07/07/2026
– Um estudo liderado pela Universidade de Birmingham mostrou
que diferentes subespécies de carriças que vivem
em ilhas estão evoluindo de forma independente. A pesquisa,
publicada na revista Evolutionary Journal of the Linnean Society,
encontrou fortes evidências de gigantismo insular em duas
das populações analisadas.
Os pesquisadores analisaram quatro
subespécies de carriças isoladas em ilhas da Escócia
e constataram que elas diferem significativamente das populações
do continente. O estudo investigou o fenômeno do gigantismo
insular, em que espécies isoladas em ilhas evoluem para
tamanhos maiores do que seus parentes continentais, como ocorreu
com as tartarugas-gigantes de Galápagos e o extinto dodô
de Maurício.
Liderado por Michal Jezierski,
o estudo investigou em profundidade como surgem as chamadas síndromes
insulares — mudanças evolutivas comuns em espécies
que vivem em ilhas. Além do gigantismo insular, maior longevidade,
menor taxa de reprodução e, no caso das aves, redução
da capacidade de voo foram pontos estudados.
O estudo revelou que as quatro
subespécies de carriças das ilhas escocesas são
geneticamente distintas das populações da Grã-Bretanha
continental. As aves das ilhas Shetland e St Kilda apresentaram
pouca mistura genética com as aves do continente e desenvolveram
um acentuado gigantismo insular, chegando a pesar mais que o dobro
das menores carriças britânicas. Segundo Jezierski,
essas duas subespécies são tão distintas
em genética, aparência e canto que podem estar em
processo de se tornar novas espécies.
Os pesquisadores compararam
subespécies das ilhas escocesas com populações
continentais usando medidas corporais, gravações
de canto e sequenciamento completo do genoma. A análise
permitiu compreender melhor como surgem as síndromes insulares,
adaptações evolutivas comuns em espécies
isoladas em ilhas, cujos mecanismos ainda são pouco conhecidos
apesar da rica biodiversidade desses ambientes.
A análise dos genomas mostrou
que cada população insular de carriças evoluiu
de forma amplamente independente. As aves das ilhas Shetland e
St Kilda são geneticamente distintas entre si, apesar da
aparência semelhante, o que reforça que o gigantismo
insular surgiu por evolução paralela. Já
as populações de Fair Isle e das Hébridas
Exteriores permanecem mais próximas geneticamente das carriças
do continente. Segundo Jezierski, além do tamanho, os cantos
das aves de Shetland e St Kilda também se diferenciaram
significativamente.
O estudo mostrou que o gigantismo
das carriças evoluiu junto com mudanças no canto,
na plumagem e nas proporções corporais, reforçando
a ideia de que os ambientes insulares direcionam a evolução
de forma previsível. Apesar disso, os cientistas ainda
não sabem exatamente por que surgem as síndromes
insulares, e consideram essas populações de carriças
um importante modelo para futuras pesquisas sobre evolução.
Criado em 2015, dentro do setor
de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma
Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e
conservação desses animais. Pesquisas científicas
como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre
frugivoria e dispersão de sementes, polinização
de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção
e plantio de espécies vegetais, além de atividades
socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a
importância em atuar na conservação das aves.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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