'Pick-upau' é eleito representante da sociedade civil na Reserva da Biosfera
Presidente da ONG representará Consema no Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo

22/10/2012 – A 300ª Reunião Ordinária do CONSEMA (Conselho Estadual de Meio Ambiente), presidida pelo secretário-adjunto Rubens Rizek, aprovou a partir da eleição em plenária os conselheiros Daniel Glaessel (representante governamental) e Andrea Nascimento, presidente da Agência Ambiental Pick-upau (sociedade civil) como os representantes do Consema no Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo. Concorriam a vaga o Coronel Ronaldo Severo Ramos, da FAESP – Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (1 voto), Paulo Roberto Dallari Soares, da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (5 votos) e Andrea Nascimento, da Agência Ambiental Pick-upau (15 votos), houveram 9 abstenções.

Pick-upau/Divulgação

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo foi reconhecida, em 1993, pela UNESCO – Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, com as características próprias do entorno de uma megacidade, como São Paulo. Além da capital paulista a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde envolve outros setenta e um municípios, onde estão concentrados 10% da população brasileira.

Sobre a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde

Conselho de Gestão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo
DECRETO 47.094 de 18 de setembro de 2002
Corresponde ao Sub-comitê Estadual da RBMA
Estruturação, implementação e coordenação pelo IF-SMA/SP

Data de Criação: 9 de Junho de 1994 Certificado Conferido pela UNESCO
Superfície Abrangida: 1.611.710 ha
Municípios Abrangidos: 73
Bioma: Mata Atlântica e Cerrado

Pick-upau/Divulgação

A Reserva da Biosfera é uma figura instituída pela UNESCO para abrigar uma rede de áreas, no globo, de relevante valor ambiental para a humanidade. Representa um forte compromisso do Governo local, perante seus cidadãos e a comunidade internacional que realizará os esforços e atos de gestão necessários para preservar essas áreas e estimular o Desenvolvimento Sustentável, dentro do espírito da solidariedade universal.

Os Governos locais, espontaneamente, indicam as áreas que querem ver declaradas como Reserva da Biosfera e se dispõem a transformar sua vontade política em ações concretas para que o propósito seja alcançado. A Reserva da Biosfera não interfere na soberania e no princípio de autodeterminação, porque apenas referenda e reforça os instrumentos de proteção (códigos, leis) já consagrados a nível local.

Segundo os preceitos do Programa - MaB (Man and Biosphere - O Homem e a Biosfera) da UNESCO, o zoneamento das Reservas da Biosfera preconiza três categorias de zoneamento para o planejamento da ocupação e uso do solo e de seus recursos ambientais:

ZONAS NÚCLEO: Representam áreas significativas de ecossistemas específicos. No caso da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, estas áreas são em sua maioria compostas por Unidades de Conservação Estaduais, englobando principalmente remanescentes da Mata Atlântica e algumas áreas de Cerrado. A maior parte destas Zonas Núcleo está sob a administração direta do Instituto Florestal, órgão da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. As áreas foram assim estabelecidas: Parque Estadual Albert Löfgren, Parque Estadual da Cantareira, Parque do Jaraguá, Reserva Florestal do Morro Grande, Parque Estadual do Jurupará, Parque Estadual da Serra do Mar e Estação Ecológica de Itapeti.

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ZONAS TAMPÃO: São constituídas pelas áreas subjacentes às Zonas Núcleo. Nestas áreas, todas as atividades desenvolvidas, sejam econômicas ou de qualquer outra natureza, devem se adequar às características de cada Zona Núcleo de forma a garantir uma total preservação dos ecossistemas envolvidos. As Zonas Tampão da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, abrigam outros espaços possuídos ou não pelo Estado, como Áreas de Proteção de Mananciais, Parque Nascente do Rio Tietê, Área Tombada da Serra do Japi, e inúmeras outras APAs-Áreas de Proteção Ambiental.

