Quando ir:
O parque está aberto durante todo ano, independente da estação, a reserva com certeza proporcionará aos visitantes um incrível espetáculo da natureza.

O que levar:
 Roupas leves e confortáveis, agasalhos para à noite. Roupas de banho, botas especiais ou tênis, já usados e fechados, capa de chuva, bermudas, repelente de insetos, medicamentos de primeiros-socorros, chapéu ou boné e uma lanterna de mão. Não se esqueça de levar meias sobressalentes. Se for acampar, não se esqueça de levar tudo que for necessário para cozinhar.

Como chegar: A sede está localizada a 25 km do centro de São Miguel Arcanjo, seguindo pela rodovia SP-139. Fique atento neste trecho, um conjunto de sete curvas, faz com que o motorista reduza a velocidade, a visão de carros na pista contrária fica comprometida, além do trecho estar propício a neblina, fique ligado. Quem vem da capital paulista pode seguir pela rodovia SP-270 Raposo Tavares, porém, vale ressaltar que apesar do bom estado de conservação da pista, ela é cheia de curvas, e em alguns locais há passagem para apenas um carro por vez, além do tráfego intenso de caminhões. Para um caminho mais expresso, a opção é a SP-280 rodovia Castelo Branco, em ambos os casos, o viajante deve seguir sentido Salto de Pirapora pela SP-264, até Pilar do Sul, entrando na rodovia SP-250 até São Miguel Arcanjo. Quem vier pela Raposo Tavares a entrada é a 102B, km 102,5 em Sorocaba. Para quem vem da região do Mato Grosso do Sul, pode utilizar a Raposo Tavares. Do sul do país, a rodovia Francisco Alves Negrão SP-258. Para outras regiões do país, os viajantes devem se guiar pela cidade de Sorocaba, a maior da região.

Veja o mapa da localização exata do parque

Onde ficar: Próximo ao parque está o Hotel Fazenda Vale Verde, que possui uma ótima estrutura para receber seus visitantes. A 5 km do início da rodovia SP-139, sentido Sete Barras, entrada a direita, estrada de terra, 11 km até a entrada da fazenda, www.hotelfazendavaleverde.com.br, e-mail: fazvaleverde@uol.com.br.

Onde comer: Quem quiser apreciar uma boa culinária terá que enfrentar 25 km pela rodovia SP-139, sentido centro de São Miguel Arcanjo. Mas, o esforço é bem recompensado. Entre várias opções, todas no centro, o destaque é o restaurante Maria Maria, rua Coronel Fernando Prestes, 1192. O ambiente é bastante agradável, a simpática proprietária, Maria da Graça, envolve-se diretamente na preparação dos pratos, que vão da comida chinesa, passando pelos pratos tradicionais do interior paulista, à comida baiana, além de maravilhosas sobremesas sugeridas pela própria Graça

O que ver (fauna): A unidade de conservação Parque Estadual Carlos Botelho é uma das mais bem preservadas e com uma das maiores taxas de diversidade do país. Segundo estimativas de pesquisadores, possui espécies como o gavião-pomba (Leucopternis polionota), gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) e sabiá-cica (Triclaria malachitacea) que são indícios da importância e da qualidade de vida na floresta. Onde ainda, vive uma das mais significativas populações de jacutingas (Pipile jacutinga), ave que costuma viver em matas na serra e que chega a pesar cerca de um quilo e meio e com um comprimento de até quarenta centímetros.

O Parque serve ainda de habitat para uma porção de espécies entre primatas e grandes mamíferos. Destacam-se cachorro-vinagre, onça-pintada, anta, bugio, preguiça, macaco-prego e o mono-carvoeiro, o maior primata das Américas, um bioindicador de conservação de ecossistemas, objeto de uma pesquisa, que está sendo desenvolvida pelo Brasil em parceria com a Universidade de Cambridge, Inglaterra. No Parque encontra-se a maior população dessa espécie, daí a importância de seu estudo aprofundado, visando a conservação do animal e, consequentemente da Floresta Tropical Atlântica, já que ambos estão intrinsecamente ligados. Tratando-se de pássaros, a quantidade de espécies na reserva é fantástica. Já foram registradas mais de 220, e este número pode chegar a 400.

