7 de Novembro
de 2008 - Alana Gandra - Repórter da Agência
Brasil - Rio de Janeiro - O Brasil está cumprindo
com os compromissos firmados internacionalmente quanto
à redução de emissões dos
gases de efeito estufa, avaliou hoje (7), em entrevista
à Agência Brasil, o coordenador da Comissão
Interministerial do Clima do Ministério da Ciência
e Tecnologia, Newton Paciornik.
Embora não exista nenhuma meta
estabelecida para os países em desenvolvimento,
os projetos do chamado Mecanismo do Desenvolvimento Limpo
(MDL), implantados no país, vêm cumprindo
o seu objetivo. “O que a gente entende é que tem
que fazer e mostrar que a gente está fazendo, independente
de ter ou não ter metas, porque isso é um
objetivo global”, destacou.
De acordo com dados da Organização
das Nações Unidas (ONU) atualizados hoje,
o número de projetos registrados no Conselho Executivo
do MDL totaliza 1.197 em todo o mundo, dos quais 146 estão
no Brasil. Em setembro deste ano, os projetos registrados
no conselho alcançavam 1.112, sendo 142 brasileiros.
Segundo Paciornik, a redução
anual projetada de emissões de gases causadores
do aquecimento global é de 229,909 milhões
de toneladas no mundo. No Brasil, a redução
de emissões prevista por ano, para o primeiro período
de obtenção de créditos, que pode
ser de, no máximo, dez anos para projetos de período
fixo ou de sete anos para projetos de período renovável,
é de 19,515 milhões de toneladas, segundo
a ONU.
Mecanismo de compensação
incluído no Protocolo de Quioto a partir de uma
proposta brasileira, o MDL prevê que parte da redução
das metas dos países desenvolvidos pode ser feita
através de atividades e projetos realizados em
países emergentes. “A gente considera que essa
é a forma correta dos países em desenvolvimento
colaborarem com esse esforço global. E nós
estamos realmente muito satisfeitos com os resultados
desses projetos, inclusive porque eles têm uma contribuição
forte para o desenvolvimento sustentável”, comentou
Paciornik.
A maior parte dos projetos MDL realizados
no Brasil se refere às áreas de energia
renovável, com destaque para pequenas centrais
hidrelétricas (PCHs), biomassa de reservas florestais
e de cana-de-açúcar; aterros sanitários
e fazendas de suínos, de acordo com o coordenador
da comissão.
A região Sudeste lidera com o
maior número de projetos, com destaque para os
estados de São Paulo (21% do total nacional) e
Minas Gerais (14%). Em seguida, em termos de participação
nacional, aparecem Mato Grosso e Rio Grande do Sul, com
9% cada.
Especialistas de cerca de 30 países
se reuniram hoje no Rio de Janeiro para discutir os esforços
que vêm sendo feitos em termos de monitoramento
e avaliação de capacitação
de países em desenvolvimento para reduzir os impactos
das mudanças climáticas.
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Lula defenderá etanol brasileiro
na Itália, apesar de resistência européia
9 de Novembro de 2008 - Luciana Lima
- Enviada Especial - Roma - O presidente Luiz Inácio
Lula da Silva continuará defendendo o etanol brasileiro
na Itália, a exemplo do que vem fazendo em outras
viagens internacionais, apesar da resistência de
toda a Europa ao plantio da cana-de-açúcar
em larga escala para produção de combustível,
em substituição a áreas de plantio
de alimentos.
O presidente visita o país até
a próxima quinta-feira (13) e, enquanto estiver
em Roma, sua comitiva circulará em quatro automóveis
da marca Fiat, modelo Linea, com motor flex, que funciona
com os dois tipos de combustível, álcool
e gasolina.
Os veículos foram cedidos para
a visita pelo presidente da Fiat no Brasil e na América
Latina, Cledorvino Belini e têm na traseira a inscrição
em inglês Ethanol Powered, que quer dizer movido
a etanol, acompanhada da bandeira brasileira. O Linea
é um carro do segmento sedã , lançado
em setembro no Brasil.
O presidente também pretendia
usar o carro na visita que faz à Itália,
mas as autoridades italianas não o autorizaram
porque a blindagem do Linea usado pela comitiva brasileira
não segue as normas italianas. Por isso, Lula trafega
por Roma num Maserati.
De acordo com fontes do governo brasileiro,
Lula vai apresentar o carro de sua comitiva a empresários
da indústria italiana, em encontro que terá
na quarta-feira (12). A intenção do presidente
é mostrá-lo como um exemplo concreto de
boa utilização do etanol.
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Brasília sedia encontro sobre
uso da bicicleta nos centros urbanos
12 de Novembro de 2008 - Da Agência
Brasil - Brasília - De hoje (12) a sábado
(15), Brasília vai sediar o Bicicultura Brasil
– Bicicletas por um Mundo Melhor, conjunto de eventos
que tratarão do uso da bicicleta como meio de transporte
nos centros urbanos. A abertura será às
14h, no auditório do Ministério das Cidades.
O ministério apóia o evento,
por meio da Secretaria de Transporte e da Mobilidade Urbana
(Semob). A programação inclui a 1ª
Conferência Internacional de Mobilidade por Bicicleta,
o 2º Encontro da União de Ciclistas do Brasil
(UCB), o 4º Encontro Brasileiro de Cicloativismo,
além de cursos de treinamento e eventos culturais.
Nesta quarta-feira, o tema das conferências
é Políticas Públicas e a Mobilidade
por Bicicleta.
Está prevista a participação
do ministro das Cidades, Marcio Fortes; do governador
do Distrito Federal, José Roberto Arruda; do secretário
Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana, Luiz Carlos
Bueno de Lima; e do presidente da organização
não-governamental Rodas da Paz, Maurício
Machado Gonçalves.
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Bioetanol da cana-de-açúcar
é tema de livro
12 de Novembro de 2008 - Da Agência
Brasil - Rio de Janeiro - Em entrevista coletiva hoje
(12) às 14h30 no Rio, o Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES) presta informações
sobre o lançamento do livro Bioetanol da Cana-de-Açúcar
– Energia para o Desenvolvimento Sustentável. Primeiro
estudo a tratar do tema no Brasil e no mundo, o livro
será lançado na Conferência Internacional
sobre os Biocombustíveis, que será realizada
em São Paulo entre os dias 16 e 21 de novembro.
O estudo foi encomendado pelo presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e conta com o apoio do
Centro de Gestão e Estudos Estratégicos
(CGEE) da Comissão Econômica para a América
Latina e o Caribe (Cepal) e do Escritório Regional
da Organização das Nações
Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Devem participar o superintendente da
área industrial do BNDES, Julio Raimundo, o coordenador
do livro, professor Luiz Augusto Horta Nogueira, da Universidade
Federal de Itajubá, e Marcelo Poppe, da CGEE.