“Villas” estreia na maior estação de metrô de SP
Sé recebe exposição sobre guaranis e José de Alencar

A exposição “Villas” acaba de estrear na estação Sé do Metrô de São Paulo, a maior e mais importante ligação entre as linhas do sistema metroviário da capital. A mostra do fotógrafo J. Andrade, traz 41 imagens da comunidade guarani m’bya da Terra Indígena Tenonde Porã, a maior aldeia da cidade de São Paulo, localizada na APA Capivari-Monos, extremo sul da capital. As imagens foram produzidas ao longo de dois anos quando Andrade conviveu semanalmente com a comunidade.

Divulgação/Pick-upau

A mostra também faz referência a personagens ilustres como Charles Darwin que dá nome ao setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, que realizou a exposição e ao escritor José de Alencar que compõe as legendas com trechos de obra mais importante, “O Guarani”.

Divulgação/Pick-upau

Ivan Luis Dias Lima, operador de máquinas, diz não conhecer a aldeia Tenonde Porã, mas acha importante a evolução que eles tiveram com o decorrer do tempo e o contato com os ‘homens brancos’. Já a pedagoga, Marina Pinheiro Prades, diz não ter o hábito de observar as exposições do metrô, mas ficou atraída pela exposição Villas. “Encantei-me com a simplicidade das imagens e com a qualidade fotográfica da exposição, além de ser um tema muito cativante”, completou.

Reprodução

A mostra fica em cartaz na Sé até 30 de abril. Para quem for curtir a Virada Cultural 2011, pode conferir a exposição durante 24 horas que o metrô estará em funcionamento.

Divulgação/Pick-upau

Serviço
Exposição “Villas” – Guarani M’bya Tenonde Porã
Tema: Questão Indígena
Onde: Metrô da cidade de São Paulo
Quando: de abril a junho de 2011
Quanto: Gratuito

Divulgação/Pick-upau

Metrô – Estação Sé (Linha Azul)
Endereço: Praça da Sé, s/ n°
Data: Abril de 2011
Características: Estação enterrada de integração da Linha 1-Azul e Linha 3-Vermelha. Composta por mezanino de distribuição e dois níveis sobrepostos com duas plataformas laterais e uma central (um conjunto por linha) com estrutura em concreto aparente e aberturas para iluminação natural. O principal acesso integra-se com a praça no nível do passeio.
Capacidade: 100.000 passageiros/hora/pico
Área Construída: 39.925 m2
Inauguração: 17/02/1978

Divulgação/Pick-upau

Sites:
J. Andrade: http://www.jotandrade.com/
Pick-upau: http://www.pick-upau.org.br
Metrô de SP: http://www.metro.sp.gov.br/

Você sabia que Metrô de SP é o mais lotado do mundo

No ano passado, foram transportados 11,5 milhões de passageiros a cada quilômetro de linha, um aumento de 15% em relação a 2008

Segundo dados da Companhia de Metrô, São Paulo alcançou a marca de 11,5 milhões de passageiros transportados por quilometro de linha em 2010. Esse número é 15% maior do que o divulgado em 2008, quando 10 milhões de usuários foram transportados. Esta é a maior concentração de pessoas em um único transporte no mundo.

Divulgação/Pick-upau

Comparativamente, em 2008 o metrô de Moscou (Rússia) transportou 8,6 milhões de pessoas para cada quilometro de trilhos e o de Xangai (China) transportou cerca de 7 milhões. Esses dados foram divulgados pela Comunidade de Metrôs (COMET, sigla em inglês), essa organização traz os representantes dos 12 maiores sistemas de metrô do mundo. A COMET ainda não divulgou os dados de 2010.

De acordo com o “Relatório da Administração de 2010” do Metrô, 2,56 milhões de pessoas passaram pelas catracas a cada dia útil em São Paulo. Esse número subiria para 3,5 milhões de viagens por dia caso as baldeações fossem levadas em conta. O balanço patrimonial da empresa divulgou que esse número foi 6,8% maior do que em 2009.

Divulgação/Pick-upau

O resultado da pesquisa "O Metrô segundo seu usuário: uma avaliação do serviço" do ano passado mostrou que a satisfação dos usuários do metrô diminuiu. Em 2009, 67% dos entrevistados classificaram o metrô como “muito bom” ou “bom” já em 2010 esse número caiu para 60%. Tal pesquisa é realizada desde 1974.

"Podem creditar-se tais resultados à crescente demanda de usuários, que aumenta a complexidade de operação do serviço e uso do sistema, principalmente nos horários de pico", é o que diz o Relatório do Metrô.

José Geraldo Baião, Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô do Estado de São Paulo (AEAMESP), acha que a população só notará as melhorias daqui alguns anos. "O governo está investindo em sistemas de sinalização mais modernos, que vão permitir um intervalo menor entre os trens. Também é preciso pensar na expansão da rede."

Divulgação/Pick-upau

Já Altino de Melo, presidente do sindicato dos metroviários, disse que a expansão do Metrô está "décadas atrasada". "O desconforto é inevitável. Não só pela lotação, mas também pelo calor nos trens." Além disso, Melo menciona que o Estado deveria investir mais nas conexões entre as linhas.

Apesar de o Metrô de São Paulo ser considerado o mais cheio, ele ocupa apenas a 11º lugar quando a comparação diz respeito a movimentação, sendo feitas 975 milhões de viagens de passageiros por ano.

Divulgação/Pick-upau

Na lista que reúne 15 metrôs do mundo todo, o de São Paulo é o único sul-americano. Em primeiro lugar aparece de Tóquio (Japão), com 3,16 bilhões de viagens de passageiros/ano, o de Moscou (Rússia) em segundo, com 2,4 bilhões, e o de Seoul (Coreia do Sul) em terceiro, com 2,04 bilhões. O da Cidade do México aparece na lista, em 7.º lugar, com 1,4 bilhões. Esses dados foram obtidos na Comunidade de Metrôs (COMET).

Sobre o Pick-upau
O Pick-upau é uma organização não-governamental sem fins lucrativos de caráter ambientalista 100% brasileira dedicada à preservação e a manutenção da biodiversidade do planeta. Fundada em 1999, por três ex-integrantes do Greenpeace-Brasil e originalmente criada no Cerrado brasileiro, tem sua base, próxima a uma das últimas e mais importantes reservas de mata atlântica da cidade São Paulo, a maior metrópole da América Latina. Por tratar-se de uma organização sobre Meio Ambiente, sem uma bandeira única, o Pick-upau possui e desenvolve projetos em diversas áreas ambientais.
Acesse: www.pick-upau.org.br

Sobre o Projeto Darwin
O “Projeto Darwin” tem como principais características conhecer e divulgar os atributos naturais e culturais dos Biomas Brasileiros, com ênfase na Floresta Atlântica Tropical, incluindo áreas particulares, Unidades de Conservação e Terras Indígenas.
Além dos inventários biológicos das espécies predominantes da fauna e da flora (pesquisa), há o compromisso de sensibilizar o maior número de pessoas possíveis para tornar viável o desenvolvimento sócio-econômico das regiões inseridas no projeto e a preservação do ambiente. Outro aspecto relevante e diferencial do Projeto Darwin é o envolvimento de comunidades tradicionais como a Aldeia Guarani Tenonde Porã.
Acesse: www.darwin.org.br

Sobre o fotógrafo
J. Andrade, paulistano, nascido em 1976, fotografou para revistas de turismo de 2002 a 2003, publicando cerca de 150 fotos de natureza neste período. Trabalhou como repórter fotográfico em 2004 para várias revistas em São Paulo, é autor da coluna Visão Ecológica da Revista EcolBrasil e desde então é fotógrafo independente. É o responsável pela editoria de fotografia do Portal Pick-upau – Central de Educação e Jornalismo Ambiental (www.pick-upau.org.br), desde 2001. No inicio dos anos 2000 participou de diversas expedições fotográficas por inúmeros estados brasileiros. Entre 2007 e 2010 estreou diversas exposições em Shoppings, Estações de Metrô e parques em São Paulo, entre elas “Zona Selvagem”, “Além Jardim”, “Réquiem”, “Retratos Atlânticos” e “Primavera”. Em 2010, lançou o livro “Villas - Guarani M’bya: Tenonde Porã”. Deixou a arquitetura definitivamente em 2006 e dedica-se preferencialmente a fotografia de vida selvagem e registro de patrimônios históricos, artísticos, naturais e culturais.

Sobre a Terra Indígena Tenonde Porã
A aldeia Tenonde Porã está situada na região sul do município de São Paulo (cerca de 60 km do centro), Distrito de Parelheiros, com grande parte da área indígena às margens da represa Billings. A comunidade Guarani M’bya possui apenas 26 hectares, demarcados e homologados em 1987, onde vivem atualmente 170 famílias com cerca de 900 pessoas. Apesar do crescimento acelerado e desordenado da região e do contato com a sociedade do entorno, esta população vem se assegurando como um povo. Os conhecimentos milenares são passados por gerações através da oralidade dos mais velhos, seus rituais, artesanato e da valorização de sua cultura.

Sobre os Guaranis
Os Guaranis M’bya estão em várias regiões da América do Sul, existem aldeias na Argentina, Paraguai e Bolívia. No Brasil se localizam principalmente na região do litoral, do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo e outras regiões como no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. São a maior etnia indígena no Brasil somando aproximadamente 35 mil pessoas. Sendo um povo bastante religioso tem na execução de tarefas cotidianas a busca da harmonia com a natureza, da força espiritual de Nhanderu e do Sol, criado por ele. Diariamente a comunidade se encontra na Opy, a Casa de Reza, para cantar, rezar e dançar e os mais velhos ensinam as crianças o conhecimento ancestral. Na aldeia, além do cacique, a principal liderança é o Xeramoi, o nome do pajé Guarani. Os Guaranis sabem da importância de todos os seres e que cada elemento da natureza tem um espírito e buscam parceiros para impedir a destruição do planeta.

Da Redação
Com informações do Estado de São Paulo

 
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