Notícia
Aquecimento dos oceanos já afeta colônias de aves marinhas
Muitas espécies de aves marinhas estão abandonando seus habitats
 

19/05/2026 – Um estudo da Universidade de Reading, publicado na revista Nature Climate Change, revelou que o aquecimento acelerado dos oceanos está diminuindo as áreas habitadas por aves marinhas como albatrozes e petréis. Com isso, essas espécies precisam percorrer distâncias maiores para encontrar locais adequados para viver. A pesquisa analisou mais de 120 espécies do grupo Procellariiformes, combinando dados evolutivos, registros climáticos antigos e temperaturas dos oceanos para entender como essas aves reagiram às mudanças climáticas ao longo de milhões de anos.

O estudo aponta que aves marinhas como albatrozes e petréis, ao contrário de alguns peixes e outros organismos marinhos, não reduzem seu tamanho físico diante do aquecimento acelerado dos oceanos. Em vez disso, elas passam a viver em áreas menores e precisam voar distâncias maiores para encontrar condições adequadas. Segundo Jorge Avaria-Llautureo, o principal problema é a rapidez do aquecimento atual, causada pela intensa queima de combustíveis fósseis.

O pesquisador afirma que aves marinhas já enfrentaram mudanças climáticas no passado, mas nunca tão rápidas quanto as atuais. Segundo ele, essas espécies não conseguem se adaptar fisicamente ao aumento acelerado das temperaturas, sendo obrigadas a abandonar partes de seu habitat e percorrer distâncias maiores para sobreviver. O estudo também mostrou que as espécies mais afetadas pelas mudanças de temperatura acabaram com áreas de distribuição menores e maiores rotas de deslocamento.

Reprodução/Pixabay

 



A pesquisa revelou que o aquecimento atual dos oceanos ocorre em uma velocidade cerca de 10 mil vezes maior do que aquela à qual aves marinhas conseguiram se adaptar ao longo de milhões de anos. Enquanto no passado a temperatura aumentava cerca de 0,00002°C por década, hoje o aquecimento chega a aproximadamente 0,13°C por década. Os cientistas também desenvolveram modelos estatísticos para reconstruir os habitats dessas aves em mudanças climáticas antigas e projetar cenários futuros até 2100.

O estudo indica ainda que, em cenários com menor emissão de gases de efeito estufa, menos espécies de aves marinhas seriam afetadas e perderiam menos território. Porém, no pior cenário de aquecimento global, mais de 70% das espécies podem perder parte de suas áreas de ocorrência e precisar percorrer distâncias maiores para sobreviver. Entre as aves com risco real de extinção estão o Petrel-de-Galápagos, o Petrel-de-Jouanin, a Pardela-de-Newell e o Painho-de-ventre-branco.

As aves marinhas estão entre os grupos de aves mais ameaçados do mundo e desempenham papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, ajudando no transporte de nutrientes e na saúde das pescarias. Segundo o pesquisador, as estratégias de conservação devem proteger não apenas os habitats atuais dessas espécies, mas também as áreas que elas poderão precisar ocupar no futuro devido às mudanças climáticas.

Conheça a Pesquisa: https://www.nature.com/articles/s41558-026-02655-4

Criado em 2015, dentro do setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes, polinização de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção e plantio de espécies vegetais, além de atividades socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a importância em atuar na conservação das aves.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
 

 

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