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PROPOSTA DE BRASIL E ARGENTINA SERÁ DEBATIDA EM REUNIÃO DE MONTREAL

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Setembro de 2007

14/09/2007 - Grace Perpetuo - Neste domingo (16), o mundo celebra o aniversário do Protocolo de Montreal - um tratado de vital importância firmado há 20 anos, no Canadá, para eliminar o uso de substâncias que destroem a camada de ozônio. As comemorações oficiais antecedem a realização, na cidade canadense, entre os dias 17 e 21, da 19ª Reunião das Partes do Protocolo de Montreal (MOP 19), na qual será debatida uma proposta conjunta de Brasil e Argentina para antecipar a eliminação mundial dos HCFCs (hidroclorofluorcarbonos). Na ocasião, a Unidade Nacional de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente receberá um prêmio, na categoria Implementadores do Protocolo de Montreal, em reconhecimento ao bom trabalho na eliminação total e antecipada - de 2010 para 2007 - de emissões de compostos CFCs (clorofluorcarbonos) no País.

Além da iniciativa brasileira e argentina, no entanto, serão discutidas durante a conferência outras cinco propostas - feitas por Estados Unidos, Ilhas Maurício, Micronésia, Mauritânia e pela associação de Noruega, Suíça e Islândia - com o intuito comum de acelerar a eliminação dos HCFCs, família de gases que prejudicam a camada de ozônio e intensificam o efeito estufa.

"A idéia é que, na reunião, seja alcançado um consenso a partir das seis propostas - e que dele resulte um compromisso por parte de todos os 191 países signatários do Protocolo", diz o diretor do Departamento de Mudanças Climáticas da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ) do MMA, Ruy de Góes, que participará do encontro.

De acordo com o Protocolo, o uso dos HCFCs é permitido até o ano de 2040, com produção e consumo congelados nos patamares de 2015, sem passos intermediários. A proposta de Brasil e Argentina, por sua vez, antecipa o congelamento para 2012, com base na produção e no consumo de 2010 - com abandono progressivo, em passos intermediários, até o ano de 2030, restando 0,5% para usos eventuais até 2040.

"Além da proteção da camada de ozônio, esta antecipação traria benefícios para o clima mundial, já que os HCFCs são poderosos agentes do efeito estufa", reitera Ruy de Góes. E resume: "Está nas mãos do Protocolo de Montreal, nesta Reunião das Partes, adotar uma decisão corajosa com relação a estas duas grandes ameaças à atmosfera global".

Alguns resultados obtidos pelo governo brasileiro na implementação do Protocolo de Montreal
• Investimentos da ordem de US$ 82 milhões provenientes do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal
• Até 2005, mais de 200 projetos brasileiros aprovados a fundo perdido pelo Protocolo de Montreal
• 95,4 % de eliminação do consumo de CFCs no País
• Consumo de CFCs reduzido de um patamar de 10.525 toneladas (média 1995-1997) para 478 toneladas (2006)
• Término da produção nacional de CFC11 e CFC12 a partir de 1999
• Elaboração de Plano Nacional de Eliminação do Brometo de Metila para apoiar a conversão tecnológica na agricultura
• Proibição do uso de brometo de metila na agricultura, a partir de 1º de janeiro de 2007
• Combate ao comércio ilegal de substâncias destruidoras da camada de ozônio, por meio do treinamento de oficiais de alfândega
* Dados da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMQA) do Ministério do Meio Ambiente

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Marina Silva participa de fórum sobre o setor sucroalcooleiro

