Panorama
 
 
 

PARQUES NACIONAIS DO SUL TÊM PREJUÍZOS COM FORTES CHUVAS

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Março de 2007

Parques Nacionais no sul do país sofrem prejuízos depois de chuvas intensas

Porto Alegre (15/03/07) - Trilhas parcialmente destruídas, perda de biodiversidade e do recobrimento de florestas de Mata Atlântica, dificuldade de acesso, pontes destruídas e cerca de 17 pontos onde ocorreram deslizamentos de terra (entre grandes e pequenos). Estas são algumas das principais conseqüências das intensas chuvas na região sul do país, depois do Carnaval, em dois parques nacionais e em suas respectivas zonas de amortecimento.

Em vistorias realizadas entre os dias 4 e 8 demarço, para observar os estragos causados pelas chuvas na encosta da Serra Geral, área dos Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, o analista ambiental e chefe dos parques, Deonir Geolvane Zimmermann, fez um levantamento de como está, neste momento, a situação no local.

Segundo Deonir, a maior concentração da chuva foi entre a região de São Francisco de Paula a Cambará do Sul/RS e de Jacinto Machado, em Santa Catarina, até Maquiné/RS. Foram 10 dias de chuvas intensas com precipitação de 240 mm. “Isso pode ser observado nas imagens obtidas em diversas vistorias realizadas a pé, de veículo e helicóptero”, afirma. A Trilha do Cotovelo, que tem seu início em uma ponte de madeira sobre o Arroio Perdizes, “teve suas cabeceiras completamente destruídas, necessitando de reparos urgentes”.

Em seu relatório ele explica, ainda, que “em muitos locais ainda não foi possível chegar, como os Cânions do Faxinalzinho (PNAS/PNSG) e Josafaz, além do município de Jacinto Machado. Uma das trilhas mais conhecidas, a Trilha do Rio do Boi está fechada temporariamente. A previsão é de que, logo que iniciarem as obras para recuperação do leito da estrada de acesso até o início da trilha, uma vistoria de inspeção de segurança será realizada pela equipe técnica das unidades.

A equipe irá acompanhada do Conselho Consultivo das UCs, das associações de guias e condutores locais. Outras trilhas de interior de cânion, que já haviam sido vistoriadas em 2006 e 2007, como as Piscinas do Malacara, Tigre Preto e Cânion da Pedra (Macuco), deverão ser revistas, devido às alterações provocadas pelas enchentes”. Elas não estão autorizadas para utilização pública.

Segundo Deonir, o quadro atual é de impossibilidade de acesso com veículo até os pontos de controle do Rio do Boi e Rio Mampituba, sendo que a troca semanal dos vigilantes ali lotados foi providenciada através de horas caminhando entre estradas completamente destruídas, barreiras e pontes danificadas, atravessando rios, muitas vezes com corredeiras. “Não existe previsão para conclusão dos reparos, visto que a estrada até o ponto de controle do Rio Mampituba possui um deslizamento em local com poucas possibilidades de recuperação, sendo a melhor saída, a construção de uma ponte”.

No caso do ponto de controle do Rio do Boi, “deve se refazer toda estrada a partir da ponte sendo que se não forem autorizadas obras de retificação de leitos dentro do PNAS, as próximas enchentes (menores) levarão novamente o material depositado, pois o rio alterou seu leito para onde antigamente passava a estrada”.

Deonir Zimmermann informa ainda que está buscando junto à coordenação estadual do Prevfogo a possibilidade de obtenção de recursos para manutenção de estradas de serviço internas, algumas seriamente danificadas pelas fortes chuvas, “o que dificulta o acesso rápido de veículos aos locais de incêndios”.

Segundo o responsável pelo Núcleo de Unidades de Conservação, José Paulo Fitarelli, embora estes deslizamento de encostas sejam resultantes de causas naturais (chuvas intensas), eles demonstram a impossibilidade de utilização das encostas por atividades humanas.
Maria Helena Firmbach Annes

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Ibama/MG fecha acordo com Movimento dos Atingidos por Barragem

Belo Horizonte (15/03/07) - Cerca de 50 integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB) desocuparam ontem (14) à tarde o hall de entrada da sede do Ibama em Belo Horizonte. A ocupação se deu sem nenhum incidente e a negociação foi realizada com sucesso pelo Superintendente do Ibama/MG, Roberto Messias Franco. Os manifestantes chegaram acompanhados pela Polícia Militar, que, num primeiro momento, garantiu a integridade do patrimônio público. Com o desenrolar das negociações foi possível fechar um acordo e a Polícia foi dispensada. A ocupação começou às 10 horas e foi encerrada às 14 horas.

Roberto Messias Franco assinou um documento assumindo uma série de compromissos com o MAB, os pontos principais são: 1. O Ibama irá participar de reunião com os atingidos da Barragem de Baguari, no dia 21 de março, na localidade de Pedra Corrida, município de Periquito. O objetivo é discutir a anuência do Ibama para a supressão de Mata Atlântica, bem como o processo de licenciamento que está a cargo do Governo de Minas.

