09/02/2026
– Pesquisadores da Universidade Metropolitana de Tóquio
investigaram o destino do fertilizante revestido com polímero
(FRP) usado na agricultura e seu impacto nos oceanos. Estudando
praias japonesas, descobriram que apenas 0,2% do FRP aplicado chega
aos rios e ao litoral, mas esse valor sobe para 28% quando há
canais conectando os campos ao mar. O estudo, publicado na Marine
Pollution Bulletin, aponta que o FRP pode representar um “sumidouro”
relevante na circulação global de plásticos.
A poluição por plástico
nos oceanos ameaça a vida selvagem, os ecossistemas e a saúde
humana. Estima-se que cerca de 90% do plástico que chega
ao mar desaparece da superfície, acumulando-se no fundo ou
em outros depósitos. Para reduzir esse acúmulo, cientistas
investigam os caminhos complexos que o plástico percorre
desde seu ponto de uso até chegar ao oceano.
Fertilizantes revestidos com polímero
(PCFs) são uma importante fonte de microplásticos,
pois recebem uma fina camada plástica para controlar a liberação
de nutrientes e aumentar sua durabilidade. Amplamente usados no
Japão, China, EUA, Reino Unido e Europa Ocidental, estudos
mostram que 50 a 90% dos detritos plásticos nas praias japonesas
derivam desses fertilizantes. No entanto, ainda não se compreende
totalmente como as PCFs são transportadas da terra para o
mar e como isso influencia seu acúmulo final nos oceanos.
Os pesquisadores analisaram o destino
de fertilizantes revestidos com polímero (PCFs) em 17 praias
japonesas. Próximo a rios, menos de 0,2% do material chega
às praias, enquanto 77% permanece nos campos e 22,8% vai
para o mar. Em áreas com drenagem direta, 28% retornam às
praias. O estudo conclui que ondas e marés tornam as praias
depósitos temporários de microplásticos, mas
a maior parte das PCFs perdidas acaba desaparecendo nos rios e no
oceano.
A equipe também constatou que
muitos microplásticos de PCF apresentavam coloração
avermelhada e marrom, e análises por EDX mostraram a presença
de partículas de óxido de ferro e alumínio,
possivelmente tornando as cápsulas mais pesadas e menos propensas
a voltar à costa. Apesar dos desafios em entender o transporte
desses poluentes, o estudo representa um passo inicial importante
para rastrear a contribuição dos PCFs ao problema
global dos plásticos desaparecidos.
Saiba mais: Dolgormaa Munkhbat et
al, Uma primeira abordagem para estimar o vazamento de microplásticos
derivados de fertilizantes revestidos com polímeros de arrozais
para praias, Marine Pollution Bulletin (2026). DOI: 10.1016/j.marpolbul.2025.119086
Da Redação, com informações
de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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