14/09/2007 - Daniela Mendes - A ministra do Meio Ambiente Marina Silva participa, nesta segunda-feira (17), do Fórum Internacional Sobre o Futuro do Álcool, em Sertãozinho (SP). A discussão, que reúne líderes e técnicos do setor sucroalcooleiro, terá dois painéis: a relação do setor sucroalcooleiro com o meio ambiente e o crescimento ideal e o tamanho do mercado mundial.
O fórum marca a abertura oficial das feiras Fenasucro & Agrocana, que acontecem de 18 a 21 de setembro, no centro de eventos Zanini, também em Sertãozinho. Além da ministra Marina Silva, participam da discussão Marcos Sawaya Jank, presidente da Unica; Paulo Adalberto Zanetti, Presidente da Vale do Ivaí, Açúcar e Álcool; Adriano Santhiago de Oliveira, da Secretaria de Mudanças do Clima e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA); Egon Krakhecke, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA; Luis Carlos Guedes Pinto, vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil; e Roberto Isao Kishinami, Presidente da NRG - Energia e Meio Ambiente.

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Marina Silva é convidada de debate promovido pela CartaCapital

14/09/2007 - Daniela Mendes - A ministra Marina Silva participará da quarta edição dos Diálogos Capitais - série de eventos que discute temas atuais e de relevância nacional com a presença de especialistas e formadores de opinião. Promovido pela revista CartaCapital, no dia 17 de setembro, das 9h às 18h, no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, o evento terá como tema a responsabilidade social e a sustentabilidade. Dividido em quatro painéis, o evento contará com a participação de representantes da iniciativa privada, de organizações não-governamentais, do governo e de instituições de ensino.

A exposição da ministra do Meio Ambiente, Marina da Silva, dará início ao painel 20 anos do Relatório Brundltand: como alcançar o desenvolvimento sustentável que precisamos? O painel discutirá como evoluíram as políticas públicas nessa área e a forma de fazer negócios, além de indicar os desafios e caminhos possíveis para o avanço das empresas, governo e sociedade em direção à sustentabilidade.

Participam do debate, além da ministra Marina, Fernando Almeida, presidente executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Antonio Jacinto Matias, vice-presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e Marcelo Furtado, do Greenpeace. A mesa será conduzida pelo moderador Luiz Gonzaga Beluzzo, consultor editorial da CartaCapital.

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Comitê Técnico do Tal aprova termos para cursos de capacitação

14/09/2007 - Adriano Ceolin - Em reunião nesta sexta-feira (14), o Comitê Técnico do Tal Ambiental (Projeto de Assistência Técnica para a Agenda da Sustentabilidade Ambiental) aprovou termos de referência para a realização de dois cursos: um específico para servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; outro para preparar servidores de outros órgãos de governo para a identificação de ilícitos ambientais, trabalhistas e agrários.

"Esses cursos fazem parte das nossas diretrizes que são o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama), a transversalidade, o controle social e participação popular e o desenvolvimento sustentável", afirmou Mauro Pires, diretor do Tal Ambiental. Segundo ele, os cursos deverão ser realizados a partir de outubro.

O curso específico para servidores do Ibama e do Instituto Chico Mendes visa capacitar 305 analistas ambientais recém-empossados aprovados no concurso público de 2005. O termo de referência estabeleceu como objetivo geral do curso apresentar aos treinandos uma visão geral sobre o papel dos institutos, Ibama e Chico Mendes, suas estruturas regimentais, funcionamentos e suas responsabilidades na execução de políticas públicas ambientais.

No curso para integrantes de outras áreas de governo, o objetivo é promover a integração dos órgãos, buscando a padronização dos procedimentos relativos às ações de combate a ilícitos nas áreas ambiental, agrária e trabalhista. É prevista a participação de um total de 80 pessoas, entre servidores do Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Trabalho.

O Tal Ambiental é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e tem como objetivo apoiar a realização de estudos, diagnósticos, análises e capacitações necessárias à consolidação e ao avanço de programas. Foi criado com o objetivo de dar apoio técnico ao Sal Ambiental (Reforma Programática da Sustentabilidade Ambiental), um programa de empréstimos do Banco Mundial ao governo brasileiro para incentivar ações para o fortalecimento do Sisnama e a inserção da sustentabilidade ambiental nas políticas e nos programas de setores governamentais.

 
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br)
Ascom

 
 
 
 

 

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