14/07/2026
– Pesquisadores da UFPA identificaram, pela primeira vez nas
Américas, microplásticos em girinos da Amazônia.
A descoberta mostra que a poluição plástica
já alcança até ambientes temporários
em áreas preservadas da floresta, reforçando as evidências
de que esses resíduos estão presentes em praticamente
todos os ecossistemas do planeta.
Segundo os pesquisadores, poças
temporárias em áreas florestais são importantes
berçários para anfíbios e recebem microplásticos
por mecanismos diferentes dos rios e lagos. As florestas funcionam
como reservatórios dessas partículas, que são
transportadas pelo vento e pela água e, durante as chuvas,
acabam sendo levadas para poças e lagoas.
Os girinos entram em contato com microplásticos
principalmente pela ingestão acidental, ao confundir as partículas
com alimento ou consumir organismos contaminados. Além disso,
os microplásticos podem se acumular nas brânquias e
na pele, comprometendo funções fisiológicas,
já que os anfíbios na fase larval possuem brânquias
e pele altamente permeável.
Os microplásticos podem causar
danos ao sistema digestório, aos tecidos, ao crescimento,
ao comportamento e até ao DNA dos girinos. Pesquisadores
também investigam se essas partículas permanecem nos
animais após a metamorfose. Estudos anteriores do mesmo grupo
já haviam identificado microplásticos nos pulmões
de duas espécies de sapos amazônicos.
Os pesquisadores não identificaram
a origem exata dos microplásticos, mas observaram predominância
de fibras sintéticas, como poliéster, nylon e acrílico,
liberadas principalmente durante a lavagem de roupas. Embora a área
estudada seja preservada, comunidades próximas com infraestrutura
limitada de saneamento podem contribuir para a contaminação
dos ambientes aquáticos.
A concentração de microplásticos
encontrada nas lagoas temporárias da Amazônia apresentou
níveis semelhantes aos de áreas com forte impacto
humano. O resultado mostra que até áreas protegidas
sofrem com a poluição plástica, que pode chegar
de fontes locais ou distantes, evidenciando a dimensão global
do problema.
Os anfíbios são considerados
importantes indicadores da qualidade ambiental por serem sensíveis
às mudanças nos ecossistemas. Como estão entre
os grupos de vertebrados mais ameaçados, entender os impactos
dos microplásticos sobre essas espécies é essencial
para sua conservação e para avaliar a saúde
da Amazônia.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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