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MUDANÇAS CLIMÁTICAS SERÃO DEBATIDAS NAS CNMA

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Janeiro de 2008

11/01/2008 - A Conferência Nacional do Meio Ambiente (CNMA) entra na reta final com a realização das plenárias estaduais, em fevereiro e março. Estão previstos 21 encontros nesses dois meses, nos quais serão eleitos os delegados para a reunião nacional, de 8 a 11 de maio de 2008, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Até agora, foram contabilizadas 308 conferências em todo o Brasil, com a mobilização de cerca de 40 mil pessoas, sendo 237 encontros municipais, 67 regionais e quatro estaduais (Amapá, Ceará, Mato Grosso e Piauí).

Nesta edição, a CNMA tem como tema as Mudanças Climáticas. O texto-base para discussões nos estados deverá ser distribuído até o final do mês, e estará estruturado em duas partes. A primeira traz artigos informativos sobre quatro tópicos: Aspectos científicos da mudança do clima, Aquecimento global e os países em desenvolvimento, Especificidades brasileiras e Mitigação da mudança do clima e adaptação. O objetivo é que estes textos possam disseminar os conceitos fundamentais da mudança do clima e, com isso, proporcionar um debate qualificado sobre o tema.

A segunda parte do documento apresenta detalhes sobre os quatro eixos temáticos que irão nortear os trabalhos da III CNMA: Mitigação, Adaptação, Pesquisa e desenvolvimento tecnológico e ainda Educação, Capacitação e Disseminação. As resoluções irão subsidiar a criação do Plano Nacional de Mudanças Climáticas, em elaboração pelo Governo Federal.

A edição deste ano trouxe novidades importantes, como uma maior participação de alguns segmentos específicos. Das vagas reservadas à toda sociedade (50%), 5%, no mínimo, para representantes de comunidades tradicionais e 5% para delegados de comunidades indígenas. Os governos municipais também irão compor metade dos delegados do segmento governamental (20%), ficando os 30% adicionais com o setor empresarial.
Na primeira edição da CNMA, em 2003, cerca de 65 mil pessoas participaram das conferências municipais, regionais e estaduais. Durante a conferência nacional foram debatidas 4.151 propostas e aprovadas 659 deliberações. Em 2005, na II CNMA, a participaram foi elevada para 86 mil pessoas, com a aprovação de 881 deliberações.

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Governo instala Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima

16/01/2008 - Gisele Teixeira - O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), criado por decreto presidencial em novembro passado, será instalado nesta quinta-feira, às 15h, em reunião no Palácio do Planalto. De caráter permanente, o comitê é formado por 16 ministérios e pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, coordenados pela Casa Civil. O grupo será responsável por alinhar as diferentes iniciativas do governo nesta área e, em especial, por orientar a elaboração e implementação da Política Nacional e do Plano Nacional sobre Mudança do Clima.

As ações serão operacionalizadas por um Grupo Executivo, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e composto por outros seis ministérios, além do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e da Casa Civil. Durante a reunião de amanhã (17), restrita aos integrantes das duas equipes, será realizada a primeira discussão sobre a Política Nacional para o tema.

Tanto o Plano quanto a Política Nacional sobre Mudança do Clima vêm se somar aos esforços que o governo brasileiro vem desenvolvendo para mitigar as emissões dos gases de efeito estufa, como o Plano de Ação de Prevenção e Controle do Desmatamento, que envolve 13 ministérios e resultou na redução de 59% na taxa de desmatamento de 2004 a 2007. Esse trabalho evitou a emissão de cerca de meio bilhão de toneladas de CO2 na atmosfera no período e equivalente a 14% das reduções preconizadas para todos os países desenvolvidos no primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto que se estende de 2008 a 2012.

Composição dos grupos:
Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM): ministérios do Meio Ambiente, de Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, de Minas e Energia, das Cidades, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; dos Transportes, da Saúde, do Planejamento, Orçamento e Gestão; da Fazenda, da Educação, da Integração Nacional, do Desenvolvimento Agrário, da Defesa, de Assuntos Estratégicos, Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e Casa Civil.

Grupo Executivo sobre Mudança do Clima: ministérios do Meio Ambiente, da Ciência e Tecnologia, das Relações Exteriores, de Minas e Energia, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e Casa Civil.

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Projetos em rede para Mata Atlântica mantêm inscrições

14/01/2008 - As inscrições permanecem abertas à chamada de projetos em rede para a geração de conhecimento e a negociação de políticas públicas sobre o uso sustentável, a preservação e a conservação da Mata Atlântica.

A chamada foi lançada em outubro do ano passado pelo Componente Mata Atlântica do Programa de Projetos Demonstrativos (PDA) do Ministério do Meio Ambiente. E prevê apoio, na ordem de R$ 2,32 milhões, doados pelo banco alemão de cooperação KfW, para projetos pequenos (que poderão receber até R$ 70 mil) ou grandes (até R$ 350 mil). "Devemos iniciar a análise dos primeiros projetos apresentados, - em meados de fevereiro - e na medida em que formos comprometendo os recursos, publicaremos um aviso para a suspensão do recebimento de propostas", afirma Zaré Brum, da secretaria técnica do PDA. A chamada está disponível no site do ministério, na página do programa (www.mma.gov.br/pda).

Podem solicitar recursos do PDA Mata Atlântica ONGs com atuação na área de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, em parceria com instituições públicas. A rede deve ser integrada por projetos PDA apoiados em cada região. As propostas devem contemplar a sistematização, o monitoramento, a consolidação e a difusão das informações e dos conhecimentos produzidos - pelos integrantes das redes - dentro das linhas temáticas estratégicas do PDA: agroecologia, comercialização, beneficiamento, serviços ambientais, gestão participativa de unidades de conservação e ecoturismo ou turismo rural. A partir desses conhecimentos, as redes devem propor políticas públicas - como, por exemplo, mecanismos de mercado que viabilizem a inserção de núcleos produtivos inovadores e ambientalmente sustentáveis. O objetivo da iniciativa é contribuir para a elaboração de instrumentos e metodologias que fortaleçam as relações entre o Estado e a sociedade na construção e aperfeiçoamento de políticas socioambientais.

Esta é a primeira chamada de rede para a Mata Atlântica, mas o PDA já investiu R$ 1.358.669,00 no apoio a cinco projetos semelhantes na Amazônia.

 
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Ascom

 
 
 
 

 

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