21/01/2026
– Pesquisadores da Universidade de Rutgers propõem
uma abordagem inspirada na natureza para combater a poluição
plástica. O professor Yuwei Gu percebeu que, ao contrário
dos plásticos sintéticos que persistem indefinidamente,
os polímeros naturais da biologia, como proteínas,
DNA, RNA e celulose, não se acumulam em longo prazo, sugerindo
que a solução para a durabilidade excessiva dos plásticos
pode estar na química.
O professor Gu percebeu que os polímeros
biológicos possuem características químicas
que permitem suas ligações se quebrarem no momento
certo e sugeriu que plásticos sintéticos poderiam
ser projetados para agir da mesma forma. Ele e sua equipe demonstraram
que, ao copiar essa estratégia da natureza, é possível
criar plásticos que se decompõem em condições
comuns, sem precisar de altas temperaturas ou produtos químicos
agressivos.
Os plásticos são polímeros
formados por unidades repetidas conectadas por ligações
químicas, que dão durabilidade aos materiais, mas
dificultam sua decomposição. Pesquisadores da Universidade
de Rutgers focaram em criar ligações que permaneçam
fortes durante o uso, mas que se tornem mais fáceis de romper
quando a degradação for desejada, permitindo plásticos
mais sustentáveis.
Os pesquisadores descobriram que,
ao organizar cuidadosamente a estrutura química do plástico,
ele pode ser “pré-dobrado” em nível molecular
para se desfazer rapidamente quando acionado, de forma semelhante
a rasgar um papel ao longo de uma dobra. Gu destacou que a disposição
espacial dos grupos químicos vizinhos controla drasticamente
a velocidade de degradação, permitindo projetar plásticos
que se decomponham em dias, meses ou anos, conforme desejado.
O professor explicou que a estratégia
permite criar plásticos que cumprem sua função
durante o uso e depois se decompõem naturalmente. Sua equipe
investiga se os fragmentos resultantes são seguros para organismos
e ecossistemas, além de explorar como aplicar a abordagem
a plásticos convencionais, integrá-la à fabricação
existente e até desenvolver cápsulas para liberação
controlada de medicamentos.
Da Redação, com informações
de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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