanda novas formas de medir
resultados, instrumentos financeiros adequados, avaliação
criteriosa de riscos e políticas que incentivem mudanças
reais”, afirma Haroldo da Silva, presidente do Corecon-SP.
O comitê atuará como
articulador entre os diferentes setores e atores participantes do
processo de transição.
“Para isso, será fundamental desenvolver não
apenas instrumentos financeiros adequados, mas também profissionais
capazes de compreender como a circularidade se traduz em riscos,
oportunidades, modelos de negócio e decisões de investimento
em diferentes setores e cadeias produtivas”, conclui o diretor
executivo da Brasfi, Leonardo Lima.
Da Agência Brasil
Fotos: Reprodução/Fernando Frazão/Agência
Brasil
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