ZONAS DE TRANSIÇÃO: São constituídas pelas áreas externas às Zonas Tampão e permitem um uso mais intensivo, porém não destrutivo, do solo e seus recursos ambientais. São nestas áreas que os preceitos do Programa-MAB estimulam práticas voltadas para o Desenvolvimento Sustentável.
Com o apoio do Estado e a partir de um histórico movimento da Sociedade Civil, traduzido por 150.000 assinaturas, a UNESCO declarou, no dia 9 de Junho de 1994, a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo, parte integrante da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

A Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo é atualmente coordenada pelo Instituto Florestal da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

CINTURÃO VERDE DA CIDADE DE SÃO PAULO

A Região Metropolitana de São Paulo compreende 39 Municípios e ocupa uma superfície de 805.300 hectares com uma população de mais de 16 milhões de habitantes. Apresenta, portanto, uma concentração demográfica acima de 2.000 hab/km2. Com isso, esta região concentra mais de 10% da população brasileira em menos de 1 milésimo do território nacional.

Essa concentração demográfica se distribui de maneira caótica, engendrando um ambiente social de contradições que se reflete na organização do espaço territorial, saturando e consumindo os recursos ambientais. A cidade é a um só tempo "local de consumo e consumo do local".

Pick-upau/Divulgação

Na expansão constante da mancha urbana em direção à periferia, a cidade vai devorando seus recursos naturais, tecido verde, solo, água, ar e a própria memória do sítio primitivo. Fotos recentes de satélite revelam a mancha urbana avançando sobre áreas críticas sensíveis do Cinturão Verde, sem deter-se nos obstáculos naturais, como os mananciais de água da região sudeste, os paredões cristalinos da Serra da Cantareira na região norte e o maciço da Serra de Itapeti a leste.

Dentre as razões que motivaram a declaração do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo como Reserva da Biosfera, destaca-se o fato de que esta Reserva envolve a segunda maior cidade do planeta e concentra 10% da população brasileira com baixíssimos índices de área verde por habitante.

O Cinturão Verde é o responsável pela qualidade de vida da metrópole de São Paulo, na medida em que apresenta 10 grandes benefícios:

- Abriga os mananciais que abastecem a cidade e as cabeceiras e afluentes dos rios que cortam a área urbana;
- Estabiliza o clima, impedindo o avanço das ilhas de calor em direção à periferia;
- Auxilia na recuperação atmosférica filtrando o ar poluído, principalmente de substâncias particuladas;
- Abriga grande biodiversidade de espécies;
- Protege os solos de áreas vulneráveis, onde se produzem chuvas torrenciais, amenizando as enchentes na malha urbana;
- Uso social garante parte da segurança alimentar das cidades;
- Constitui reserva do patrimônio cultural;
- Apresenta forte potencial para novas descobertas científicas;
- Estimula as atividades autossustentáveis.

Em contrapartida, podemos também listar as 10 maiores ameaças ao Cinturão Verde:

- Especulação Imobiliária;
- Grandes obras de infraestrutura;
- Legislação inadequada e descumprida;
- Regulamentação fundiária precária;
- Extração ilegal de recursos florestais;
- Mineração;
- Lixo Urbano;
- Poluição atmosférica;
- Depredação do ambiente por indivíduos não conscientes;
- Desconcentração industrial.

Veja as UCs da RB na cidade de São Paulo

Área de Proteção Ambiental Mata do Iguatemi
Área de Proteção Ambiental Fazenda do Carmo
Área Natural Tombada Jardim da Luz
Área Natural Tombada Parque da Aclimação
Área Natural Tombada Parque da Independência
Parque Estadual do Jaraguá
Parque Estadual da Capital
Parque Estadual do Tiete
Parque Estadual das Fontes do Ipiranga
Reserva Biológica Estadual de Vila Facchini
Parque Estadual Cantareira
Área Natural Tombada Parque Siqueira Campos
Área Natural Tombada Bairros dos Jardins
Área Natural Tombada Parque Modernista
Área Natural Tombada Bairro do Pacaembu
Área Natural Tombada Parque do Ibirapuera
Parque Estadual da Serra do Mar
Área de Proteção Ambiental Várzea do Tiete
Área Natural Tombada Serra do Mar e Paranapiacaba

Fonte: Instituto Florestal do Estado de São Paulo

Da Redação
Com informações da SMA/SP e do IF/SP
Fotos: Pick-upau/Divulgação

 
 
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