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COMUNIDADES INDÍGENAS DE SÃO PAULO PRODUZEM MUDAS DE PALMEIRA JUÇARA PARA REFLORESTAMENTO

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Janeiro de 2012

31 de janeiro de 2012 - Indígenas Tupi Guarani e Guarani Mbya do estado de São Paulo estão produzindo mudas de palmeira juçara, com o objetivo de reflorestar suas terras, recuperar o meio ambiente e comercializar o excedente como garantia de renda para as comunidades. Em 2011, as aldeias Rio Branco, em Itanhaém, e Bananal, em Peruíbe, produziram 6 mil mudas, com apoio da Funai.

A expectativa da Coordenação Técnica Local de Itanhaém, ligada à Coordenação Regional Litoral Sudeste da Funai, é que, em 2012, o trabalho de produção de mudas seja ampliado, com produção de 20 mil mudas. Os índios Tupi Guarani das aldeias Piaçaguera e Nhamandu Mirim, município de Peruíbe, e os Guarani Mbya, da aldeia Itaóca, município de Mongaguá, também vão participar do projeto.

A palmeira juçara é muito importante para manter a biodiversidade da Mata Atlântica. A semente e o fruto servem de alimento para diversos animais, como tucanos, sabiás, gambás, tatus, esquilos, além de ter grande valor econômico. O preço médio da muda da palmeira no mercado é de R$ 1,00, quando comprado em quantidade.

Em extinção - O palmito da palmeira juçara é bastante apreciado, mas sua retirada contribui para a extinção da espécie. O palmito pode ser extraído do caule de três espécies de palmeiras: juçara, pupunha e açaí. A juçara é nativa da Mata Atlântica e as demais são originárias da Amazônia. A diferença entre as palmeiras é que a espécie juçara nasce de uma semente, constituindo um único tronco, enquanto as demais formam touceiras. Assim, quando se extrai o palmito, toda a palmeira é sacrificada, enquanto a pupunha e o açaí possuem “filhotes” que brotam do tronco principal. Outra diferença é que a juçara demora de 8 a 12 anos para produzir um palmito de qualidade, enquanto o da pupunha, por exemplo, pode ser extraído 18 meses após o plantio.

Os interessados na aquisição das mudas produzidas pelos indígenas devem entrar em contato telefônico com a Coordenação Técnica Local da Funai em Intanhaém/SP, pelo telefone (13) 34269777. Também podem mandar uma mensagem para: cristiano.hutter@funai.gov.br ou eduardocostateixeira@bol.com.br.

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Procuradoria Geral da República opina a favor de demarcação de terras Guarani-Kaiowá no MS

16 de janeiro de 2012 - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, manifestou-se favorável às demarcações de terras indígenas Guarani-Kaiowá em Mato Grosso do Sul. Em parecer, Gurgel se posicionou contra agravo regimental interposto pela Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), que sustentava a incompetência do Supremo Tribunal Federal para tratar da questão. Em outra liminar, o STF já havia se manifestado pela continuidade do processo de demarcação. O Procurador também opinou pelo deferimento de pedido da Funai para estender a decisão do STF a outros dois agravos.

Para Roberto Gurgel, a demarcação, neste caso, assegura o interesse público e deve ser mantida, pois permite a promoção da ordem, economia e segurança públicas. Segundo parecer do PGR, “ao permitir a atuação da Funai, busca-se eliminar um conflito fundiário que não é risco hipotético, mas fato consumado. Do contrário, perduraria uma situação de grave ameaça à integridade física de inúmeros cidadãos e ao próprio patrimônio público.”

A demarcação das terras pela Funai começa pelos estudos prévios, identificação dos Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul e da área por estes ocupada, além da realização de políticas públicas pela autarquia e pelo governo federal. A Famasul, no entanto, solicitou que a Funai notificasse todos os ocupantes de imóveis rurais de 26 municípios do Mato Grosso do Sul, e o Tribunal Regional Federal da 3ª Região suspendeu as demarcações. Ainda por decisão do TRF3, cerca de 300 índios guarani foram despejados e vivem em uma vala coletora de água às margens da BR-163.


 

Fonte: Funai – Fundação Nacional do Índio
Assessoria de imprensa

 
 
 
 

 

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