para necessidades de equilíbrio
fiscal do país. "Os recursos do Banco Mundial respaldamaquilo
que foi produzido pelo Ministério do Meio Ambiente e demonstram
que a questão não pode ser restrita ao Meio Ambiente,
deve ser uma preocupação dos principais ministérios
do governo", disse o ministro da Fazenda, Antônio Palocci.
O programa foi aprovado a partir de um compromisso inédito, assumido por sete ministérios - Meio Ambiente, Fazenda, Minas e Energia, Desenvolvimento Agrário, Integração Nacional, Cidades e Turismo. Alguns dos avanços obtidos na área ambiental, com participação de vários ministérios, são: - Plano BR-163 Sustentável; - Plano Amazônia Sustentável; - Novo Concurso Público do MMA/Ibama; - Instalação de Comissões Tripartites em 15 estados; - Qualificação do processo de licenciamento ambiental; - Plano para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia; - Desenvolvimento de novas metodologias para o planejamento urbano; - Instalação da Comissão Coordenadora do Programa Nacional de Florestas; - Aprimoramento de instrumentos financeiros para promover avanços ambientais; - Novo plano de Reforma Agrária, incluindo critérios ambientais nos assentamentos; - Ratificação das convenções de Estocolmo e de Roterdã e do Protocolo de Cartagena; - Decreto definindo as Áreas Prioritárias para Conservação da Biodiversidade e Mapa dos Biomas. O programa prevê novos empréstimos, nos próximos quatro anos, de até US$ 700 milhões, que atestarão a continuidade dos avanços nas políticas públicas para a sustentabilidade ambiental: ampliando o nível de implementação e o controle social do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama); melhorando a coordenação e a definição das responsabilidades entre os três níveis governamentais; aperfeiçoando o licenciamento ambiental; promovendo o desenvolvimento sustentável na Amazônia e a proteção de outros ecossistemas; e qualificando a gestão das águas com maior descentralização e autonomia financeira e melhor administração local. Como parte do programa, uma nova proposta para empréstimo, de US$ 8 milhões, está sendo negociada pelo governo com o Banco Mundial para apoiar os ministérios na obtenção das metas do programa. "Começamos a convergir o desenvolvimento com as necessidades da preservação e da inclusão social", ressaltou Marina Silva. No Brasil, o meio ambiente é crucial para o desenvolvimento e para o bem estar da população, já que grande parte da economia é baseada no uso dos recursos naturais. Além disso, o país abriga um terço das florestas tropicais do mundo, o maior manancial de água doce, uma das maiores costas marítimas, com mais de 8,5 mil quilômetros de extensão, sem falar no Cerrado, a área de savanas com maior biodiversidade do globo. "Esse é o maior empréstimo já feito pelo Banco no setor de meio ambiente em todo o mundo, e reconhece o compromisso do governo brasileiro com a área ambiental e reforça o apoio da comunidade internacional a iniciativas desse tipo, como a segunda fase do PPG7", disse o diretor para o Brasil e vice-presidente do Banco Mundial, Vinod Thomas. O prazo para pagamento dos empréstimos será de 17 anos, com cinco anos de carência. Atualmente, o Banco Mundial financia 50 projetos no Brasil, totalizando mais de US$ 4,5 bilhões. Desde 1949, o Banco já fez mais de 300 financiamentos e investiu mais de US$ 33 bilhões no país. "O empréstimo é concedido em condições vatajosas e apoiará o conjunto das contas do governo, permitindo novas iniciativas na área ambiental", disse o ministro Palocci. Também participaram do anúncio dos recursos, na tarde de hoje, no Ministério do Meio Ambiente, o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Luiz Pereira da Silva, e o coordenador do Banco Mundial para o Desenvolvimento Social e Ambientalmente Sustentável, Luiz Gabriel Azevedo. Fonte: MMA - Ministério do Meio Ambiente
(www.mma.gov.br)
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