Pesquisa
revela segredo sobre micróbios mais comuns das profundezas
dos oceanos
Pesquisa
contradiz hipótese sobre captura de carbono no oceano
profundo
10/07/2026 – Um estudo
internacional publicado na revista Nature Geoscience revelou
que os microrganismos mais abundantes do oceano profundo
capturam muito menos carbono do que se acreditava. A descoberta
desafia uma teoria importante da oceanografia e pode mudar
a compreensão sobre o papel do "oceano escuro"
no equilíbrio biológico dos oceanos.
O estudo provoca a ideia
de que a fixação de carbono no oceano profundo
ocorre principalmente por meio da nitrificação
realizada por arqueias oxidantes de amônia. Os resultados
indicam que outros processos microbianos, como os ligados
à heterotrofia, podem ter um papel mais importante
na captura de carbono do que se pensava.
O estudo investigou uma
discrepância entre as taxas observadas de fixação
de carbono no oceano profundo e a quantidade de nitrogênio
disponível para sustentar a nitrificação.
Para entender essa diferença, os pesquisadores coletaram
amostras entre 60 e 600 metros de profundidade em diferentes
ambientes do leste do Oceano Pacífico tropical e
subtropical.
Os pesquisadores bloquearam
a atividade das arqueias oxidantes de amônia para
medir sua contribuição na fixação
de carbono. Apesar de serem muito abundantes no oceano profundo,
os resultados mostraram que esses microrganismos respondem
por apenas uma pequena parte da captura de carbono nas áreas
analisadas.
O estudo mostrou que as
arqueias oxidantes de amônia respondem por apenas
4% a 25% da fixação de carbono no oceano profundo,
com maior atuação entre 120 e 175 metros de
profundidade. Apesar de serem muito abundantes, os resultados
indicam que seu papel na captura de carbono é bem
menor do que se acreditava.
O estudo indica que microrganismos
heterotróficos e bactérias ligadas à
oxidação do enxofre podem ter papel importante
na fixação de carbono no oceano profundo.
A descoberta revela que esse processo é mais complexo
do que se imaginava e pode contribuir para aprimorar os
modelos sobre o armazenamento biológico de carbono
nos oceanos.
A pesquisa mostra que outros
mecanismos biológicos podem sustentar a fixação
de carbono no oceano profundo. Embora as arqueias da família
Nitrosopumilaceae sejam muito abundantes nas profundezas
marinhas, os resultados sugerem que sua contribuição
para esse processo é menor do que se acreditava.
Os pesquisadores verificaram
que as arqueias oxidantes de amônia são raras
na superfície, mas se tornam muito abundantes nas
águas profundas, com diferentes grupos predominando
conforme a profundidade. Os resultados sugerem que alguns
desses microrganismos podem usar mecanismos ainda desconhecidos,
reforçando a necessidade de entender melhor quem
participa da fixação de carbono para aprimorar
as previsões sobre os impactos das mudanças
climáticas nos oceanos.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay