09/09/2026
– Pesquisadores nos Estados Unidos desenvolveram uma rede
adesiva inspirada em estruturas de algas marinhas capaz de remover
partículas de plástico de diferentes tamanhos da água.
Em laboratório, o material capturou partículas que
variavam de centenas de nanômetros a vários milímetros.
Nos testes com microplásticos
coletados do ambiente, a tecnologia atingiu até 92% de eficiência
na remoção e funcionou tanto em água doce quanto
em ambientes de alta salinidade. Para alcançar esse resultado,
a rede foi projetada para capturar partículas por meio de
dois mecanismos diferentes.
A tecnologia combina dois mecanismos:
a malha retém os fragmentos maiores, enquanto fibras finas
e ramificadas capturam as partículas menores por aderência.
Assim, a estrutura funciona tanto como uma peneira quanto como uma
superfície capaz de prender microplásticos.
Publicado na revista Science Advances,
o trabalho foi inspirado em estruturas naturais formadas por algas
marinhas, conhecidas como “bolas de Netuno”, que acumulam
partículas de plástico no oceano. Os pesquisadores
buscaram reproduzir essa capacidade de captura em diferentes escalas.
Pesquisadores desenvolveram uma malha
porosa de duas camadas inspirada na capacidade das algas de acumular
partículas de plástico. A estrutura interna funciona
como uma rede que retém fragmentos maiores, enquanto a camada
externa, formada por fibras extremamente finas e ramificadas, captura
partículas menores por adesão.
Segundo os cientistas, a tecnologia
consegue reter desde microplásticos de cerca de 1 milímetro
até partículas de apenas dezenas de nanômetros.
A combinação dos dois mecanismos permite capturar
resíduos plásticos de diferentes tamanhos com uma
única estrutura.
A malha foi testada com partículas
produzidas em laboratório e microplásticos coletados
em uma praia do Havaí, apresentando bons resultados tanto
em água doce quanto salgada. Isso indica potencial para uso
em rios, represas e áreas costeiras, embora os pesquisadores
ainda estejam na etapa de comprovar a eficácia da tecnologia.
Feita com materiais naturais e baratos,
a estrutura também é biodegradável e, portanto,
apresenta menor risco ambiental caso parte dela não seja
recuperada. A equipe pretende recolher e reprocessar as malhas saturadas
de plástico, possivelmente com a ajuda de microrganismos
capazes de degradar os resíduos.
Da Redação, com
informações de agências internacionais
Matéria elaborada com auxílio de inteligência
artificial
Fotos: Reprodução/Pixabay
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