“Atlântica” fará turnê pelo Metrô de São Paulo
Exposição celebra o Ano Internacional das Florestas

23/05/2011 - A exposição fotográfica “Atlântica, dos índios a nós”, com 52 imagens da Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos, uma das maiores áreas verdes cidade de São Paulo, cerca de 1/6 de todo município estreia em junho turnê no Metrô de São Paulo.

Reprodução/Pick-upau

Com destaque para a flora, a mostra apresenta detalhes da Mata Atlântica da região, classificada como Floresta Ombrófila Densa Montana. As imagens foram feitas em regiões ainda pouco habitadas e ao longo da Represa Billings. Informações sobre a biodiversidade da região também fazem parte dos dois formatos que foram lançados, em papel fotográfico profissional, para locais fechados e com iluminação controlada e uma versão em banner para parques e outros ambientes abertos. A mostra foi produzida em dois idiomas (inglês e português). A turnê começa na estação Luz, passa pelo Brás e chega ao Largo Treze em agosto.

Serviço:
Exposição “Atlântica – dos índios a nós”
Tema: Ano Internacional das Florestas – Biodiversidade da Mata Atlântica
Onde: Metrô da cidade de São Paulo
Quando: de junho a Agosto de 2011
Quanto: Gratuito

Estações de Metrô

Metrô – Estação Luz (Linha Azul)
Endereço: Av. Prestes Maia, 925
Data: Junho de 2011
Características: Estação enterrada com mezanino de distribuição e plataformas central e laterais com estrutura em concreto aparente. Futura integração com a Linha 4-Amarela e com a Ferrovia (integração centro - CPTM).
Capacidade: 40.000 passageiros/hora/pico
Área Construída: 18.250 m2
Inauguração: 26/09/1975

Metrô – Brás (Linha Vermelha)
Endereço: Rua Domingos Paiva, s/no
Data: Julho de 2011
Características: Estação elevada com plataformas laterais e central, estrutura em concreto aparente e cobertura espacial metálica treliçada. Possui acesso para pessoas portadoras de deficiência e integração com a ferrovia (CPTM).
Capacidade: 60.000 passageiros/hora/pico
Área Construída: 23.350 m2
Inauguração: 10/03/1979

Metrô – Largo Treze (Linha Lilás)
Endereço: Av. Carlos Caldeira Filho, 4261
Data: Agosto de 2011
Características: Estação elevada, com hall de distribuição no nível térreo, estrutura em concreto aparente, plataformas laterais em estrutura mista de concreto e metálica, com cobertura de estrutura metálica aporticada em forma elíptica e telhas de alumínio tipo sanduíche. Possui acessos para portadores de deficiência e integração com Terminal de Ônibus Urbano.

Capacidade: 22.038 passageiros/hora/pico
Área Construída: 5.209,00 m²
Inauguração: 20/10/2002

Sites:
J. Andrade: http://www.jotandrade.com/
Pick-upau: http://www.pick-upau.org.br
Metrô de SP: http://www.metro.sp.gov.br/

*Programação sujeita a mudanças.

Reprodução/Pick-upau

Sobre o Pick-upau
O Pick-upau é uma organização não-governamental sem fins lucrativos de caráter ambientalista 100% brasileira dedicada à preservação e a manutenção da biodiversidade do planeta. Fundada em 1999, por três ex-integrantes do Greenpeace-Brasil e originalmente criada no Cerrado brasileiro, tem sua base, próxima a uma das últimas e mais importantes reservas de mata atlântica da cidade São Paulo, a maior metrópole da América Latina. Por tratar-se de uma organização sobre Meio Ambiente, sem uma bandeira única, o Pick-upau possui e desenvolve projetos em diversas áreas ambientais.
Acesse: www.pick-upau.org.br

Sobre a APA Capivari-Monos
A Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos (APA) é um tipo de Unidade de Conservação, onde existem terras públicas e privadas, cujos objetivos são: proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e os remanescentes da Mata Atlântica; resguardar o patrimônio arqueológico e cultural; promover a melhoria da qualidade de vida das populações; manter o caráter rural da região e evitar o avanço da ocupação urbana na área protegida. Criada em junho de 2001, a APA possui 25 mil hectares (1/6 da área de São Paulo) e está inserida na Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo e na Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Sobre a Terra Indígena Tenonde Porã
A aldeia Tenonde Porã está situada na região sul do município de São Paulo (cerca de 60 km do centro), Distrito de Parelheiros, com grande parte da área indígena às margens da represa Billings. A comunidade Guarani M’bya possui apenas 26 hectares, demarcados e homologados em 1987, onde vivem atualmente 170 famílias com cerca de 900 pessoas. Apesar do crescimento acelerado e desordenado da região e do contato com a sociedade do entorno, esta população vem se assegurando como um povo. Os conhecimentos milenares são passados por gerações através da oralidade dos mais velhos, seus rituais, artesanato e da valorização de sua cultura.

Sobre os Guaranis
Os Guaranis M’bya estão em várias regiões da América do Sul, existem aldeias na Argentina, Paraguai e Bolívia. No Brasil se localizam principalmente na região do litoral, do Rio Grande do Sul até o Espírito Santo e outras regiões como no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. São a maior etnia indígena no Brasil somando aproximadamente 35 mil pessoas. Sendo um povo bastante religioso tem na execução de tarefas cotidianas a busca da harmonia com a natureza, da força espiritual de Nhanderu e do Sol, criado por ele. Diariamente a comunidade se encontra na Opy, a Casa de Reza, para cantar, rezar e dançar e os mais velhos ensinam as crianças o conhecimento ancestral. Na aldeia, além do cacique, a principal liderança é o Xeramoi, o nome do pajé Guarani. Os Guaranis sabem da importância de todos os seres e que cada elemento da natureza tem um espírito e buscam parceiros para impedir a destruição do planeta.

Da Redação

 
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