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Aves mudam de altitude para sobreviver as grandes jornadas por mares e desertos
Os resultados mostram diferenças impressionantes no comportamento de voo

11/03/2026 – Todos os anos, bilhões de aves atravessam desertos e mares em longas migrações, sem locais para parar e descansar. Um estudo internacional publicado na iScience, conduzido por pesquisadores do Tour du Valat, CEFE/CNRS, Muséum national d'Histoire Naturelle e Instituto Ornitológico Suíço, revelou que pequenas aves migratórias ajustam a altitude de voo ao cruzar barreiras ecológicas, como o Deserto do Saara e grandes áreas marinhas entre a Europa e a África subsaariana.

Com o uso de dispositivos de rastreamento multissensoriais em miniatura, os cientistas acompanharam 17 espécies durante essas travessias e identificaram diferenças marcantes no comportamento de voo. As estratégias adotadas variam conforme características físicas, como a morfologia das asas e a cor da plumagem, mostrando que fatores corporais influenciam diretamente a forma como essas aves enfrentam ambientes extremos.

Ao cruzar o Deserto do Saara, as aves voam em altitudes muito mais elevadas do que sobre o mar, alcançando entre 2.500 e 4.000 metros, especialmente durante o dia. Já nas travessias marítimas, costumam voar bem mais baixo, às vezes a apenas algumas dezenas de metros da superfície.

Segundo Jocelyn Champagnon, do Tour du Valat, embora essas aves migrem principalmente à noite, elas podem prolongar o voo durante o dia ao atravessar o deserto. Ao amanhecer, sobem para altitudes maiores, provavelmente para evitar o superaquecimento ao buscar ar mais fresco. Em contraste, sobre o mar, descem a altitudes mais baixas, o que aumenta o risco de colisões com futuros parques eólicos offshore.

O estudo revela que o tamanho e a cor das asas influenciam diretamente a altitude de voo das aves migratórias. Espécies com asas maiores tendem a voar mais alto, pois a maior área alar gera mais sustentação em ar rarefeito. Aves com plumagem mais escura também sobem mais durante travessias diurnas no deserto, provavelmente para lidar melhor com o calor da radiação solar.

Reprodução/Pixabay

 



Além disso, espécies com ossos das asas mais curtos alcançam maiores altitudes durante o dia, possivelmente para dissipar calor no ar mais frio. Já aquelas com ossos mais longos, que possuem asas maiores e mais vascularizadas, conseguem dissipar calor com mais eficiência e tolerar temperaturas elevadas sem precisar subir tanto. No conjunto, os resultados mostram que as estratégias migratórias estão fortemente ligadas à anatomia e às limitações térmicas das espécies.

Sobre barreiras marinhas, algumas espécies — especialmente a chasco-ruivo — voam muito próximas à superfície do mar, muitas vezes passando grande parte da travessia abaixo dos 50 metros de altitude. Esse voo em baixa altura pode reduzir o gasto de energia, ao aproveitar ventos mais calmos ou efeitos aerodinâmicos próximos à água, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para confirmar plenamente as vantagens dessa estratégia.

As populações de aves migratórias de longa distância estão diminuindo, e barreiras ecológicas como desertos e mares são etapas especialmente arriscadas da migração. O estudo mostra que as estratégias de travessia são altamente precisas, mas também sensíveis a mudanças ambientais.

Os resultados também têm implicações para a energia eólica marinha: como muitas aves cruzam o mar em baixas altitudes, próximas à superfície, elas podem ficar ao alcance de turbinas offshore. Entender quando, onde e a que altura essas aves voam pode ajudar no planejamento e na operação de parques eólicos, reduzindo o risco de colisões.

Saiba mais: Paul Dufour et al, Estratégias de travessia de barreiras ecológicas em pequenas aves migratórias dependem da morfologia das asas e da cor da plumagem, iScience (2026). DOI: 10.1016/j.isci.2025.114466

Criado em 2015, dentro do setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau, a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos, pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes, polinização de flores, são publicadas na Darwin Society Magazine; produção e plantio de espécies vegetais, além de atividades socioambientais com crianças, jovens e adultos, sobre a importância em atuar na conservação das aves.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
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