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FUNAI EXECUTA AÇÕES DE PROMOÇÃO ECONÔMICA E CULTURAL PARA INDÍGENAS DO MATO GROSSO DO SUL

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Fevereiro de 2008

21 de fevereiro - India Kunha Tupã Rendy' i (Alda Silva), lider da Aldeia Jaguapiru, etnia Guarani Kaiowá - representante da COCTEK (Organização de Cultura Tradicional Kaiwá), durante a cerimonia do lançamento do 1º Programa de Qualificação de Artesanato Indigena na Camara Municipal de Dourados- MS.Representantes das comunidades Guarani Kaiowá, Guarani Nhandéva e Terena acompanharam nesta quinta-feira, 21 de fevereiro, o lançamento do 1º Programa de Qualificação de Artesanato Indígena, na Câmara Municipal de Dourados/MS. A meta do Programa, executado pela Coordenação de Artesanato da Fundação Nacional do Índio (Funai), é facilitar e aperfeiçoar o trabalho dos artesãos, respeitando a tradicionalidade indígena. O lançamento foi realizado pelo Diretor de Assistência da Funai, Aloysio Guapindaia, com a presença do Prefeito de Dourados, José Laerte Tetila, do secretário de agricultura familiar, Ermínio Guedes dos Santos e do vereador Elias Ishy, presidente da Câmara Municipal de Dourados.

“O Programa de Qualificação está dentro de um planejamento estratégico da Subcomissão de Cultura do Comitê Gestor de Ações Integradas da Grande Dourados. Esse é o início de um trabalho sistemático de políticas estruturantes para promoção do desenvolvimento das comunidades indígenas”, explica Aloysio Guapindaia. O cronograma de execução do programa compreende três módulos, com cursos de capacitação para o manejo de ferramentas recicladas e orientações para tecelagem de rede, confecção de cerâmicas e cestarias. As atividades artesanais expandem as fontes de auto-sustentação dos Kaiowá, Nhandéva e Terena, que têm como principal atividade econômica a agricultura de subsistência. O fomento de projetos de geração de renda é uma das metas da Agenda Social dos Povos Indígenas, lançada em setembro do ano passado pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

Diretor de Assistência da Funai, Aloysio Guapindaia discursa no lançamento do 1° Programa de Qualificação de Artesanato Indígena.O primeiro módulo vai de 21 de fevereiro a 12 de março e será ministrado pela professora Márcia Regina Tavares, nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Terra Indígena Dourados, com a participação de 112 artesãos indígenas. O segundo e terceiro módulos estão previstos para o mês de julho e serão ministrados por professores indígenas. As ações buscam o fortalecimento e a valorização da cultura indígena no estado, além de impulsionar a renda das famílias de artesãos, por meio da comercialização no Centro de Exposição e Venda que será construído pela Prefeitura de Dourados e Ministério do Desenvolvimento Social, na T.I. Dourados.

Tradição e religiosidade

No dia 22 de fevereiro às 18 horas, será inaugurada uma Casa de Reza na Terra Indígena Panambizinho, onde são celebrados rituais Guarani. Os índios Kaiowá são conhecidos por sua forte religiosidade. As práticas de cânticos, rezas e danças, dependendo da localidade, da situação ou das circunstâncias, fazem parte do cotidiano, começando ao cair da noite e prolongando-se por horas. A Casa de Reza é caracterizada pela presença de 3 portas, com a entrada principal virada para o leste.

Segundo o antropólogo Rubem Ferreira, até a década de 1940 a Casa de Reza abrigava as famílias que pertenciam a um mesmo grupo extenso, base da organização social Kaiowá até os dias atuais, determinada por relações de afinidade e consangüinidade. “Oy Gusu é o nome sagrado antigo da Casa de Reza. Para os Kaiowá é um espaço de importante sentido, onde ficam todos os instrumentos ritualísticos e o altar onde realizam as cerimônias”, explica Rubem.

Avati Kyry, o batismo do milho

Na semana do lançamento do Programa de Qualificação de Artesanato Indígena e inauguração da Casa de Reza também será realizada a cerimônia do Avati Kyry, em que os índios Kaiowá celebram a época de novo plantio. O ritual será dirigido pelo Nhanderu Jairo Barbosa, líder religioso e líder do clã familiar, entoando cantos até o amanhecer, quando é feito o batismo da colheita no altar. Na noite seguinte, a cerimônia do Avati Kyry continua com cantos e danças da comunidade e dos visitantes.

Ainda no mesmo período, os Kaiowá darão início à Aty Guassu (grande assembléia), momento em que se reúnem para discutir temas relacionados à qualidade de vida de seu povo. Mais do que uma reunião para discussão de políticas públicas, a Aty Guassu celebra o povo, as manifestações culturais, o espírito guerreiro, os costumes e as tradições do povo Guarani. O ponto principal do encontro será a mobilização da comunidade indígena e articulação com organizações nacionais e internacionais, na busca pela garantia dos direitos indígenas.

 
 

Fonte: Funai – Fundação Nacional do Índio
Assessoria de imprensa

 
 
 
 

 

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