Consema discute Avaliação Ambiental Estratégica para o litoral paulista
Ativistas do Pick-upau participaram de reunião

Em sua 277ª Reunião Ordinária, o CONSEMA - Conselho Estadual do Meio Ambiente debateu a Avaliação Ambiental Estratégica das atividades portuárias, industriais, navais e offshore do litoral paulista. A avaliação foi apresentada pela Tetraplan com o objetivo de subsidiar políticas publicas, sobretudo para a Baixada Santista.

Lauro Toledo/SMA-SP/Divulgação

Maria Claudia Paley apresentou o estudo e segundo ela o litoral paulista tem probabilidade de crescer economicamente de 6% a 7% entre os próximos 15 anos e a principal razão deste crescimento é o desenvolvimento da indústria petrolífera e de gás. “E esse novo ciclo econômico já começou”, enfatizando que há previsão de R$ 209 bilhões de investimentos na região.

Acredita-se que o crescimento econômico do litoral proporcione a geração de 128 mil empregos na construção civil, com alta em 2015 e a geração de 192 mil vagas diretas e indiretas na operação industrial, com pico em 2026. Com isso há previsão de um aumento migratório para a região, principalmente entre Santos e Peruíbe.

Lauro Toledo/SMA-SP/Divulgação

A Avaliação Ambiental mostra preocupações sócio-ambientais, apesar de todos os benefícios econômicos trazidos para a região. Conforme a Maria Claudia disse, com o aumento migratório, haverá uma maior pressão sobre recursos naturais, podendo comprometer a pesca, o sistema de coleta e de tratamento de esgoto e até mesmo o abastecimento de água. Além disso, há uma possível ocupação ilegal em áreas de risco e regiões da Serra do Mar, como apontaram os conselheiros presentes. “Hoje o Estado gasta para retirar famílias das áreas perigosas, nossa idéia é não termos que fazer isso no futuro”, diz o conselheiro e diretor executivo da Fundação Florestal, José Amaral Wagner Neto.

Lauro Toledo/SMA-SP/Divulgação

Pedro Ubiratan Escorel de Azevedo, Secretário do Meio Ambiente, manifestou preocupação em evitar que a população local seja pouco favorecida com os benefícios econômicos do petróleo, fato de ele chamou de “macaetização” do litoral paulista, numa referência a cidade de Macaé, no Rio de Janeiro, onde, segundo ele, isto ocorreu.

Impacto das mudanças climáticas no litoral de São Paulo

Outro tema abordado na reunião foi o impacto das mudanças climáticas no Estado.
Célia Regina Gouveia de Souza, pesquisadora do Instituto Geológico - IG, relatou os problemas que a elevação do nível do mar causaria no litoral, salientando Bertioga, que segundo ela há 5600 anos a área estava submersa.

Estudos mostram que o mar pode subir entre 60 centímetros e 1,5 metros, como foi dito por Célia. A pesquisadora ainda mencionou que se isso acontecer de fato haverá diminuição na área habitável, trazendo inclusive perdas econômicas, além do aumento do assoreamento, de desastres naturais e perda de biodiversidade marinha.

O último tema discutido na reunião foi o relatório do grupo de trabalho criado pela deliberação 44/2009, do CONSEMA. O relatório que investigou possível contaminação por poluição dos trabalhadores de praças de pedágio foi aprovado, mas o tema da deliberação normativa sobre audiências públicas, previsto na pauta do dia, foi adiado.

Da Redação
Colaborou: Júlio Vieira/SMA-SP
Fotos: Lauro Toledo/SMA-SP

 
 
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