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Havaí testa asfalto feito com plásticos reciclados de redes de pesca

O asfalto modificado por polímeros (PMA) é produzido, misturando um copolímero ao ligante asfáltico

 
 

06/04/2026 – O Havaí enfrenta dificuldades para reciclar plástico devido a desafios econômicos e logísticos, incluindo o acúmulo de detritos marinhos. Para lidar com isso, pesquisadores estão desenvolvendo uma técnica inovadora que transforma redes de pesca abandonadas e lixo plástico em asfalto para pavimentação de estradas, mostrando potencial como solução para o problema. Os resultados iniciais serão apresentados em um importante evento científico da Sociedade Americana de Química.

O estudo avalia se o uso de plásticos reciclados no asfalto do Havaí é uma solução responsável, destacando que isso pode reduzir impactos ambientais e custos com transporte e descarte de resíduos. Desde 2020, o estado já utiliza asfalto modificado por polímeros, que é mais durável e resistente a danos, características importantes para o clima tropical local.

O asfalto modificado por polímeros (PMA) é produzido, misturando um copolímero ao ligante asfáltico e depois combinando-o com pedras e areia aquecidas. A partir disso, surge a proposta de usar plásticos descartados nesse processo como alternativa sustentável, levantando questões sobre seu desempenho e possíveis impactos ambientais, como a liberação de microplásticos ou substâncias químicas.

O Departamento de Transportes do Havaí procurou pesquisadores para investigar o uso de plásticos reciclados no asfalto. Como parte do projeto, solicitou à equipe o fornecimento de redes de pesca abandonadas retiradas do mar para serem utilizadas na produção de pavimentos asfálticos modificados.

O estudo destaca que equipamentos de pesca abandonados são a principal fonte de detritos marinhos no Havaí, e que um projeto já removeu grandes quantidades desse material do oceano. Além disso, o Departamento de Transportes solicitou estudos para comparar a possível liberação de microplásticos entre pavimentos com plástico reciclado e os tradicionais.

O laboratório da CMDR possui tecnologia avançada para analisar microplásticos, o que fortalece sua missão de remover e reciclar detritos marinhos em materiais úteis. Após a conversão dos resíduos em produtos adequados, o Departamento testou essas misturas de asfalto com plástico reciclado nas ruas.

Reprodução/Pixabay

 



Na ilha de Oahu, trechos de uma estrada residencial foram pavimentados com asfalto contendo SBS padrão e polietileno reciclado, incluindo redes de pesca. Após 11 meses de uso, a equipe de pesquisadores coletou poeira da estrada para analisar a presença de microplásticos, separando-os de outros materiais como fragmentos maiores de plástico e borracha de pneus.

Usando cromatografia gasosa de pirólise com espectrometria de massas, a equipe identificou os polímeros presentes: estireno e butadieno do PMA padrão, polietileno dos plásticos reciclados e redes de pesca, e borracha de pneus. Os testes mostraram que o asfalto com polietileno reciclado não liberou mais polímeros que o pavimento convencional, confirmando isso em análises mecânicas e simulações de águas pluviais.

Foram encontradas partículas do tamanho de microplásticos, mas poucas eram de polietileno, pois os polímeros estão fundidos no asfalto, liberando partículas que misturam plástico, pedra e ligante. A equipe também compara a liberação de polímeros do pavimento com a proveniente da borracha dos pneus na poeira da estrada.

O desgaste dos pneus gerou sinais muito fortes que mascararam a presença de polietileno, exigindo análises detalhadas para detectá-lo. Embora sejam necessárias mais pesquisas sobre a durabilidade do pavimento, os pesquisadores acreditam que reutilizar plásticos na pavimentação pode reduzir o lixo em aterros e no mar do Havaí, mostrando que a reciclagem pode ser eficaz quando há foco na sustentabilidade.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
     
     
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