18/08/2026
– Pesquisadores chineses desenvolveram uma tecnologia que
transforma resíduos plásticos em combustível
para aviões, oferecendo uma alternativa para reduzir as emissões
da aviação. O método, publicado na revista
Nature Energy, produz um combustível semelhante ao querosene
de aviação, com custo estimado entre US$ 1 e US$ 1,80
por quilo. A inovação busca enfrentar ao mesmo tempo
a poluição causada pelo plástico e as emissões
de gases de efeito estufa do transporte aéreo.
Pesquisadores de universidades chinesas
desenvolveram um catalisador que quebra resíduos plásticos
e os transforma em hidrocarbonetos adequados para combustível
de aviação. A inovação permite controlar
melhor as reações químicas, superando um dos
principais desafios desse processo: evitar a formação
de uma mistura desordenada de produtos durante a degradação
do plástico.
O processo transforma resíduos
plásticos em combustível de aviação
em duas etapas: primeiro, o plástico é aquecido para
se decompor em moléculas menores; depois, um catalisador
à base de rutênio converte esses compostos em um combustível
rico em cicloalcanos, de alta densidade energética. Segundo
os pesquisadores, o produto final atende aos requisitos da aviação
e apresenta desempenho superior ao de alguns métodos convencionais
de reciclagem química.
Com o custo entre US$ 1 e US$ 1,80
por quilo, segundo os pesquisadores, o valor pode ajudar a ampliar
o uso de combustíveis sustentáveis de aviação
(SAF), cujo alto custo ainda é um dos principais obstáculos
para a descarbonização do setor aéreo.
Apesar dos resultados promissores,
a tecnologia ainda está em fase experimental. Os pesquisadores
buscam ampliar a produção em escala industrial e desenvolver
sistemas contínuos para processar resíduos plásticos.
Se superar esses desafios, a inovação poderá
transformar resíduos plásticos em combustível
sustentável para a aviação, contribuindo para
reduzir a poluição e as emissões do setor.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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