Água do Mediterrâneo esquenta, fica mais salgada e efeito chega até nas profundezas

Pesquisa avaliou dados desde 1950 que indicam essas alterações em níveis preocupantes

 
 

20/10/2026 – O Mar Mediterrâneo está mais quente e salgado, e essas mudanças já atingem grandes profundidades. O aquecimento e a salinização são mais intensos no Mediterrâneo central e oriental e, principalmente, no Adriático, chegando ao fundo do mar. O estudo analisou dados de 1950 a 2025, obtidos por expedições e boias robóticas.

O Mediterrâneo está aquecendo e ficando mais salgado em ritmo acelerado. Desde 2000, suas águas superficiais aqueceram cerca de 0,5 °C por década, duas a três vezes mais rápido que os oceanos globais. Essas mudanças já foram observadas até 3.000–4.000 metros de profundidade, enquanto a aceleração do processo chega a cerca de 2.500 metros.

O aquecimento do Mediterrâneo reduz a mistura entre as águas superficiais e profundas. No Adriático, porém, águas superficiais frias e densas ainda conseguem afundar, levando oxigênio e calor para as regiões profundas. Desde 2000, as águas profundas do sul do Adriático aqueceram cerca de seis vezes mais rápido que as de uma bacia mediterrânea típica.

Reprodução/Pixabay

 



As águas densas ainda se formam no Mediterrâneo, mas estão mais quentes e salgadas quando afundam. Como águas quentes retêm menos oxigênio, isso pode afetar a vida marinha, especialmente porque as águas profundas também estão aquecendo, reduzindo os espaços onde as espécies poderiam buscar condições mais favoráveis.

Os oceanos absorvem grande parte do CO2 e do excesso de calor gerados pela atividade humana. Como a circulação no Mediterrâneo é muito mais rápida que no oceano aberto, a região pode ajudar a entender como outros oceanos poderão reagir ao aquecimento. Os pesquisadores ainda investigam as causas da aceleração, incluindo mudanças na atmosfera, evaporação, chuvas, rios e entrada de água do Atlântico.

Os pesquisadores querem verificar se os modelos climáticos atuais conseguem reproduzir a velocidade das mudanças observadas no Mediterrâneo, o que ajudaria a avaliar a confiabilidade das projeções. O estudo indica que o mar está passando por mudanças sem precedentes e muito rápidas, destacando os efeitos do aquecimento climático e da dependência de combustíveis fósseis.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 

 

   
 
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