Saiba mais sobre a fauna da região, conheça o Projeto Muriqui

O que ver (flora): Nos 37 mil hectares de relevo acidentado, que varia de 50 a 975 metros. No qual as rochas predominantes são metassedimentares do grupo Açungui e metamórficas constituídas basicamente do grupo das micas - solos originários de rochas pobres em nutrientes. Onde a precipitação pluviométrica chega a 2189 mm e a temperatura varia de 19º C a 34º C. Esta uma das mais belas e ricas reservas de mata atlântica do Estado, que além da flora e da fauna, também abriga várias e importantes nascentes. "São inúmeras as nascentes nos limites do parque, sendo essa uma marcante característica do seu aspecto hidrológico. São contribuintes das bacias dos rios Ribeira de Iguape e Paranapanema. Essas duas bacias são de grande importância estratégica para o país, pois a bacia do Paranapanema é a que apresenta melhor qualidade de água do estado de São Paulo, enquanto a do rio Ribeira de Iguape é de grande importância logística para a região sul do país, devido à ampliação de rede viária e também do Mercosul", explica José Luiz Camargo Maia, diretor do Parque Estadual Carlos Botelho.

A variedade de espécies é um fator no parque ótimo para os pesquisadores e cientistas e um colírio para os visitantes. "Por se tratar de um área da Mata Atlântica com um dos ecossistemas mais bem preservados do país, tanto a fauna como a flora apresentam uma grande riqueza e um alto grau de endemismo, conforme demonstrado em inúmeros projetos de pesquisa", diz Maia.

Encontra-se ainda no parque diversas outras espécies, com destaque para: araça, araribá, cambará, cabreúva, cajarana, carvalho, jacarandá, jatobá, urucurana e oito espécies de canelas.

O que comprar: Camisetas, baby-looks, chapéus e bonés trazendo o logotipo do Parque. Destaque para as estampas coloridas e camisetas em várias cores mescladas. Além de artesanatos feitos em cerâmica e palha, criados por moradores da própria região.

Informações úteis:  Durante a década de 40 foram criadas quatro reservas florestais, São Miguel Arcanjo, Sete Barras, Travessão e Capão Bonito. A partir de um levantamento fundiário que levou a várias desapropriações e áreas devolutas, criou-se o Parque Estadual Carlos Botelho. Através do Decreto Estadual nº 19.499, de 10 de setembro de 1982, que incluía também o município de Tapiraí, somando uma área de 37.664 hectares. A sede em São Miguel Arcanjo possui alojamento para pesquisadores, anfiteatro para 40 pessoas, além de um museu e toda estrutura necessária para que os visitantes conheçam a reserva com toda segurança.

A cidade de São Miguel não consta como ponto turístico, por isso, você não encontrará grandes informações nos tradicionais guias turísticos. A cidade possui boa estrutura bancária, posto de saúde, e rodoviária. Sua população é de 30 mil habitantes. Saiba mais!

Fique ligado: respeite os monitores e interaja com eles; não mate, não maltrate, nem alimente animais; não recolha sementes, frutos, plantas ou qualquer outro tipo de resíduo da mata; não deixe nenhum tipo de lixo e se por acaso vir algum jogado ao chão, recolha-o; respeite os demais visitantes e harmonizem-se com eles; não leve animais domésticos para o parque; nunca saia da trilha; jamais utilize fogo e sempre faça as trilhas acompanhados por guias.
   
 
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Saiba mais sobre o Parque Estadual Carlos Botelho
Saiba mais sobre a Estrada da Macaca
Veja o censo sobre a fauna que está sendo realizado no parque
Veja a entrevista feita com o diretor do PE Carlos Botelho (José Luiz Camargo Maia)

   
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PE Carlos Botelho
Parque do Zizo

Restaurante Maria Maria

Nota
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