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Aves de rapina sob ameaça
Morte de uma águia rara colocou as autoridades em alerta

11/08/2020 – A morte de uma águia-rabalva, conhecida na Grã-Bretanha como (White-tailed eagle), em Upper Donside chamou a atenção de conservacionistas e a indústria de tiros. A região ao redor de Strathdon tem paisagem montanhosa e pântanos abertos, um território muito propício para aves de rapina e outras tantas espécies de aves silvestres.

A caça de aves de rapina no Reino Unido é uma atividade muito antiga e há muito tempo gera conflitos de interesses, entre aqueles que preservam a biodiversidade e os que usam a indústria de tiro como ‘esporte’. Agora a morte de mais uma ave que estava sendo monitorada por satélite, encontrada em terras administradas pelos praticantes de tiro, gerou novas disputas.

Reprodução/Wikipedia

 



Segundo a polícia local, após testes toxicológicos, foi comprovado que a ave ingeriu um pesticida proibido e que estavam tratando a morte como suspeita. Aves de rapina costumam se alimentar de pintos jovens de produtores locais. Mas, encontrar e punir um responsável é uma tarefa quase impossível, dizem.

A Associação Escocesa de Guarda-Animais (Scottish Gamekeepers Association) foi rápida em condenar a morte da ave, mas por outro lado afirma que a indústria de tiro mudou. Ian Thomson, chefe de investigações da RSPB Escócia, mas diz não ter certeza de que o problema esteja sendo resolvido.

“Quando as pessoas estão abertamente, deliberadamente violando as leis de nossa terra para facilitar a matança de outros animais selvagens, acho profundamente frustrante. É uma questão sobre criminosos e nossa aparente incapacidade como sociedade de impedir isso.”

"As pessoas que fazem isso parecem agir como intocáveis e, em grande parte, parece que são porque é muito raro que alguém seja condenado por esses crimes".

Segundo Thomson, enquanto os envenenamentos caíram, as aves passaram a sofrer por tiros e captura, com o objetivo de destruir as evidências dos crimes iniciais. Diz ainda que há evidências que a matança ilegal das aves se ampliou durante a pandemia, visto que os criminosos se aproveitam da menor quantidade de agentes públicos em campo.

Reprodução/Wikipedia

 



“Nossos colegas ao sul da fronteira se referiram a um aumento nos incidentes de perseguição. Estamos vendo evidências de que isso aconteceu aqui também”, disse Thomson ao INews. A perseguição às aves de rapina envolve envenenamento, armadilhas, tiros, destruição de habitat e ninhos até a perturbação das aves.

Segundo o RSPB, 87 casos confirmados com aves de rapinas foram registrados em todo o Reino Unido, em 2018. Entretanto, conservacionistas afirmam que ó número real é muito maior, pois as aves são baleadas e os corpos e as tags de identificação são descartados pelos criminosos.

Preservar essas aves também é bom para os negócios. O ecoturismo transforma-se cada vez mais em uma atividade rentável e a pressão política está aumentando sobre os ministros escoceses para que tomem medidas para ampliar a proteção da vida selvagem. A ministra do Meio Ambiente, Mairi Gougeon, disse estar “enojada e irritada” com a morte “bárbara” da águia-rabalva. A legislação recente ampliou as sentenças sobre a morte ilegal de aves protegidas para cinco anos de prisão e multas ilimitadas.

Reprodução/Wikipedia

 



Criado em 2015, dentro do setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes, polinização de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção e plantio de espécies vegetais, além de atividades socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a importância em atuar na conservação das aves.

Da Redação, com informações do INews (Ian Marland)
Fotos: Reprodução/Wikipedia/Polícia Escocesa

 
 
 
 
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