Outro ponto é que o Ibama irá participar e convocar o consórcio, formado pelas empresas Vale do Rio Doce e Cemig, responsável pela Usina Hidrelétrica de Aimorés, para uma reunião no dia 22 de março, no município de Itueta. O objetivo é tratar das pendências sociais e ambientais causadas pela construção da hidrelétrica. Ainda no dia 22 de março, o Diretor de Licenciamento do Ibama em Brasília, Luiz Felipe Kunz, irá receber o MAB para tratar do licenciamento das barragens de Aimorés e Baguari.
Valdo Veloso

Detentores de planos de manejo da BR-163 têm novos prazos para aderir às regras de gestão florestal
Agora quem teve AUTEX vigente em 2002 pode pedir vistoria de seu PMFS

Brasília (13/03/07) - Os detentores de planos de manejo florestal sustentáveis (PMFS) da região da BR-163 que tiverem autorização de exploração (AUTEX) expedida em 2002 também poderão assinar contrato de concessão florestal. A instrução normativa (IN) de nº1, com a nova norma, foi publicada na sexta-feira (9) no Diário Oficial da União. Ela altera a IN nº 02 de 10 de agosto de 2006, que permitia que apenas detentores de autorização de exploração com vigência a partir do ano de 2003 pudessem aderir às novas regras.

Agora, quem detiver pelo menos uma AUTEX com vigência entre 2002 e 2006 poderá requerer vistoria do Ibama em sua área de manejo. Se não for constatada nenhuma irregularidade, o produtor poderá enquadrar seu plano de manejo nas regras da Lei de Gestão de Florestas Públicas.

Esses novos prazos beneficiam produtores que tinham sido excluídos na IN anterior, mas que possuíam autorização de exploração (AUTEX) adequadas. “Além disso são prazos mais compatíveis com a realidade regional”, afirma Luiz Carlos Joels, diretor do Serviço Florestal Brasileiro.

A nova IN permite também que as solicitações continuem a ser feitas sem o prazo de 120 dias, como determinava a antiga IN. Agora, os produtores da BR-163 poderão pedir inclusão de seus PMFS nas novas regras até a data de aprovação do primeiro Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF), prevista para o segundo semestre deste ano. PAOF é um instrumento de transparência da Lei 11.824/06 que, antecipadamente, descreve todas as florestas públicas a serem submetidas a processos de concessão.

Contexto - Nas suas disposições transitórias, a Lei de Gestão de Florestas Públicas autorizou que empreendedores que detivessem unidades de manejo, localizadas numa faixa de até 100 Km ao longo da BR-163, poderiam receber concessões florestais transitórias, até que fosse aprovado o primeiro Plano Anual de Outorga Florestal (PAOF). Até o momento, sete contratos de execução de planos de manejo para o período de transição já foram assinados com o Serviço Florestal Brasileiro; outros 30 estão em processo de análise.
Luiz da Motta
Serviço Florestal Brasileiro/MMA

Madeira fossilizada deve ser destinada a pólo arqueológico do Rio Grande do Sul

Porto Alegre (12/03/07) - O Escritório Regional do Ibama em Santa Maria (RS) está iniciando os contatos com as prefeituras das cidades da região para definir a destinação da madeira fossilizada apreendida na madrugada da última quarta-feira (7), na cidade de São Pedro do Sul (distante 40 quilômetros de Santa Maria, região central do Estado).

De acordo com chefe do escritório, o analista ambiental Tarso Isaía, estão sendo realizados contatos com as prefeituras da chamada Quarta Colônia (que congrega municípios que abrigaram imigrantes de origem italiana) onde se discute a criação de um pólo arqueológico. “São cerca de 10 municípios que poderão receber parte do material para colocar em museus que formarão este circuito arqueológico”, segundo a previsão inicial de Tarso Isaía. A Universidade Federal de Santa Maria também está entre as que podem receber o material apreendido, conforme contato feito com a Secretaria Municipal de Cultura.

Ao mesmo tempo em que procura dar uma destinação compatível com o valor arqueológico da madeira fossilizada, o escritório do Ibama continua investigando para descobrir a procedência da carga contrabandeada. A carga é considerada patrimônio arqueológico e não tinha origem de procedência nem qualquer tipo de autorização, o que é considerado crime ambiental. O motorista que transportava as cerca de 10 toneladas de madeira fossilizada foi multado em R$ 200 mil.
Maria Helena Firmbach Annes

2º Mutirão de Combate à Braquiária ocorre no Parque Nacional da Serra do Cipó

Belo Horizonte (12/03/07) – Ontem (11) a Superintendência do Ibama em Minas Gerais promoveu, às 8h30, no Parque Nacional Serra do Cipó, mais uma etapa do projeto Cipó Nativo - Combatendo a Braquiária. O objetivo do 2º mutirão foi controlar e monitorar o capim de origem africana, utilizado para a produção de pastos. O projeto envolve produção de mudas nativas, formação de um grupo de pesquisadores mirins vinculados à escola estadual Dona Francisca Josina, que atende as crianças da Serra do Cipó, e mobilização social.

A programação do mutirão contou com a apresentação do Projeto, a produção de mudas nativas do cerrado, atividades de capina, plantio de mudas e ao fim dos trabalhos vídeos e um almoço de confraternização. A participação de toda a comunidade foi importante para o sucesso do projeto, com entrada gratuita.

O projeto atende a baixada do Rio Cipó, o Parque Nacional da Serra do Cipó e a Área de Preservação Ambiental Morro da Pedreira (MG). O parque está localizado a 100 quilômetros de Belo Horizonte e tem área total de 33.800 hectares. O projeto têm o patrocínio da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, e parceria com Instituto Guaicuy/SOS Rio das Velhas (Projeto Manuelzão).
Valdo Veloso

 
 

Fonte: Ibama – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (www.ibama.gov.br)
Ascom

 
 
 
 

 

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