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GOVERNO ANUNCIA REGRAS PARA RECADASTRAMENTO NA AMAZÔNIA

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Fevereiro de 2008

19/02/2008 - Gisele Teixeira - Os ministros do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, anunciaram nesta terça-feira (19) as regras para o recadastramento das terras nos 36 municípios da Amazônia Legal que são responsáveis por 50% do desmatamento na região. A instrução normativa do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), publicada hoje, determina que todos os proprietários de imóveis rurais de dimensão superior a quatro módulos fiscais (entre 60 e 80 hectares, dependendo do município) estão obrigados a recadastrar suas áreas em um prazo de 30 dias, a partir de 3 de março. Eles deverão apresentar documentos que comprovem a titularidade ou posse da terra, plantas e memoriais descritivos com a correta localização geográfica dos imóveis rurais.

A área total dos 36 municípios alcança 57,6 mil propriedades. Desse universo, estão incluídos no recadastramento cerca de 15,4 mil imóveis rurais, que são as áreas com mais de quatro módulos fiscais, consideradas médias e grandes propriedades, com tamanho em torno de 3 mil hectares. É o equivalente a 48 milhões de hectares. Os outros 42,2 mil imóveis (em torno de quatro milhões de hectares) estão abaixo de quatro módulos fiscais e deverão seguir outras regras para o cadastramento. Terão prazo de até dois anos para apresentação dos documentos e serão auxiliados pelo Incra.

Quem não se cadastrar poderá ter seu cadastro inibido no Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e não poderão obter os Certificados de Cadastro de Imóveis Rurais (CCIR). Isto significa que o proprietário não poderá obter crédito, vender produtos, vender a propriedade, obter notas fiscais e guias de transporte. A medida faz parte de uma série de ações que estão sendo implementadas para reduzir tendência de aumento do desmatamento na Amazônia, detectada no segundo semestre de 2007. A intenção é cruzar os dados com imagens da região obtidas via satélite para identificar a quem pertencem as áreas com alto índice de desmatamento.

De acordo com a ministra Marina Silva, o recadastramento é fundamental para a regularização da malha fundiária na Amazônia e, conseqüentemente, para a fiscalização do desmatamento na região. Segundo ela, a instrução normativa dialoga fortemente com a agenda de ordenamento territorial e fundiário e também com o combate às práticas ilegais, a partir do momento em que o cadastro possibilita ao governo federal e aos estaduais ter maior eficiência em relação à fiscalização. O Estado terá um raio-x da região, com conjunto de informações mais adequadas e uma malha fundiária organizada e documentada. "É também uma oportunidade de separar o joio do trigo. Os que estão legais, os que estão corretos, certamente irão aparecer. Os que estão ilegais serão identificados. Não é uma ferramenta para expor os negativos, mas também para mostrar os que estão cumprindo a lei", completou.

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Programa discute práticas alternativas às queimadas

19/02/2008 - Grace Perpétuo - Começou a ser implementado, a partir da última segunda-feira (18), em oito municípios da Amazônia, o Programa de Formação Técnica sobre as Alternativas ao Uso do Fogo no Processo de Desenvolvimento Sustentável da Região Amazônica. O programa é resultado de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, a Cooperação Italiana, o programa PREVFOGO do Ibama e o Serviço Florestal Brasileiro. Conta também com o apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal e de entidades parceiras locais.

O programa foi inaugurado nesta quarta-feira (20) em Belém (PA), pelo secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SDR) do MMA, Egon Krakhecke. A participação do MMA se dá por meio do Projeto Gestar/SDR e do Departamento de Educação Ambiental (DEA).

O programa tem por objetivo reduzir a incidência dos incêndios na região mediante o emprego de práticas alternativas às queimadas, contribuindo assim para a proteção ao meio ambiente e para a melhor qualidade de vida das comunidades locais. Quer também aprimorar a eficiência e a eficácia das ações do governo destinadas a ampliar localmente a aplicação de metodologias de contenção de incêndios e contribuir para o desenvolvimento sustentável do território. O programa está orçado em um milhão de euros, investidos diretamente pelo governo italiano.

Ao longo de 10 meses, os municípios de Altamira, Belém, Itaituba e Santarém, no estado do Pará; Alta Floresta, Juína e São Félix do Araguaia, em Mato Grosso; e Rio Branco, no Acre, abrigarão centros de formação do curso, que - dividido em dez módulos e um total de 250 horas-aula - formará uma turma de 400 agricultores e técnicos agrícolas da área de influência da BR-163. As aulas serão ministradas de forma intensiva, durante três dias por mês.

Cada centro de formação recebe 50 alunos, vindos de mais de 50 municípios, entre eles, 12 que fazem parte da lista dos maiores desmatadores da Amazônia. Os participantes do programa foram selecionados por sua capacidade de difundir os conhecimentos recebidos em suas respectivas regiões. Neste processo foram foram priorizados líderes comunitários, extensionistas rurais e técnicos de órgãos públicos, cuja capacitação poderá melhorar a eficiência e a eficácia das ações dos governos estaduais e municipais.

A coordenação pedagógica do projeto é do DEA/MMA. "O curso vai se constituir por conteúdos relacionados à legislação ambiental, a políticas públicas, a manejo de solo, a pastagens e florestas e a técnicas de participação e educação ambiental que contribuam para a formação de agentes de desenvolvimento sustentável na região amazônica", diz o diretor do departamento, professor Marcos Sorrentino. Segundo o diretor, entre dois e três técnicos - de várias secretarias - do ministério serão deslocados para cada módulo do curso.

 
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Ascom

 
 
 
 

 

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