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NOTA DO COMITÊ BRASIL PEDE VETO TOTAL AO CÓDIGO FLORESTAL

Panorama Ambiental
Brasília (DF) – Brasil
Abril de 2012

27 Abril 2012 - O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne mais de 200 instituições, divulgou nota nesta sexta-feira, manifestando sua “profunda indignação” com a aprovação, na Câmara dos Deputados, das alterações no Código Florestal. “A aprovação do relatório do deputado Paulo Piau representa o maior retrocesso na legislação ambiental na história do País”, diz a nota.

Leia a íntegra do documento:

O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável manifesta sua profunda indignação com a aprovação do projeto de Código Florestal pela Câmara dos Deputados em 25 de abril. A aprovação do relatório do deputado Paulo Piau representa o maior retrocesso na legislação ambiental na história do País.

Se o texto aprovado pelo Senado já significava anistia aos desmatamentos ilegais e incentivos a novos desmatamentos, os deputados conseguiram o que parecia impossível: torná-lo ainda pior. O texto revisado pela Câmara dos Deputados, além de ferir os princípios constitucionais da isonomia, da função social da propriedade e da proibição de retrocessos em matéria de direitos fundamentais, fere frontalmente o interesse nacional.

Usando hipocritamente o discurso de defesa dos pequenos proprietários, os deputados derrubaram as poucas melhorias que o Senado efetuou e aprovaram um texto que apresenta incentivos reais a novos desmatamentos, inclusive em nascentes e outras áreas de produção de água, ocupações em manguezais (apicuns), e permite benefícios econômicos mesmo para quem continuar a desmatar ilegalmente.

Considerando a inconstitucionalidade do projeto e a contrariedade ao interesse nacional, que trazem perversos impactos na vida de todos brasileiros, confiamos e apoiamos o compromisso da presidenta Dilma de não aceitar anistia a crimes ambientais, redução de área de preservação permanente e incentivos aos desmatamentos, o que só ocorrerá com o Veto Total ao projeto aprovado na Câmara.

Brasília, 26 de abril de 2012

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Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável Presidente Dilma tem razões e apoio para vetar

26 Abril 2012 - O texto de reforma do Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta (25) é um retrocesso sem precedentes para a proteção ambiental do Brasil. Ele potencializa o desmatamento e mantém uma cultura de anistia a quem descumpre a lei, permite a concessão de financiamentos a quem desmatou e torna extremamente vulneráveis as áreas de preservação permanente (APPs) ao passar aos estados a definição de quais áreas devem ser recuperadas e quais atividades agropecuárias estão liberadas nestas áreas.

A opção dos parlamentares é um duplo retrocesso: ao derrubar os mecanismos já existentes de proteção florestal, potencializa ações futuras de desmatamento, acabando com o marco regulatório que definia claramente as áreas necessárias à manutenção da produção de água para áreas rurais e urbanas.

Para as APPs já desmatadas, mantém apenas a necessidade de recomposição de uma faixa de 15 metros de mata às margens de rios com até dez metros. Para rios com mais de dez metros de largura, não há mais necessidade de recomposição.

Com a aprovação do relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), a Câmara dos Deputados conseguiu piorar o que já era muito ruim. Por isso, a única alternativa é o veto global ao texto. A presidente Dilma tem plenas condições e apoio da sociedade civil e da comunidade científica para vetar o Código Florestal do atraso, visto que a lei não atende ao povo brasileiro.

O projeto não atende, sequer, aos interesses dos ruralistas. Afinal, florestas e rios são fundamentais para manter lavouras e rebanhos.

O prazo para a apreciação da presidente é de até 15 dias úteis. Caso não se posicione neste período, a lei fica automaticamente sancionada sem vetos.
Precisamos de mais florestas, não de menos florestas. Portanto, agora, mais que nunca, precisamos todos dizer: Veta, Dilma!


 

Fonte: WWF-Brasil
Assessoria de imprensa

 
 
 
 

 

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