15/09/2026
– Uma pesquisa liderada pelo Instituto Max Planck de Microbiologia
Marinha descobriu que diversos animais são capazes de digerir
plásticos biodegradáveis naturais, contrariando uma
antiga hipótese científica.
Esses materiais, chamados polihidroxialcanoatos
(PHAs), são produzidos por bactérias e arqueas e servem
de base para bioplásticos modernos. Até então,
acreditava-se que apenas esses microrganismos tinham capacidade
de decompor as moléculas.
A pesquisa começou com o estudo
do verme marinho Olavius algarvensis, que não possui boca
nem sistema digestivo e depende de bactérias simbióticas
para sobreviver. Os pesquisadores descobriram que essas bactérias
armazenam carbono na forma de PHA.
Ao investigar como o verme obtinha
nutrientes, a equipe identificou uma enzima capaz de decompor o
PHA em moléculas menores. O animal utiliza esses compostos
como fonte de energia, mostrando que é capaz de aproveitar
o bioplástico produzido por suas próprias bactérias
simbióticas.
Os pesquisadores descobriram
que a capacidade de degradar PHAs não é exclusiva
do verme marinho, mas está presente em diversas espécies.
Enzimas relacionadas à digestão desses bioplásticos
foram identificadas em mais de 66 espécies de nove grupos
animais, incluindo esponjas, estrelas-do-mar e minhocas.
A descoberta mostra que animais terrestres
e aquáticos podem utilizar naturalmente os PHAs produzidos
por microrganismos como fonte de energia. Esse mecanismo, que existe
há milhões de anos, pode ajudar a compreender melhor
os processos naturais de degradação e reciclagem de
bioplásticos.
Da Redação, com informações
de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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