Timbó/SC (11/06/2010)
– Com apoio da Polícia Federal e da Polícia
Militar Ambiental, o Ibama estourou um grande criadouro
de pássaros ilegais na região do Alto Vale
de Santa Catarina, durante a Operação Bico
Solto nesta semana. Os fiscais apreenderam 54 aves relacionadas
em listas de extinção, sem origem legal,
com documentação irregular, mantidas em
local inadequado, entre outras ilicitudes. Lá,
foram encontrados araras, pica-paus, papagaios e tucanos-tocos,
de bico verde e de bico preto, além de tirivas
e araçaris.
O proprietário
foi preso em flagrante pela Polícia Federal, teve
todas as aves recolhidas pelo Ibama e pagará multa
de R$ 216 mil. Os animais eram vendidos pela internet,
em site não registrado e sem autorização
do Ibama.
Na seqüência,
o Ibama embargou o maior criadouro comercial de aves silvestres
da região. O criadouro tinha licença do
órgão ambiental federal para operar, mas
estava trabalhando de forma ilegal. A coordenadora da
Operação Bico Solto, a analista ambiental
Gabriela Breda, revelou que se constatou uma gama de irregularidades
cometidas pelo proprietário por meio da averiguação
da documentação e visitas de rotina.
“A partir da nossa última
visita, ele foi oficiado de que não poderia vender
nenhum animal de seu plantel ou comprar outros animais
até que o Ibama decidisse sua situação,
já que havia muitas irregularidades em seu criadouro.
Mas, quando lá chegamos para fazer o embargo do
estabelecimento e o recolhimento dos animais, muitos já
haviam sido vendidos, inclusive espécimes de origem
ilegal”, disse.
Numa vistoria completa,
o Ibama descobriu que o criadouro apresentava informações
e relatórios falsos, fornecia dados fraudados,
tinha em cativeiro 89 aves sem procedência legal
e comercializou 69 aves silvestres sem procedência
legal. Grande quantidade de araras, tucanos, trinca-ferros,
papagaios e pica-paus foram encontrados sem origem legal,
com anilhas adulteradas e alguns mutilados. Com o auxílio
da Polícia Militar Ambiental, todos foram recolhidos.
A destinação
desses animais será zoológicos e criadouros
credenciados pelo Ibama, na região do Alto Vale
de Santa Catarina e de Florianópolis. O Ibama lavrou
quatro autos de infração, resultando um
total de R$ 892 mil em multas e o responsável pelo
criadouro comercial ainda terá de responder na
Justiça Federal pelos atos ilícitos cometidos.
A analista Gabriela Breda
alerta as pessoas para não comprarem animais silvestres
sem procedência, pois isso é crime. “Muitas
vezes, as pessoas não sabem que estão cometendo
um crime ambiental ao comprar animais silvestres sem procedência,
ficam encantadas com a beleza dos bichos e se esquecem
de pedir a Nota Fiscal, por exemplo. É importante
que exigir a documentação de procedência
e consultar o Ibama para saber se o criadouro é
credenciado pelo órgão. Ter em cativeiro
animais silvestres sem procedência é crime”,
insiste.
Badaró Ferrari
Ascom Ibama/SC
+ Mais
Ação do
Ibama destrói 202 fornos de carvão ilegal
na Bahia
Brasília (11/06/2010)
– Uma ação do Ibama impediu a continuidade
de dois desmatamentos em áreas de Bioma Mata Atlântica
e destruiu 202 fornos de carvão ilegal , nos municípios
de Planalto, Cândido Sales e Belo Campo, na Bahia.
Fiscais do Escritório Regional de Vitória
da Conquista atuaram na região durante a primeira
semana do mês de Junho.
Em Planalto o proprietário
foi novamente autuado por desrespeito a embargo anterior
e pelo novo desmatamento, resultando em multas de R$ 266
mil. Todos os fornos foram destruídos.
Na outra carvoaria, localizada na divisa de Cândido
Sales e Belo Campo, havia 182 fornos, que também
foram derrubados pelos fiscais. A área desmatada
era de 452 hectares, nesse caso a multa aplicada pelos
crimes ambientais foi de R$ 3.171milhões.
As duas carvoarias ilegais
foram denunciadas na Linha Verde do Ibama (0800 61 8080),
e posteriormente identificadas em sobrevoo de helicóptero
realizado pelos fiscais.
Segundo a chefe do Ibama
em Vitória da Conquista, Andréia Lula, cerca
de 300 pontos levantados durante o sobrevoo também
serão fiscalizados, a fim de combater o gravíssimo
problema da extração ilegal de madeira no
sudoeste da Bahia.