Competições
de canto de pássaros no Sudeste Asiático ameaçam
espécies canoras
Cientistas
dizem que retirada dessas aves da natureza reduz a biodiversidade
e altera funcionamento do meio ambiente
29/07/2026 – Cientistas
alertam que a captura de milhões de aves silvestres
para o comércio de animais de estimação
e competições de canto na Indonésia
ameaça a biodiversidade e o equilíbrio das
florestas. Embora essas competições sejam
uma tradição cultural no país, a retirada
intensa de aves da natureza tem colocado diversas espécies
em risco de extinção.
Nas competições
de canto na Indonésia, diversas espécies de
aves se apresentam, com destaque para os shamas-de-rabadilha-branca,
valorizados pela beleza e pelo canto. Os vencedores recebem
prêmios valiosos, como carros e dinheiro, além
de aumentar o valor comercial das aves.
O prestígio e os
altos prêmios das competições de canto
incentivam a captura ilegal de aves, contribuindo para o
desaparecimento dos pássaros nas florestas. A demanda
é reforçada pela crença de que aves
silvestres cantam melhor do que as criadas em cativeiro.
A Indonésia abriga
um dos maiores mercados de aves canoras do mundo, impulsionando
o comércio ilegal e ameaçando a biodiversidade.
Apesar da grande diversidade de aves no país, muitas
espécies protegidas e endêmicas são
vendidas, incluindo o mainá-de-asas-pretas e a pega-verde-de-java,
que estão à beira da extinção.
Milhões de aves canoras
são mantidas em cativeiro na Indonésia, principalmente
capturadas na natureza. Estima-se que até 187 milhões
de pássaros estejam em gaiolas, número que
levou pesquisadores a alertarem que pode haver mais aves
presas do que vivendo livremente no ambiente natural.
A captura excessiva de aves
na Indonésia está tornando as florestas mais
silenciosas e ameaçando espécies. Além
da perda de biodiversidade, o desaparecimento dessas aves
prejudica funções ecológicas importantes,
como dispersão de sementes, polinização
e controle de insetos. Pesquisadores alertam para o risco
de uma “floresta vazia”, com áreas verdes,
mas sem a presença dos animais essenciais ao equilíbrio
do ecossistema.
O Centro Wak Gatak recebe
aves apreendidas do comércio ilegal e tenta recuperá-las
após chegarem debilitadas por transporte clandestino.
Muitas não sobrevivem, mas algumas passam por reabilitação
e são devolvidas à natureza. Apesar dos esforços,
os pesquisadores destacam que o trabalho ainda é
pequeno diante da grande escala da ameaça às
aves.
Especialistas afirmam que
combater o tráfico de aves exige mais do que fiscalização
e reabilitação, sendo necessário reduzir
a procura por animais capturados na natureza. Campanhas
educativas e ações contra competições
de canto já existem, mas enfrentam dificuldades devido
à influência política de criadores e
torneios locais.
Criado em 2015, dentro do
setor de pesquisa da Agência Ambiental Pick-upau,
a Plataforma Darwin, o Projeto Aves realiza atividades voltadas
ao estudo e conservação desses animais. Pesquisas
científicas como levantamentos quantitativos e qualitativos,
pesquisas sobre frugivoria e dispersão de sementes,
polinização de flores, são publicadas
na Darwin Society Magazine; produção e plantio
de espécies vegetais, além de atividades socioambientais
com crianças, jovens e adultos, sobre a importância
em atuar na conservação das aves.
Da Redação,
com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay