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Pesquisadores encontram microplásticos em animais a 2 mil metros de profundidade

Estudo encontrou resíduos em caramujos e mexilhões que vivem em fontes quentes do Pacífico e do Índico

 
 

19/08/2026 – Um estudo internacional encontrou microplásticos em 92% dos animais coletados próximos a fontes hidrotermais profundas, a mais de dois mil metros de profundidade. A pesquisa, realizada por instituições sul-coreanas, foi a primeira a comparar a contaminação por microplásticos em diferentes oceanos nesse ambiente extremo e isolado.

Microplásticos são pequenos fragmentos de plástico resultantes da degradação de materiais maiores e chegam aos oceanos em grandes quantidades todos os anos. Apesar de a poluição ser muito estudada em áreas costeiras e na superfície, as regiões profundas do oceano, que representam a maior parte do ambiente marinho, ainda são pouco conhecidas, especialmente as fontes hidrotermais.

Pesquisadores coletaram moluscos em fontes hidrotermais do Oceano Pacífico e Índico para analisar a presença de microplásticos em seus tecidos. O estudo encontrou uma média de 3,42 partículas por animal, com predominância de poliestireno, diferente dos plásticos mais comuns encontrados na superfície dos oceanos.

Reprodução/Pixabay

 



O estudo mostrou que a forma de alimentação dos animais influencia a distribuição dos microplásticos em seus corpos. Nos caramujos, as partículas se concentraram no sistema digestivo, enquanto nos mexilhões, que filtram a água, os microplásticos ficaram espalhados pelos tecidos.

A pesquisa revelou diferenças na contaminação por microplásticos entre as regiões estudadas. Animais do Oceano Índico apresentaram concentrações até 14,7 vezes maiores que os do sudoeste do Pacífico, possivelmente devido à influência da poluição de rios, atividades humanas e correntes oceânicas que transportam e acumulam resíduos.

Os pesquisadores destacam que os dados podem ajudar no monitoramento ambiental, na criação de políticas de conservação e na avaliação dos impactos da mineração submarina em áreas próximas a fontes hidrotermais.

Da Redação, com informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay

 
 
 
     
     
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