13/07/2026
– As negociações da ONU para criar um tratado
global contra a poluição por plásticos foram
retomadas em Nairóbi, no Quênia, com foco no debate
sobre a limitação da produção de plástico.
O tema é considerado estratégico porque a maior parte
do plástico é derivada de combustíveis fósseis,
contribuindo para as emissões de gases de efeito estufa e
dificultando o cumprimento das metas climáticas.
O principal conflito envolve o alcance
do acordo: países produtores de petróleo defendem
medidas voltadas principalmente ao gerenciamento de resíduos,
enquanto outras nações defendem a redução
da produção de plástico. A reunião busca
reunir propostas para um novo rascunho do tratado, que será
negociado oficialmente em 2027.
Arábia Saudita, Estados Unidos,
Rússia e Índia defendem que o tratado da ONU se concentre
na gestão dos resíduos plásticos, sem impor
limites à fabricação do material. Os Estados
Unidos afirmam apoiar medidas práticas e economicamente viáveis,
mas rejeitam restrições globais à produção.
Por outro lado, a maioria dos países,
incluindo nações da Europa, América Latina,
África e ilhas do Pacífico, defende a redução
da produção de plástico para níveis
sustentáveis. Eles alertam que a fabricação
pode triplicar até 2060 sem novas medidas e destacam que
ignorar a superprodução agravará impactos sobre
o clima, a saúde e os ecossistemas.
Organizações ambientais
criticaram a falta de prioridade dada à redução
da produção de plástico nas negociações,
temendo que o tema seja considerado politicamente inviável
e resulte em um tratado pouco ambicioso. O presidente das negociações,
o embaixador chileno Julio Cordano, afirmou que nenhum assunto está
excluído e que os países poderão apresentar
propostas para buscar soluções e alcançar um
acordo.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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